História Econômica & História de Empresas https://hehe.org.br/index.php/rabphe História; Economia; Pensamento econômico; Metodologia ABPHE pt-BR História Econômica & História de Empresas 1519-3314 <p>Os autores mantêm os direitos autorais sobre o trabalho, concedendo à revista apenas o direito de sua primeira publicação. Além disso, têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente para a versão do trabalho publicada nesta revista, desde que reconhecida a publicação inicial neste periódico.</p> Economia e técnica no contexto da Independência do Brasil https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/863 <p>A proposta objetiva desenvolver um estudo sobre as relações entre economia, ciência e técnica no Brasil, entre o fim do século XVIII e o início do século XIX. A convivência de uma economia de base agrária e escravista com um discurso modernizante preconizado por segmentos ilustrados que compunham a cúpula do Estado português constitui o ponto de partida da reflexão, conduzindo-nos à análise das principais características do sistema produtivo local, o exame de sua base tecnológica e a identificação dos fatores e condições que obstruem transformações significativas. O baixo estímulo à inovação e ao desenvolvimento dos meios de produção são tomados como fatores característicos da economia colonial, sendo reproduzidos, consolidados e reforçados no contexto pós-independência.</p> Mônica de Souza Martins Leandro Miranda Malavota Copyright (c) 2022 2022-05-17 2022-05-17 25 1 167 195 10.29182/hehe.v25i1.863 Trabalho, escravidão e liberdade em estabelecimentos fabris dos séculos XVIII e XIX https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/867 <p>O artigo trata das relações entre trabalhadores escravizados e livres em estabelecimentos fabris do século XIX. A presença de escravizados em todas as funções na sociedade escravista do período pós-independência era marcante e, mesmo nas atividades manufatureiras ainda incipientes, a participação de cativos era constante. Escravizados, libertos e livres eram empregados em fábricas que, apesar da estrutura econômica agrária e exportadora do país, mantinham uma produção de certa relevância no século XIX. Discute-se ainda a existência de fábricas em uma sociedade escravista, evitando-se, contudo, abordagens dicotômicas. Sobretudo, buscou-se pensar acerca das experiências de vidas de trabalhadores escravizados dentro desses estabelecimentos, apontando estratégias de resistência, lutas por melhores condições de existência, possibilidades de acesso à liberdade e a formação de laços de solidariedade. Distintas realidades socioeconômicas regionais marcam tais experiências, por meio das quais se percebem os conflitos entre “civilização” e a violência institucionalizada da escravidão na nação recém-constituída.</p> Mário Danieli Neto Copyright (c) 2022 2022-05-17 2022-05-17 25 1 141 166 10.29182/hehe.v25i1.867 Tráfico & traficantes na ilegalidade: o comércio proibido de escravos para o Brasil (c.1831-1850) https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/868 Glauber Miranda Florindo Copyright (c) 2022 Glauber Miranda Florindo https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2022-05-17 2022-05-17 25 1 281 288 10.29182/hehe.v25i1.868 Os caminhos da riqueza: “Nova Agricultura”, Fisiocracia e Filantropia – uma economia agrária para o Brasil https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/869 <p>O texto apresenta questões para a compreensão de premissas de uma “Nova Agricultura”, ao final do século XVIII e início do XIX, preconizada pelo pensamento iluminista tardio. Discutidas como alternativas de desenvolvimento para as nações, as opções econômicas versam sobre uma economia agrária, baseada em concepções científicas, sociais e intelectuais, discutidas em um círculo de pensadores, testadas nas práticas de experimentos e por edições de textos destinados à formação técnica dos agricultores. “Sem livros não há instrução” é o lema de Frei José Mariano da Conceição Veloso, editor da Casa Literária do Arco do Cego (1799-1801). Em diálogo com os pensamentos da Fisiocracia e de seus críticos, da Filantropia e sustentados por uma ideia franciscana de “natureza”, ele e seu círculo lisboeta, efetivam traduções e produção de textos específicos para a realidade da América portuguesa, que Frei Velloso julga bem conhecer.</p> José Newton Coelho Meneses Copyright (c) 2022 2022-05-17 2022-05-17 25 1 196 231 10.29182/hehe.v25i1.869 Tudo que tem valor vira vale: economia e circulação de crédito no contexto da Independência https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/870 <p class="western" style="line-height: 100%;" align="justify"><span style="font-family: Calibri, serif;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;">Este artigo busca traçar um panorama do mercado de crédito em vigor na cidade do Rio de Janeiro – a principal praça comercial do Atlântico Sul – durante e logo após o processo de Independência do Brasil. Será dada especial atenção ao crédito não institucional e privado. Tais operações creditícias foram capazes de sustentar um vigoroso mercado interno, que, embora já existisse anteriormente, desenvolveu-se acentuadamente após 1808, quando a instalação da Corte no Rio de Janeiro e a abertura dos portos inseriu a economia brasileira de forma direta e definitiva nos mercados globais. A crescente urbanização observada no período igualmente contribuiu de maneira decisiva para o surgimento de um diversificado mercado de abastecimento e prestação de serviços que, como veremos, teve nas operações não institucionais de crédito lastreadas e garantidas pela propriedade privada um de seus principais alicerces. </span></span></span></p> Clemente Gentil Penna Rita Almico Copyright (c) 2022 2022-05-17 2022-05-17 25 1 232 268 10.29182/hehe.v25i1.870 Comércio luso-brasileiro no Rio da Prata e a Independência do Brasil: continuidades e rupturas (1777-1824) https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/872 <p>O comércio com as colônias espanholas do Rio da Prata, desde o século XVI, foi central para a economia luso-brasileira, e levou à fundação da Colônia do Sacramento em 1680, um entreposto comercial luso-brasileiro no Rio da Prata. A conquista espanhola da Colônia do Sacramento (1777) não significou o fim da rota entre Rio da Prata e Brasil; ao contrário, no período tardo-colonial, houve o aumento da intensidade e do volume das trocas entre o Prata e o Brasil, incluindo um aumento expressivo no tráfico de escravizados e a ampliação das trocas comerciais – ainda que tais interações fossem muitas vezes classificadas como comércio de contrabando. O presente artigo apresenta uma análise das rotas, das estratégias e do volume do comércio entre o Brasil (especialmente Rio de Janeiro) e o Rio da Prata no período tardo-colonial, enfatizando rupturas e continuidades nesse circuito mercantil vinculadas ao processo de independência do Brasil (1808-1822).</p> <p>&nbsp;</p> <p><strong>Palavras-chave:</strong> Contrabando. Prata. Escravizados. Rio da Plata.Comércio</p> Fabrício Prado Copyright (c) 2022 2022-05-17 2022-05-17 25 1 62 93 10.29182/hehe.v25i1.872 Como Tiro e Cartago: portos livres/Portos francos e a economia política do Império português numa perspectiva global (1808-1824) https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/877 <p>A declaração de portos livres de 1808 foi um divisor de águas na história da economia política do Império português. Permitir aos comerciantes estrangeiros o comércio nos portos brasileiros alterou radicalmente as políticas utilizadas durante séculos. Este artigo visa reavaliar a concepção e a promulgação das políticas comerciais portuguesas no contexto da turbulência internacional que levou ao desmoronamento dos impérios ibéricos no mundo atlântico. O documento estuda a ideia de portos francos, uma instituição de longa duração que supostamente surgiu no século XVI e que atingiu uma implementação mundial nos séculos vindouros. O artigo tem como focos as tentativas feitas em Lisboa para criar um porto franco na década de 1780. Uma ideia fracassada que voltou a ser tendência mais uma vez na década de 1820 quando os estudiosos lançaram a proposta de porto franco como a solução para a reorganização do comércio imperial. Os portos brasileiros e Lisboa poderiam imitar Tiro e Cartago e a antiga capital imperial se tornar, assim, uma feira global.</p> Jesus Bohorquez Copyright (c) 2022 2022-05-17 2022-05-17 25 1 35 61 10.29182/hehe.v25i1.877 As instituições fazendárias provinciais no contexto da Revolução do Porto e da Independência do Brasil https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/864 <p>A Revolução do Porto, constitucionalista e liberal, produziu efeitos imediatos e simultâneos no território americano. A simples notícia de seu acontecimento e da convocação das Cortes Gerais em Lisboa foi suficiente para desencadear os primeiros movimentos de juntas governativas no Brasil, dando início ao processo sem retorno de reforço dos poderes e instituições regionais. Esse foi o caso das Juntas da Real Fazenda, que eram órgãos colegiados presididos, até então, pelos capitães-generais. Nosso objetivo aqui é discutir como as repartições fazendárias estiveram no centro de discussão sobre a reformulação dos poderes regionais e conseguiram manter a continuidade mesmo nos momentos de maior tensão entre as Cortes portuguesas e a Corte do Rio de Janeiro até a Independência do Brasil. Ainda que não tenham sobrevivido ao fim do Primeiro Reinado, as Juntas de Fazenda lançaram as bases de forte representação de interesses e de poderes regionais.</p> Cláudia Maria Graça Chaves Copyright (c) 2022 2022-05-17 2022-05-17 25 1 94 117 10.29182/hehe.v25i1.864 Da moeda metálica à moeda fiduciária: as transformações do meio circulante na construção do Império do Brasil (1808-1840) https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/871 <p>A passagem de um sistema monetário baseado em moeda metálica para um sistema de moeda fiduciária ocorreu na Europa e nas Américas em diferentes velocidades. No Brasil, tal processo foi particularmente rápido: no breve período entre a transferência da Corte portuguesa e o fim do Primeiro Reinado, o papel-moeda inconversível substituiu a moeda metálica como meio circulante. Este artigo discute as causas dessa substituição, que parte da historiografia atribui a “vícios” do sistema monetário herdado do período colonial e a equívocos na condução da política econômica – em particular, às alterações no valor da moeda metálica e às emissões de papel-moeda pelo Banco do Brasil. Sugerimos que a saída de metais decorreu de déficits no balanço de pagamentos e que o acesso a novas formas de senhoriagem pelo poder central mostrou-se um expediente necessário para o financiamento das despesas gerais e militares nos primeiros estágios da construção do Império do Brasil.</p> Fernando Cerqueira Lima Copyright (c) 2022 2022-05-17 2022-05-17 25 1 118 140 10.29182/hehe.v25i1.871 Entrevista com Wilma Peres Costa https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/878 <p>Entrevista com Wilma Peres Costa (27/10/2021</p> Luiz Fernando Saraiva Nelson Mendes Cantarino Copyright (c) 2022 2022-05-17 2022-05-17 25 1 269 280 10.29182/hehe.v25i1.878 Permanências e Rupturas no processo de independência e na construção da Economia Nacional (c. 1780/1840) https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/879 Luiz Fernando Saraiva Nelson Mendes Cantarino Copyright (c) 2022 2022-05-17 2022-05-17 25 1 7 34 10.29182/hehe.v25i1.879 História Econômica do Brasil: Primeira República e era Vargas https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/829 Maria Alice Rosa Ribeiro Copyright (c) 2021 História Econômica & História de Empresas 2021-11-11 2021-11-11 25 1 883 892 10.29182/hehe.v24i3.829 O Brasil na conferência econômica de Londres de 1933: objetivos limitados, resultados pífios https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/679 <p>Ensaio histórico, baseado em fontes primárias e literatura secundária, sobre a participação do Brasil na Conferência Econômica e Monetária Mundial, convocada pela Liga das Nações, e realizada em Londres, no verão de 1933. A conferência tinha poucas perspectivas de restabelecer o equilíbrio da economia mundial, seriamente abalado depois das crises de bolsa (1929) e financeira (1931) nos países avançados, uma vez que os principais atores, os Estados Unidos em primeiro lugar, revelaram pouca disposição em abandonar políticas nacionais para um acordo abrangente sobre comércio, finanças e câmbio, numa conjuntura em que todos eles havia abandonado a conversibilidade. O Brasil tinha objetivos limitados, vinculados ao comércio mundial de café e outras matérias primas, e ao financiamento de suas contas externas, sobretudo a dívida.</p> Paulo Roberto Almeida Copyright (c) 2021 História Econômica & História de Empresas 2021-08-19 2021-08-19 25 1 593 624 10.29182/hehe.v24i3.679 Listas dos Quintos e do Real Donativo: atividades econômicas, mineração e escravidão no Termo de Vila Rica (1715-31) https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/734 <p>Este artigo analisa as listas tributárias dos quintos e do Real Donativo remanescentes para o Termo de Vila Rica, nas Minas Gerais, entre 1715 e 1731. Tomando por referência o súdito pagante que maior contribuição deu aos cofres reais neste período e comparando ostensivamente a sua situação às dos demais contribuintes de Vila Rica, o trabalho identificou grupos socioeconômicos e hierarquias sociais explícitas nas faixas de propriedade ou fortuna e nas diferentes atividades produtivas que as listas fiscais discriminam. Os resultados apresentados permitem rediscutir a importância da atividade mineradora, cuja dimensão vinha sendo colocada em cheque na historiografia atual dedicada à região. Demonstrou-se que senhores exclusivamente mineradores chegaram a ostentar extensa escravaria e a desenvolver empreendimentos econômicos de grande porte.</p> <p>&nbsp;</p> <p><strong>Palavras-chave:</strong> mineração, Vila Rica, Listas dos Quintos e do Real Donativo, Escravidão</p> Tarcísio de Souza Gaspar Copyright (c) 2021 História Econômica & História de Empresas 2021-08-19 2021-08-19 25 1 773 822 10.29182/hehe.v24i3.734 O Proteu do abuso sob os olhos do Parlamento: verdade dos orçamentos e prestação de contas no Império do Brasil https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/760 <p>Este texto propõe-se a explicar porque, no Império do Brasil, não foi criado um Tribunal de Contas e não foram codificadas as leis de contabilidade pública, embora tais matérias tenham sido discutidas no Parlamento desde 1826.</p> <p>O problema foi abordado no bojo das discussões sobre a verdade dos orçamentos e a análise considerou os pontos de vista de luzias e saquaremas quanto à fiscalização das contas públicas e à divisão de poderes na monarquia. As reformas institucionais do sistema de contabilidade pública e de tomada de contas efetuadas no Império foram analisadas à luz dos debates parlamentares e da bibliografia de apoio. A abordagem foi institucionalista histórica e as fontes investigadas foram os relatórios dos ministros da Fazenda, os anais da Câmara dos Deputados e do Senado, jornais e livros de época.</p> Adelino Martins Copyright (c) 2021 História Econômica & História de Empresas 2021-08-19 2021-08-19 25 1 823 850 10.29182/hehe.v24i3.760 Instinto predatório e o sentido do desenvolvimento econômico no Brasil Colônia: uma interpretação a partir de uma abordagem institucionalista vebleniana https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/761 <p>Este artigo tem como objetivo o resgate da teoria dos instintos de Veblen e, consequentemente, sua incorporação para a concepção de uma abordagem institucionalista alternativa para a leitura das instituições e regularidades do sistema econômico das sociedades. Esta abordagem leva em conta os instintos aflorados em um sistema composto por: hábitos de emulação social, instrumentos de poder e um sistema de motivação presente no interior das organizações produtivas. Em seguida, se utiliza deste novo modelo analítico para interpretar o sentido da dinâmica econômica e social estabelecida no período colonial brasileiro, e também seus impactos nas instituições.</p> Tales Rabelo Freitas Copyright (c) 2021 História Econômica & História de Empresas 2021-08-19 2021-08-19 25 1 740 772 10.29182/hehe.v24i3.761 Os interesses da indústria brasileira no início da Primeira República: o debate acerca do Art. 9º do Decreto 1.167, de 17 de dezembro de 1892 https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/773 <p>Este artigo avalia a representatividade dos interesses industriais no início da Primeira República. Analisando documentos oficiais e notícias da imprensa acerca do Art. 9º do Decreto 1.167, de 17 de dezembro de 1892, que garantiu a emissão de bônus amortizáveis à indústria, eu apresento as seguintes conclusões: i) o discurso político à época era majoritariamente pautado no liberalismo econômico; ii) a questão industrial passou a demonstrar relevância no debate político; iii) não era evidente a oposição entre os interesses da indústria e da lavoura; iv) parte dos industriais criticava as medidas de auxílio à indústria, considerando seus possíveis efeitos sobre a inflação e o câmbio; e v) a questão controversa sobre políticas creditícias não foi o auxílio à indústria em si, mas a interpretação de que pudessem acentuar os efeitos do Encilhamento.</p> Gustavo Pereira Serra Copyright (c) 2021 História Econômica & História de Empresas 2021-08-19 2021-08-19 25 1 713 739 10.29182/hehe.v24i3.773 El deterioro de las capacidades técnico-operativas de las empresas públicas argentinas durante la última dictadura cívico-militar (1976-1983) https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/797 <p>El propósito de este artículo es analizar las capacidades técnico-operativas de diez de las principales empresas públicas argentinas durante la última dictadura cívico-militar (1976-1983), a partir de examinar su desempeño en una serie de indicadores productivos y laborales. Como resultado, se destaca un cambio cualitativo en la relación producción-empleo. Mientras que, durante los años previos al golpe de Estado, el incremento (moderado) en la productividad fue acompañado de un crecimiento en la producción y en el empleo, entre 1974 y 1983 se constata un incremento en el volumen físico de la producción junto con una significativa y generalizada contracción en la dotación de trabajadores y sus remuneraciones. Esto conllevó un aumento del margen de explotación y el retroceso en las capacidades técnico-operativas de las firmas.</p> <p><strong>Palabras clave: </strong>Empresas públicas- &nbsp;desempeño técnico-operativo- capacidades estatales- dictadura cívico-militar</p> Débora Ascencio Copyright (c) 2021 História Econômica & História de Empresas 2021-08-19 2021-08-19 25 1 851 882 10.29182/hehe.v24i3.797 Irineu Evangelista de Souza na Guerra Grande: o intermediário dos contratos secretos entre o Brasil e o Uruguai em 1850 https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/807 <p>O trabalho tem como objetivo explorar o papel de intermediador desempenhado por Irineu Evangelista de Souza, futuro Barão e depois Visconde de Mauá, nos contratos de empréstimos financeiros realizados pelo Império do Brasil ao governo do Uruguai em 1850, no início da chamada Diplomacia do Patacão. A análise é baseada no cruzamento de dados entre as fontes documentais relacionadas à Diplomacia do Patacão em 1850 e os dados e análises presentes na historiografia sobre o assunto. O estudo indica que Irineu foi convidado para atuar nessa política apenas como intermediador, de modo a tornar mais plausível o cenário que os agentes do Império visavam criar, mas que sua participação na ação secreta lhe permitiu combinar o acesso a informações privilegiadas da geopolítica regional com oportunidades de negócios, nas quais ele decidiu investir.</p> <p><strong>Palavras-chave:</strong> Diplomacia do Patacão; Irineu Evangelista de Souza; Mauá; Guerra Grande, empréstimos.</p> Talita Alves de Messias Copyright (c) 2021 História Econômica & História de Empresas 2021-08-19 2021-08-19 25 1 654 683 10.29182/hehe.v24i3.807 As ideias de Vieira Souto sobre a moeda e o câmbio no Brasil entre o final do século XIX e o início do século XX https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/819 <p>Este trabalho tem como objetivo entender as ideias de Vieira Souto sobre moeda e câmbio no Brasil durante a Primeira República.&nbsp; A historiografia dá pouca atenção às ideias econômicas que embasavam o debate entorno das políticas econômicas no período. Para ele, o papel moeda não se relacionava às oscilações do câmbio, mas sim a variações no balanço de transações com o exterior. Assim apresenta uma interpretação da realidade econômica brasileira que permite caracteriza-lo como um precursor do desenvolvimentismo no Brasil.</p> Daniel Cosentino Copyright (c) 2021 História Econômica & História de Empresas 2021-08-19 2021-08-19 25 1 694 712 10.29182/hehe.v24i3.819 O legado de Friedrich List e sua influência sobre a integração econômica europeia https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/784 <p>O artigo detalha o entendimento de Friedrich List sobre as vantagens e proventos advindos da união aduaneira, considerando-se o caso do <em>Zollverein</em>. Ressaltam-se as contribuições da <em>Friedrich List-Gesellschaft </em>(FLG) (Sociedade Friedrich List) quanto à proposição de medidas factíveis para a reestruturação da economia alemã após a Grande Depressão (1929). Examinam-se, em seguida, aspectos da <em>Anschauliche Theorie</em> (Teoria Intuitiva) do eminente Prof. Edgar Salin, a fim de elucidar sua concepção de teoria geral da economia. Por fim, coloca-se em evidência o papel desempenhado pela <em>List-Gesellschaft </em>(LG) (Sociedade List) no que concerne à fundamentação teórica da integração econômica européia. Constata-se que, apesar de todo o aporte fornecido pela LG para o fortalecimento da Comunidade Econômica Européia, o argumento capital de List em matéria de livre comércio parece, de certo modo, não ter sido apreciado em toda sua extensão pelo grupo.&nbsp;&nbsp;</p> Flavio dos Santos Oliveira Copyright (c) 2021 História Econômica & História de Empresas 2021-08-19 2021-08-19 25 1 625 653 10.29182/hehe.v24i3.784 Wilson Cano, um intelectual exemplar https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/790 <p class="western" align="justify"><span style="color: #040404;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;">Este artigo resgata a trajetória e algumas contribuições do economista Wilson Cano (1937-2020) para o pensamento social brasileiro. Além de apresentar um quadro geral de sua obra, o texto destaca a trajetória de vida do homenageado em três momentos: um breve histórico de suas origens e juventude; atuação profissional anterior à Unicamp (instituição em que passou a maior parte da vida); e contribuições para ensino, pesquisa e docência a partir desta instituição. O artigo destaca algumas reflexões do autor para compreensão do subdesenvolvimento em diversas escalas, especialmente no que tange a dinâmica regional e urbana brasileira, área em que se notabilizou como um dos mais importantes intérpretes do Brasil</span></span></span></p> Fernando Cezar de Macedo Beatriz Tamaso Mioto Copyright (c) 2021 História Econômica & História de Empresas 2021-06-21 2021-06-21 25 1 565 585 10.29182/hehe.v24i2.790 Teoria da decisão: o desenvolvimento do pensamento econômico da racionalidade à subjetividade https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/768 <p>A teoria da decisão econômica se associa diretamente com alguns pressupostos amplamente conhecidos pela teoria econômica, tais quais, utilidade, racionalidade, maximização, análise de risco, entre outros. Entretanto, uma análise mais aprofundada sobre o desenvolvimento do pensamento econômico da teoria da decisão, nos mostra que nem sempre os pressupostos supra descritos foram o mote dos estudos que buscaram compreender o comportamento decisório. Nesse sentido, o objetivo desse artigo é resgatar o desenvolvimento da teoria da decisão e seu desdobramento na chamada economia comportamental. O resultado deste trabalho sugere que ao longo dos séculos a teoria da decisão econômica transitou entre a subjetividade e a racionalidade como forma de explicar o comportamento de escolha econômica do indivíduo.</p> Érika Regina da Silva Gallo Copyright (c) 2021 História Econômica & História de Empresas 2021-06-21 2021-06-21 25 1 531 564 10.29182/hehe.v24i2.768 A Teoria da Firma: crítica à visão neoclássica e enfoque heterodoxo https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/703 <p>Este texto discute a teoria econômica da firma através de desenvolvimentos analíticos dedicados a esse objeto de investigação, denominados de neoclássicos e heterodoxos. O objetivo é difundir o debate sobre essa instituição alargando, assim, o leque conceitual à disposição dos estudantes de Economia no estudo do desenvolvimento econômico. Para isso apresenta-se a firma em perspectiva histórica, discutem-se as principais correntes do enfoque neoclássico e suas limitações, finalizando com a contribuição da visão heterodoxa.</p> Achyles Barcelos da Costa Copyright (c) 2021 História Econômica & História de Empresas 2021-06-21 2021-06-21 25 1 490 530 10.29182/hehe.v24i2.703 Intérpretes do Brasil: influências na origem do pensamento econômico brasileiro https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/751 <p>O final do século XIX e o início do século XX foram marcados por uma profusão de tentativas de dar um significado autônomo à sociabilidade que funcionava no interior das fronteiras do que se entendia como Brasil. Descobrir o sentido do Brasil era algo tão forte no pensamento social da época que as expressões econômicas, políticas e artísticas foram marcadas por esta questão, sem necessariamente buscarem uma referência nacionalista ou xenófoba, apesar de em alguns casos passar por elas. Tomando como referência o tempo histórico entre os movimentos abolicionistas e a Era Vargas, o objetivo deste texto é recuperar no pensamento dos intérpretes do Brasil os elementos da configuração das estruturas econômico-sociais brasileiras que ganham centralidade em suas visões sobre o Brasil e influenciam a origem do pensamento econômico brasileiro.</p> Carla Curty Maria Malta Bruno Borja Copyright (c) 2021 História Econômica & História de Empresas 2021-06-21 2021-06-21 25 1 463 489 10.29182/hehe.v24i2.751 Em busca do consenso empresarial: a crise do desenvolvimentismo nas páginas da revista Vida Industrial https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/711 <p>Este artigo tem como objetivo a identificação e interpretação dos elementos discursivos mobilizados pelo empresariado industrial de Minas Gerais filiado à Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) por meio da revista <em>Vida Industrial</em> entre 1961 e 1964. Consideramos que tais estratégias tinham como objetivo estabelecer um consenso de classe e que sua urgência se dava em um quadro de crise econômica, política e social do modelo nacional-desenvolvimentista, sobretudo durante o governo de João Goulart. Ressaltamos as reivindicações da indústria em tempos de crise e a organização da retórica de oposição em um contexto de radicalização política e social. A retórica de exortação à união e coesão de classe buscou atribuir um sentido histórico ao papel “cívico” compreendido pelo empresariado mineiro em relação à nação brasileira.</p> Mário Danieli Neto Jean Talvani Costa Copyright (c) 2021 História Econômica & História de Empresas 2021-06-21 2021-06-21 25 1 429 462 10.29182/hehe.v24i2.711 Monteiro Lobato e a questão do petróleo no Brasil https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/778 <p>Este trabalho procura resgatar a trajetória do empresário e escritor Monteiro Lobato, particularmente no que diz respeito às suas contribuições para o avanço da nascente indústria de petróleo no Brasil. Para tanto, a metodologia de pesquisa combinou análise documental e revisão bibliográfica, recuperando suas obras e escritos sobre o tema. A retomada de tal discussão – que envolve temas como nacionalismo em relação a recursos naturais e soberania nacional – contribui para o entendimento acerca dos conflitos permanentes entre, de um lado, os interesses de empresas estrangeiras e, de outro, os países da periferia do sistema capitalista detentores de reservas petrolíferas.</p> Marina Gusmão de Mendonça Rafael Almeida Ferreira Abrão Copyright (c) 2021 História Econômica & História de Empresas 2021-06-21 2021-06-21 25 1 404 428 10.29182/hehe.v24i2.778 Uma crítica ao imperialismo na Primeira República no Brasil https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/756 <p>O presente artigo busca evidenciar a existência, no Brasil, de um pensamento crítico ao imperialismo capitalista, especialmente no que diz respeito à política imperialista praticada pelos EUA contra os países latino-americanos, durante o século XIX e início do século XX, sob a égide da Doutrina Monroe e do ideal do pan-americanismo. Destaca-se, desse modo, as obras de Eduardo Prado, Oliveira Lima e Manoel Bomfim, intelectuais brasileiros cujas contribuições teóricas remontam ao período da Primeira República e constituem um pensamento brasileiro autêntico, original e crítico à forma violenta de expansão norte-americana naquele momento da história econômica mundial, quando as primeiras preocupações com o imperialismo capitalista começavam a surgir simultaneamente na Europa e nos EUA.</p> Vinícius Vieira Pereira Copyright (c) 2021 História Econômica & História de Empresas 2021-06-21 2021-06-21 25 1 375 403 10.29182/hehe.v24i2.756 Oferta e demanda de moeda metálica no Brasil colonial (1695-1807) https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/743 <p>Este trabalho contesta as hipóteses de que, no Brasil colonial, havia escassez de moeda metálica e que o sistema monetário era “caótico” em razão da circulação simultânea de moedas nacionais e provinciais com diferentes valores para o ouro e a prata. Apresentamos novas estimativas da oferta de moeda nacional de ouro para o período 1762-1807, assim como da produção e distribuição regional de moeda provincial. Os dados levantados, assim como a análise da documentação, indicam que as moedas nacionais de ouro, apesar de referidas como “dinheiro de remessa”, circulavam cada vez mais internamente, enquanto que as moedas provinciais se espalharam por toda a colônia exercendo principalmente o papel de moeda de troco no “comércio interior”.</p> <p>&nbsp;</p> <p><strong>Palavras-chaves</strong>: moeda metálica; moeda provincial; história monetária; Brasil colonial</p> <p><strong>&nbsp;</strong></p> Fernando Cerqueira Lima Copyright (c) 2021 História Econômica & História de Empresas 2021-06-21 2021-06-21 25 1 345 374 10.29182/hehe.v24i2.743 Condiciones y posibilidades para las industrias derivadas de la vitivinicultura, Mendoza (Argentina, 1930-1942): la elaboración de alcohol vínico https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/705 <p>Durante os anos 30 críticos, a viticultura estava sujeita a uma maior regulamentação estadual. Nesse contexto, a formação de zonas de álcool adquiriu relevância, enquanto sua produção permitiria descomprimir o estoque de adegas, através da participação de grupos econômicos extra-provinciais, e poderia ser interrompida pela destilação clandestina em armazéns e as conseqüentes "Alongamento" dos vinhos, cujo controle se mostrou quase impossível não apenas para o Estado da província, mas também para a Administração da Receita Federal. Assim, são fornecidos elementos empíricos para identificar outras arestas de um suposto estado regulatório, cuja função foi alternada com a promoção industrial, numa correlação óbvia dos governos de Mendoza com as políticas do ISI e o fortalecimento do mercado interno.</p> Florencia Rodríguez Vázquez Copyright (c) 2021 História Econômica & História de Empresas 2021-06-21 2021-06-21 25 1 310 344 10.29182/hehe.v24i2.705 Un bicentenario del café en Colombia: estrategia competitiva y cambio estructural https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/696 <p>Un análisis empírico de la estrategia exportadora de Colombia frente a Brasil en el mercado cafetero durante 1826-2018, considerando una competencia oligopolista por productos diferenciados. La relación de cointegración bilateral de las exportaciones según precios, costos, demanda y cambios en la política comercial fue estimada mediante un modelo de mínimos cuadrados ordinarios dinámico. Los resultados sugieren que Colombia transitó desde ser un incipiente exportador y tomador de precios, hasta convertirse en oligopolista del café suave ante la política de valorización del Brasil. Luego de la ruptura del Acuerdo Internacional del Café, ambos países protagonizaron un intercambio de roles, cuyos efectos se simulan según un escenario contrafactual.</p> Ricardo Rocha García Copyright (c) 2021 História Econômica & História de Empresas 2021-06-21 2021-06-21 25 1 269 309 10.29182/hehe.v24i2.696 Apresentação do artigo "Objetividade e ilusionismo em economia” https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/810 <p>Apresentação do artigo de CF</p> Renata Bianconi Alexandre Macchione Saes Copyright (c) 2021 História Econômica & História de Empresas 2021-03-05 2021-03-05 25 1 254 257 10.29182/hehe.v24i1.810 Apresentação https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/809 <p>Apresentação</p> Renata Bianconi Alexandre Macchione Saes Copyright (c) 2021 História Econômica & História de Empresas 2021-03-05 2021-03-05 25 1 7 10 10.29182/hehe.v24i1.809 Objetividade e ilusionismo em economia https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/796 Celso Furtado Copyright (c) 2021 História Econômica & História de Empresas 2021-03-05 2021-03-05 25 1 258 262 Ideias e método de Celso Furtado para pensar o século XXI https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/789 <p>Resumo: O artigo discute como o método e a interpretação de Celso Furtado formaram sólidas bases para sua contínua análise das economias brasileira e internacional ao longo de suas quase cinco décadas de trabalho intelectual. O método histórico estrutural permitiu que Celso Furtado pudesse observar as transformações políticas e econômicas mundiais, revisando suas próprias teses e indicando novos dilemas para a sociedade. Ao confrontar as ideias de Furtado com a política econômica mais recentemente construída no país, consideramos que sua proposta de análise ainda é um instrumento poderoso para indicar caminhos para promover o projeto de transformação social almejado. &nbsp;</p> Alexandre Macchione Saes José Alex Rego Soares Copyright (c) 2021 História Econômica & História de Empresas 2021-03-05 2021-03-05 25 1 216 247 10.29182/hehe.v24i1.789 Resenha do livro "Celso Furtado e os 60 anos de Formação Econômica do Brasil" https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/793 <p>Resenha do livro "Celso Furtado e os 60 anos de Formação Econômica do Brasil"</p> Amanda Walter Caporrino Copyright (c) 2021 História Econômica & História de Empresas 2021-03-05 2021-03-05 25 1 248 253 10.29182/hehe.v24i1.793 Celso Furtado, a Ascensão Chinesa e a Complexificação do Sistema Centro-Periferia https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/791 <p>O presente artigo apresenta as reflexões de Celso Furtado sobre o desenvolvimento da China. Na primeira parte, procura-se mostrar como a ampliação do seu arsenal metodológico, nas obras do final dos anos 1970, permite incorporar a China e os dilemas vividos durante o período das reformas à sua agenda de pesquisa. Na segunda parte, o artigo se detém na compreensão de Furtado sobre as transformações econômicas e geopolíticas do “capitalismo global” anos 1990 e o crescente papel exercido pela China. Na última parte do artigo, o autor procura traçar seu próprio itinerário de reflexões sobre a ascensão chinesa, revelando como essa nova perspectiva furtadiana pode se revelar fértil, especialmente se posta em diálogo com os conceitos e interpretações de outros autores como Fernand Braudel, Immanuel Wallerstein e Giovanni Arrighi.</p> Alexandre de Freitas Barbosa Copyright (c) 2021 História Econômica & História de Empresas 2021-03-05 2021-03-05 25 1 196 215 10.29182/hehe.v24i1.791 Celso Furtado, o subdesenvolvimento e as transformações na economia internacional https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/792 <p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="justify"><span style="font-size: medium;">Este artigo é dedicado às análises de Celso Furtado sobre as transformações que se processam na economia internacional no contexto do pós-guerra e, especialmente, no último quarto do século XX. É destacada sua abordagem das implicações da expansão das atividades transnacionais sobre os centros nacionais de decisão, em fase que caracterizou como “capitalismo pós-nacional”. O artigo apresenta, na sequência, as reflexões de Furtado sobre as possibilidades de reconfiguração da ordem econômica internacional nos anos 1970, que englobam considerações sobre a necessidade de reorientação do estilo de desenvolvimento em curso, encerrando-se com suas discussões posteriores sobre os impactos do processo de globalização sobre o desenvolvimento periférico.</span></p> Renata Bianconi Copyright (c) 2021 História Econômica & História de Empresas 2021-03-05 2021-03-05 25 1 161 195 10.29182/hehe.v24i1.792 O discípulo (Furtado) e o mestre (Prebisch), a inversão dos papéis https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/786 <p>A relação entre o discípulo Celso Furtado e o mestre Raúl Prebisch originou nos primórdios da escola da CEPAL e modificou-se a cada decênio. Nesse artigo, analisamos a trajetória desses autores a partir de três distintos momentos que correspondem às décadas de 1950, 1960 e 1970. Em cada um dos momentos, discutimos os diferentes encontros desses autores, associando-lhes às suas respectivas produções teóricas e à conjuntura latino-americana. Por resultado, no último decênio revelamos como a relações mestre-discípulo se inverteu, tornando o mestre Prebisch um leitor e seguidor das doutrinas do discípulo Furtado.</p> Fágner João Maia Medeiros Copyright (c) 2021 História Econômica & História de Empresas 2021-03-05 2021-03-05 25 1 131 160 10.29182/hehe.v24i1.786 O debate entre Celso Furtado e Octávio Gouveia de Bulhões: uma outra controvérsia sobre o planejamento econômico no Brasil https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/787 <p>O artigo examina o debate entre os economistas Antônio Gouveia de Bulhões e Celso Furtado a respeito do planejamento econômico, ensejado pela apresentação do relatório da Comissão Econômica para a América Latina (CEPAL), intitulado <em>“Estudio preliminar sobre la tecnica de programación del desarollo económico”</em>. Essa controvérsia fez com que os economistas mobilizassem diversos aspectos da teoria econômica. Contudo, argumentamos que os elementos principais do debate foram: o diagnóstico sobre o processo de desenvolvimento econômico em curso e o papel que o Estado deveria assumir frente a ele.</p> Roberto Pereira Silva Copyright (c) 2021 História Econômica & História de Empresas 2021-03-05 2021-03-05 25 1 65 97 10.29182/hehe.v24i1.787 O Paraibano e o Judeu: diálogos assíncronos entre Celso Furtado e Richard Lewinsohn na Revista do Serviço Público e além https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/785 <p>Este artigo coloca lado a lado, em um diálogo assíncrono, as visões de Celso Furtado, ainda em seus anos de formação, e de Richard Lewinsohn, experiente economista chegado ao Brasil a raiz das perseguições raciais na Europa. A ênfase se dá aqui sobre alguns dos principais temas que ocuparam ambos pensadores durante a década de 1940, principalmente a organização e o orçamento, naquele que era então o veículo por excelência das discussões teóricas em torno à estruturação e administração do novo Estado brasileiro: a <em>Revista do Serviço Público</em>.</p> Carol Colffield Copyright (c) 2021 História Econômica & História de Empresas 2021-03-05 2021-03-05 25 1 31 64 10.29182/hehe.v24i1.785 A Memória do Futuro https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/795 <p>.</p> Rosa Freire d’Aguiar Copyright (c) 2021 História Econômica & História de Empresas 2021-03-05 2021-03-05 25 1 11 13 10.29182/hehe.v24i1.795 Celso Furtado: um pensador social brasileiro https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/788 <p>Este artigo tem como objetivo analisar as concepções teóricas de Celso Furtado e discutir as acomodações que realiza entre teoria da CEPAL e o moderno pensamento social brasileiro. Procura-se ressaltar a importância da multidisciplinaridade na sua formação intelectual, discutir suas concepções sobre os papeis do Estado e dos intelectuais no processo de desenvolvimento da periferia e, além disso, sublinhar seu status de pensador social no Brasil.</p> Rosa Maria Vieira Copyright (c) 2021 História Econômica & História de Empresas 2021-03-05 2021-03-05 25 1 14 30 10.29182/hehe.v24i1.788 A grande articulação política de Celso Furtado para a criação da SUDENE, retratada pelo “Correio da Manhã” https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/782 <p>O projeto de Celso Furtado para a transformação do Nordeste iniciou-se, na prática, em 1959, ano que envolveu um grande esforço político para que, como coordenador da OPENO e do CODENO, sua interpretação sobre o Nordeste e o seu plano de desenvolvimento, que resultaria na criação da SUDENE, fossem aceitos pela maioria da sociedade brasileira. O jornal “Correio da Manhã” apoiou explicitamente o projeto por meio de editoriais e fez várias reportagens sobre os assuntos trazidos ao debate público por Furtado. Suas páginas são capazes de revelar a grande articulação política de Furtado e sua influência na discussão do país em torno das características históricas e estruturais que conformavam o subdesenvolvimento nordestino, das relações econômicas cada vez mais desiguais entre a região Nordeste e o Centro-Sul, da importância da industrialização da região, dos grandes interesses políticos em torno dos latifúndios e das obras do DNOCS, entre outros assuntos.</p> Vanessa Follmann Jurgenfeld Copyright (c) 2021 História Econômica & História de Empresas 2020-12-13 2020-12-13 25 1 98 130 10.29182/hehe.v24i1.782 A Província de Santa Catarina na primeira metade do século XIX: ensaio sobre opressão econômica e suas repercussões https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/746 <p>A história moderna exibe ações de poder em que estados se impõem a outros e partes de uma unidade política fazem o mesmo a outras, provocando-lhes adversidades. O artigo explora esse assunto, abordando as relações entre Portugal e Brasil do final do século XVIII a meados do século XIX, com realce para a situação da Província de Santa Catarina. Examinam-se os efeitos do Alvará português de 1785, que proibiu a produção têxtil no Brasil, e da abertura dos portos em 1808, quando um novo Alvará revogou o anterior e se firmou um tratado comercial com a Grã-Bretanha. Salientam-se os reflexos em Santa Catarina, falando de atividades industriais e pesca da baleia, e se contextualizam as ações sobre imigração, destacando a Colônia do Saí, inicialmente saudada com entusiasmo por conta das adversidades.</p> Hoyêdo Nunes Lins Copyright (c) 2020 História Econômica & História de Empresas 2020-12-08 2020-12-08 25 1 427 462 10.29182/hehe.v23i2.746 Formação da sociedade de classes e a necessidade de descolonização no Brasil https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/728 <p>O objetivo é analisar, através da contribuição de Florestan Fernandes, as origens do processo de revolução burguesa no Brasil a partir da específica formação social brasileira sob o capitalismo dependente. A hipótese sinaliza que este processo, iniciado com o golpe de 1930, remete à conformação colonial da sociedade brasileira e determinou: os condicionantes de uma sociedade tipicamente capitalista no país; um marco para a discussão do “povo” brasileiro; os caminhos de conformação da consciência de classe no Brasil, tanto burguesa quanto trabalhadora; e as possibilidades de mudanças sociais enquanto descolonização, ao condicionar o tipo de democracia possível. Este é um trabalho interdisciplinar sobre História do Pensamento Econômico Brasileiro que segue o método das controvérsias do pensamento econômico elaborado por Malta <em>et al</em>. (2011).</p> Jaime León Maria Malta Copyright (c) 2020 História Econômica & História de Empresas 2020-12-08 2020-12-08 25 1 357 392 10.29182/hehe.v23i2.728 História do pensamento econômico: pensamento econômico brasileiro. Niterói: Eduff; São Paulo: Hucitec, 2019 https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/783 <p>-</p> Nelson Mendes Cantarino Copyright (c) 2020 História Econômica & História de Empresas 2020-12-08 2020-12-08 25 1 527 541 10.29182/hehe.v23i2.783 As ideias econômicas de Heitor Ferreira Lima: resgatando as obras publicadas nos anos 1950 e 1960 https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/721 <p>Esse trabalho tem como objetivo resgatar e analisar as ideias econômicas apresentadas por Heitor Ferreira Lima nas obras publicadas nos anos 1950 e 1960. Assim, foram apresentadas <em>Evolução Industrial de São Paulo</em> (1954), <em>Formação Industrial do Brasil: período colonial</em> (1961), <em>Mauá e Roberto Simonsen</em> (1963) e <em>Do Imperialismo à Libertação Colonial</em> (1965) discutindo as especificidades de cada uma delas e a maneira como o autor se apropriou de conceitos como formação, evolução, indústria, técnica etc. Esses trabalhos apresentaram como ideia fundamental a importância do conhecimento do passado. O argumento central do autor ligou a ideia de progresso e a superação do atraso do Brasil ao estabelecimento de uma indústria nacional.</p> Janaina Fernanda Battahin Copyright (c) 2020 História Econômica & História de Empresas 2020-12-08 2020-12-08 25 1 393 426 10.29182/hehe.v23i2.721 O complexo agro-industrial da floresta https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/731 <p>O complexo agroindustrial da Floresta, em Juiz de Fora, é um exemplo da transferência direta do capital do café para a indústria. O complexo surgiu com a fazenda de café em 1858 e em 1925 instalou-se a fábrica têxtil. A fábrica de tecidos São João Evangelista, que começou pequena, teve grande impulso a partir do final da década de 30 e, durante a II Grande Guerra obteve lucros extraordinários, os quais permitiram que o complexo se expandisse e se diversificasse. No complexo, a estrutura familiar de administração funcionou enquanto os lucros foram altos e sustentaram a família. Com o crescimento dessa e a diminuição daqueles, começaram os problemas. Na década de 80, tanto a fazenda como a fábrica foram vendidas para herdeiros da família. Na SJE uma fase de austeridade e crescimento se inicia com a aquisição de aproximadamente 97% das ações por um dos sócios, neto do fundador da fábrica, o qual se mantem, juntamente com dois filhos (quarta geração) no comando da fábrica até os dias de hoje. &nbsp;</p> Suzana Quinet de Andrade Bastos Luciana Assis Mauler Carolina Moraes Sarmento Assis Copyright (c) 2020 História Econômica & História de Empresas 2020-12-08 2020-12-08 25 1 463 493 10.29182/hehe.v23i2.731 “Casa Sportman – sempre imitada, nunca igualada”: estratégias de um empreendimento e dinâmicas de consumo (Rio de Janeiro; 1909-1922) https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/752 <p>A despeito da intensidade das relações entre o esporte e o mundo dos negócios, no Brasil, poucos são os estudos históricos desenvolvidos acerca do tema. Tendo em conta essa lacuna, este artigo objetiva discutir a trajetória da pioneira empresa fluminense especializada na venda de produtos esportivos: a Casa Sportman. A intenção é debater, no seu primeiro momento de funcionamento, de 1909 a 1922, as estratégias adotadas por seu proprietário, Manoel da Silva Mattos, no intuito de inserir seu empreendimento na dinâmica de consumo que se estruturava no Rio de Janeiro das décadas iniciais do século XX. Como fontes, foram utilizados o Diário Oficial e periódicos. Adotou-se a <em>Business History</em> como alternativa de investigação.</p> João Manuel Casquinha Malaia Santos Victor Andrade de Melo Copyright (c) 2020 História Econômica & História de Empresas 2020-12-08 2020-12-08 25 1 495 525 10.29182/hehe.v23i2.752 Companhia de navegação Lloyd brasileiro: uma trajetória de déficit financeiro e desenvolvimento econômico https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/776 <p>O objetivo deste artigo é descrever e analisar a trajetória da Companhia de Navegação Lloyd Brasileiro, destacando a política de financiamento dos défi cits, em paralelo ao avanço produtivo da companhia. O artigo<br>está dividido em seis tópicos. Na Introdução, será apresentada uma breve descrição das condições materiais e políticas que levaram à criação do Lloyd Brasileiro, em 1890. Em seguida, abordaremos a fundação e o período da gestão privada sob a tutela do Estado, 1890-1913. O terceiro item envolve o período em que a companhia foi lentamente seguindo para uma centralização das ações, quando, finalmente SE transformou em patrimônio nacional, 1913-1937. O quarto discute o Lloyd Brasileiro como patrimônio nacional, no momento da industrialização pesada, 1937-1966. O quinto discute o período mais recente, quando a companhia foi reestruturada, transformada em sociedade anônima, até o início do processo de privatização, 1966-1989. E, por fim, os últimos momentos do Lloyd Brasileiro serão discutidos no sexto item, quando a companhia foi, aos poucos, sendo desmontada e privatizada. Nas considerações finais, apresentaremos um resumo dos motivos geradores dos déficits financeiros e da atuação do Lloyd Brasileiro.</p> Alcides Goularti Filho Copyright (c) 2020 História Econômica & História de Empresas 2020-09-30 2020-09-30 25 1 10.29182/hehe.v12i2.776 Monterrey y Bilbao (1870-1914): empresariado, industria y desarrollo regional en la periferia https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/770 <p>Bilbao (norte de España) y Monterrey (norte de México) acunaron un interesante ciclo de crecimiento fabril en las postrimerías del siglo XIX. Ambas ciudades se perfilaron como ejes de un crecimiento regional<br>estimulado por demandas generadas tanto en economías que habían consumado la revolución industrial como por los respectivos mercados internos. El artículo presenta un sucinto cotejo de los procesos v i vidos<br>en esas urbes y en su entorno geográfico entre 1870 y 1914. Alude también a la aparición de ágiles grupos empresariales dedicados a la industria fabril, la minería y la banca, destaca la significación que asumió<br>la metalurgia pesada, menciona la fluida absorción de tecnología proveniente de sociedades avanzadas y recuerda la trascendencia que tuvo la sociedad anónima para la transferencia de capitales a la producción en<br>gran escala.</p> Mario Cerutti Jesús María Valdaliso Copyright (c) 2020 História Econômica & História de Empresas 2020-09-22 2020-09-22 25 1 10.29182/hehe.v7i1.770 Manoel Correia de Andrade (1922-2007) https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/772 <p>.</p> Josemir Camilo de Melo Copyright (c) 2020 História Econômica & História de Empresas 2020-09-22 2020-09-22 25 1 10.29182/hehe.v10i1.772 As empresas de energia e o consumo doméstico de gás em São Paulo no início do século XX https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/771 <p>Este artigo procura identificar alguns impactos produzidos no início do século XX pela introdução de tecnologias do gás no espaço doméstico. A trajetória das empresas de energia é delineada juntamente com o processo de crescimento e urbanização da cidade de São Paulo.</p> João Luiz Maximo da Silva Copyright (c) 2020 História Econômica & História de Empresas 2020-09-22 2020-09-22 25 1 73 91 10.29182/hehe.v9i2.771 Reparações e dívidas no Entreguerras: as dificuldades político-econômicas da Alemanha à luz das contribuições de Hjalmar Schacht https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/676 <p>O artigo se propõe a explicitar os principais desdobramentos dos pagamentos das reparações da Primeira Guerra Mundial (1914-1918) impostas à Alemanha. Neste, inicialmente é apresentado o teatro de operações da guerra: são mencionadas as perdas humanas e materiais, enfatizando estas em algumas das principais batalhas que compuseram este grande conflito, como as batalhas de Marne e Somme. Após, dado o fim da guerra, mostrar-se-á a nova reorganização territorial da Europa, com a desintegração de impérios e o surgimento de novos países. Ao final, discute-se sobre os reparos de guerra instituídas no Tratado de Paz de Versalhes (1919), de modo que as dificuldades econômicas enfrentadas pela Alemanha e pela França em específico, surgem como ponto central da discussão deste artigo.</p> Sarah Gonçalves Patrocínio Sartório Arthur Colombo Diego Favorato Copyright (c) 2020 História Econômica & História de Empresas 2020-08-29 2020-08-29 25 1 281 313 10.29182/hehe.v23i2.676 A Casa Di San Giorgio (1407-1805) no ciclo sistêmico genovês: algumas considerações https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/701 <p>Por meio deste trabalho, busca-se apresentar o processo de financeirização do Ciclo Genovês de Acumulação, marcado pelo acirramento da concorrência entre as cidades-estados italianas, examinando sua relação com a principal entidade que favoreceu o crescimento de Gênova, a <em>Casa Di San Giorgio</em>. Fundada em 1408, a <em>Casa </em>exerceu papel vital ao administrar vários instrumentos necessários para o financiamento do estado Genovês e dos empreendimentos mercantis do comércio mediterrâneo.</p> Liana dos Santos Gonçalves de Souza Luiz Eduardo Simões de Souza Copyright (c) 2020 História Econômica & História de Empresas 2020-08-29 2020-08-29 25 1 255 279 10.29182/hehe.v23i2.701 O caso do Paraguai à luz das teorias latino-americanas da industrialização tardia: as circunstâncias do atavismo econômico no cone sul https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/608 <p>A literatura sobre a industrialização na América Latina, e particularmente sobre como sua tardia indústria teria derivado de uma base exportadora primária, é polarizada por duas visões. Ao passo que o argumento dos ‘choques adversos’ liga a industrialização às condições desfavoráveis no setor externo, a abordagem alternativa a enxerga do ponto de vista do crescimento da renda trazido pela elevação nas exportações. Esse artigo traz uma coleção de dados sobre a evolução econômica do Paraguai, mostrando que sua capacidade de importar restou relativamente constante durante a Depressão dos 1930. A suavidade do choque externo significativo foi seguida por um contínuo crescimento das exportações, e nenhuma tendência em direção à industrialização. O objetivo desse artigo é ajustar uma interpretação do atavismo paraguaio à luz do referencial polarizado por essas duas teorias.</p> Rodrigo Luiz Medeiros da Silva Copyright (c) 2020-07-18 2020-07-18 25 1 315 355 10.29182/hehe.v23i2.608 A revolução copernicana de Jorge Caldeira, o cálculo diferencial ao contrário e o trabalho das formiguinhas https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/754 Luiz Fernando Saraiva Copyright (c) 2020-07-17 2020-07-17 25 1 229 247 10.29182/hehe.v23i1.754 A crítica à teoria consagrada de Caio Prado Jr. atinge Octavio Brandão? Aparando as arestas para uma (re)interpretação das origens do marxismo brasileiro https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/614 <p>Respondendo ao questionamento formulado no título, neste artigo pretendo relativizar o alcance da crítica à teoria consagrada, elaborada por Caio Prado Jr., e assim contribuir para uma reapreciação do legado teórico de Octavio Brandão que permita que o autor seja caracterizado como pioneiro do marxismo brasileiro. Para isto, realizo uma breve apresentação da crítica à teoria consagrada, e então recupero trajetória e da principais formulações de Brandão, defendendo que o alcance desta crítica é parcial. Concluo que, embora seja correta em um nível de abstração mais elevado, a crítica de que Brandão não teria compreendido efetivamente a realidade brasileira não procede.</p> Filipe Leite Pinheiro Copyright (c) 2020-07-17 2020-07-17 25 1 197 228 10.29182/hehe.v23i1.614 Economía y empresa a inicios de la República: los comerciantes extranjeros en Arequipa, 1821-1854 https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/691 <p>La prolongada guerra de Independencia en el Perú, favoreció la apertura del mercado nacional al comercio extranjero, posibilitando asimismo, la llegada de numerosos hombres de negocios hacia la región de Arequipa, &nbsp;procedentes de distintos países de Europa como Inglaterra, Francia y Alemania. Tales empresarios, después de algunos años de residencia e inversiones en la ciudad lograron tomar el control de las actividades de importación y exportación, desplazando definitivamente a los menos poderosos y poco influyentes, comerciantes locales. En ese sentido, este trabajo de investigación busca conocer la complejidad de las &nbsp;actividades económicas desarrolladas por los principales comerciantes extranjeros asentados en la región de Arequipa durante la primera mitad del siglo XIX, así como, su composición empresarial y participación en la economía regional. En una época marcada por la inestabilidad política y la angustia fiscal.</p> Víctor Condori Copyright (c) 2020-07-17 2020-07-17 25 1 133 163 10.29182/hehe.v23i1.691 Empresários alemães no sul do Brasil: a trajetória da Kolonisations-Verein von 1849 in Hamburg (1846-1855) https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/698 <p>Este artigo analisa a trajetória da <em>Kolonisations-Verein von 1849 in Hamburg</em> no período 1846-1855. A análise demonstra que foram as expectativas em relação ao comércio entre Brasil e Hamburgo e ao crescente negócio do transporte de emigrantes que motivaram um grupo composto por grandes negociantes, armadores, banqueiros e políticos de Hamburgo a se reunir em 1846 para organizar e dirigir a emigração alemã para o sul do Brasil. Para tanto, foi constituída a <em>Kolonisations-Verein von 1849, </em>uma das maiores firmas estrangeiras de colonização a atuar no Brasil no século XIX. Em 1851, essa empresa estabeleceu, na província de Santa Catarina, a colônia Dona Francisca, um dos mais importantes núcleos de colonização alemã do país. As evidências apresentadas neste estudo demonstram que, apesar de ser uma empresa privada, com interesses comerciais específicos, a <em>Kolonisations-Verein von 1849 </em>naufragaria poucos anos depois da sua fundação não fosse o auxílio financeiro do governo brasileiro.</p> Luiz Mateus da Silva Ferreira Copyright (c) 2020-07-17 2020-07-17 25 1 165 196 10.29182/hehe.v23i1.698 Instituições e desenvolvimento econômico: o direcionamento da política econômica brasileira durante o Estado Novo https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/658 <p class="WW-Corpodetexto3" style="margin-top: 2.85pt; line-height: normal;">O objetivo do artigo é averiguar o sentido da política econômica do Governo Vargas, realizada durante o Estado Novo, diante da conjuntura internacional restritiva acarretada pela Segunda Guerra Mundial. Para tanto, foram analisados, dentre outros, discursos do Presidente Getúlio Vargas e do Ministro da Fazenda, Artur de Souza Costa, e o Balanço Geral da União, de modo a comparar suas intenções com os resultados obtidos. O texto indica que ocorreram mudanças no ambiente institucional voltadas a contribuir para o uso ponderado de determinados instrumentos de política econômica, marcado por limitações instituídas pelo estabelecimento de regras formais. Além disso, foram criadas instituições formais com o intuito de promover cooperação para oportunizar condições financeiras favoráveis para a melhora da economia nacional no pós-guerra.</p> Claucir Roberto Schmidtke Copyright (c) 2020-07-17 2020-07-17 25 1 97 132 10.29182/hehe.v23i1.658 “Transportando fortunas para povoar deserta e inculta campanha”: brasileiros e produção pecuária no norte do Uruguai em meados do Século XIX https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/640 <p>Em 1850 o governo Imperial brasileiro, através de suas autoridades militares na fronteira da Província do Rio Grande do Sul com o Estado Oriental do Uruguai, listou 1353 propriedades pertencentes a brasileiros no país vizinho. À produção dessa lista, se seguiu a intervenção militar conhecida como Campanha contra Oribe e Rosas, que levaria ao fim da Guerra Grande no Uruguai em 1851 e à assinatura de uma série de cinco tratados entre os dois países que privilegiariam os pecuaristas brasileiros estabelecidos na campanha norte oriental. Observando essa lista como parte de uma relação entre produtores de gado brasileiros residentes no Uruguai, autoridades daquele país e do Império, o objetivo da pesquisa a ser apresentada foi discutir o impacto da presença desses pecuaristas no país vizinho, em termos da constituição de redes de comércio e produção.</p> Carla Menegat Copyright (c) 2020-07-17 2020-07-17 25 1 63 95 10.29182/hehe.v23i1.640 O corporativismo económico como doutrina e dispositivo: o sistema português em perspectiva comparada (1933-1974) https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/654 <p style="margin: 0px 0px 10.66px; text-align: justify; line-height: 115%;"><span style="margin: 0px; line-height: 115%; font-family: 'Times New Roman',serif; font-size: 10pt;">Este artigo incide no conceito e nas práticas institucionais de corporativismo económico</span><span style="margin: 0px; line-height: 115%; font-family: 'Times New Roman',serif; font-size: 10pt;"> no ambiente histórico dos fascismos europeus e no contexto específico do Estado Novo português.</span><span style="margin: 0px; line-height: 115%; font-family: 'Times New Roman',serif; font-size: 10pt;"> Partindo da constatação de que o conceito de corporativismo económico se encontra sub-representado na historiografia, analisa-se </span><span style="margin: 0px; line-height: 115%; font-family: 'Times New Roman',serif; font-size: 10pt;">em que medida as organizações corporativas da economia mostraram características comuns a outros movimentos de regeneração institucional do capitalismo no período entre as duas guerras mundiais. Fazendo uma síntese comparativa dos regimes do fascismo italiano, do nazismo alemão, da França de Vichy e da Espanha de Franco, identificam-se as características institucionais e as singularidades desses modelos de corporativismo económico. Dada a sua relevância internacional na vaga internacional de sistemas de corporativismo de Estado, e considerando a longevidade das suas instituições, tomamos como estudo de caso a organização corporativa da economia vinculada ao Estado Novo português. A lógica política e instrumental do sistema de governo da economia que persistiu em Portugal entre 1933 e 1974 permite revisitar as potencialidades e limitações do conceito de corporativismo económico enquanto categoria de análise histórica.</span></p> Álvaro Francisco Garrido Copyright (c) 2020-07-17 2020-07-17 25 1 39 62 10.29182/hehe.v23i1.654 Frédéric Mauro e a escola dos Annales: da história econômica à “ciência econômica do passado” https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/735 <p>Frédéric Mauro (1921-2001), historiador econômico francês é considerado um seguidor e difusor da escola dos <em>Annales </em>no Brasil. O artigo examina sua concepção de história econômica, colocando-a em diálogo com a escola historiográfica francesa, sobretudo com Fernand Braudel. Para tanto, recuperamos a recepção crítica de sua tese de doutorado, <em>Le Portugal et l’Atlantique au XVIIième sciècle</em>: <em>étude économique</em> publicada em 1960. Em seguida, apresentamos sua concepção de história econômica, destacando o diálogo que propõe entre a História e a teoria econômica. Após discussão desses elementos, fazemos uma breve comparação entre sua concepção de história econômica e a de Fernand Braudel.</p> Roberto Pereira Silva Copyright (c) 2020-07-17 2020-07-17 25 1 7 37 10.29182/hehe.v23i1.735 Editorial https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/707 <p>Editorial HE&amp;HE v. 22, n. 2 (2019)</p> Bruno Aidar Copyright (c) 2019 História Econômica & História de Empresas 2019-12-19 2019-12-19 25 1 10.29182/hehe.v22i2.707 A trajetória da família Pinto de Miranda pelo império português: ascensão econômica e social (segunda metade do século XVIII) https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/670 <p>O artigo analisa a história de vida dos irmãos Antônio Pinto de Miranda e Baltazar Pinto de Miranda, que se tornaram importantes homens de negócios do Império português durante a segunda metade do século XVIII. Para tanto, analisamos fontes primárias que permitiram a reconstituição de suas trajetórias, mediante uma abordagem metodológica nominativa, voltada para o estudo de caso e para uma análise qualitativa das fontes. Sendo assim, a ênfase de nossa pesquisa se voltou para o levantamento de uma documentação que permitiu avaliar tanto o processo como os elementos que nortearam a ascensão econômica e social de nossos personagens à elite mercantil portuguesa, como, por exemplo, funções em cargos administrativos e aquisição de insígnias que conferiam distinção social, a fim de conjugar os resultados da pesquisa com o contexto de que foi parte.</p> Alexandra Maria Pereira Copyright (c) 2019 História Econômica & História de Empresas 2019-12-19 2019-12-19 25 1 10.29182/hehe.v22i2.670 Estado e internacionalización empresarial: el caso de la firma canadiense Bombardier https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/651 <p>O objetivo é contribuir para a discussão sobre o papel do Estado e as trajetórias nacionais nas estratégias de expansão dos negócios dos últimos 50 anos. Para isso, analisa-se a história da empresa canadense Bombardier, líder mundial na fabricação de equipamentos ferroviários e aeronáuticos. Um país desenvolvido e uma empresa de renome foram escolhidos para mostrar que o discurso globalizante que desde os anos 1970 propõe abertura e "mercado livre" foi adotado fora dessas nações. Dentro de países como o Canadá, políticas protecionistas, subsídios a corporações e a promoção de exportações com recursos do contribuinte serviram de base para a expansão de empresas como a Bombardier. Essa trajetória foi combinada com o processo de privatização de empresas de equipamentos de transporte em países como o México, nas décadas de 1980 e 1990, dando à Bombardier a possibilidade de adquirir capacidades e tecnologia que consolidaram sua rede de produção global.</p> Adrián Escamilla Trejo Copyright (c) 2019 História Econômica & História de Empresas 2019-12-19 2019-12-19 25 1 10.29182/hehe.v22i2.651 A mão do rei pela conquista: a instauração da Provedoria da Fazenda Real do Rio Grande (c. 1601-1633) https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/649 <p>O estabelecimento da administração fazendária na capitania do Rio Grande ocorreu ainda no início do século XVII e é entendido aqui como parte de um processo de conquista que teve início com a chegada dos conquistadores na capitania. Este período foi marcado pela instalação de aparatos administrativos que representavam a ação da Coroa na capitania – dentre elas a tríade: Igreja, Gente de Guerra e Fazenda. Assim, analisa-se neste artigo a conjuntura de fundação das bases fiscais no Rio Grande, como parte de uma série de políticas dos Filipes para o Estado do Brasil no contexto da União das Coroas. A criação da Provedoria da Fazenda Real do Rio Grande é dividida em dois principais momentos: a fase inicial de estabelecimento e o período de consolidação.</p> <p>Palavras-chave: Rio Grande; Fiscalidade; Provedoria da Fazenda Real.</p> Lívia Brenda da Silva Barbosa Elenize Trindade Pereira Copyright (c) 2019 História Econômica & História de Empresas 2019-12-19 2019-12-19 25 1 10.29182/hehe.v22i2.649 A controvérsia estruturalista-monetarista e a interpretação de Ignácio Rangel em “A Inflação Brasileira” https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/611 <p>A inflação das economias latino-americanas da década de 1950 fora explicada por duas vertentes teóricas; a monetarista e a estruturalista. Uma explicação alternativa à esta controvérsia é a de Ignácio Rangel no livro A Inflação brasileira de 1963. Utilizando categorias marxistas e keynesianas, tal contribuição não é largamente difundida na historiografia do pensamento econômico brasileiro.&nbsp; O objetivo deste texto é resgatar a interpretação rangeliana sobre a inflação brasileira frente às contribuições dominantes à época. Especificamente, procurou-se introduzir a crítica rangeliana às visões monetarista e estruturalista, tal como discutir a teoria original desenvolvida por Ignácio Rangel para explicar a inflação brasileira.</p> Hugo Carcanholo Iasco Pereira André Roncaglia de Carvalho Copyright (c) 2019 História Econômica & História de Empresas 2019-12-19 2019-12-19 25 1 10.29182/hehe.v22i2.611 Transformações da agricultura brasileira desde 1950 https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/632 <p>O surgimento do Brasil como grande produtor agrícola mundial no final do século XX é um dos desenvolvimentos mais importantes da história moderna. Desde 1960, o Brasil deixou de ser um importador de alimentos, concentrado na exportação de apenas um produto, para se tornar o maior exportador líquido de alimentos do mundo e o terceiro maior produtor e exportador agrícola depois dos Estados Unidos e da União Europeia. O país situa-se entre os cinco maiores produtores mundiais de 36 produtos agrícolas e é o principal exportador mundial de soja, suco de laranja, açúcar, carnes, café, tabaco e etanol. Além disso, é segundo maior exportador de milho e o terceiro de algodão. Na segunda década do século XXI, vendeu quase 300 produtos agrícolas para mais de 200 países</p> Francisco Vidal Luna Herbert S. Klein Copyright (c) 2019 História Econômica & História de Empresas 2019-12-19 2019-12-19 25 1 10.29182/hehe.v22i2.632 O café no Brasil: produção e mercado mundial na primeira metade do século XX https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/619 <p>O Objetivo deste artigo é apresentar uma interpretação acerca dos poderes hegemônicos em ação no comércio mundial de café na primeira metade do século XX, considerando as políticas de defesa adotadas pelo maior produtor (Brasil), a construção de produtores concorrentes e o delicado cenário caracterizado por Guerras e pela Crise Econômica Mundial. Destaca-se no conjunto de informações apresentadas os principais produtores de café no continente americano e no mundo, os principais portos de embarque no Brasil, bem como os principais destinos das sacas exportadas. Utilizamos como fonte o Anuário Estatístico para o ano de 1948, publicado pela Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, Brasil entre outras obras de apoio sobre as condições de comercialização do produto em escala mundial e trabalhos recentes, que versaram sobre o tema, desenvolvidos em programas de pós-graduação.</p> Rogério Naques Faleiros Pedro Geraldo Saadi Tosi Copyright (c) 2019 História Econômica & História de Empresas 2019-12-19 2019-12-19 25 1 10.29182/hehe.v22i2.619 Casas exportadoras e importadoras no porto de Santos e a cadeia global do café, século XIX e início do XX https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/617 <p>O presente artigo analisa a atuação das casas exportadoras e importadoras no porto de Santos entre o final do século XIX e início do XX, buscando avaliar qual o papel dessas firmas no processo de integração do mercado de café mundial. Em meio à prosperidade da exportação dos grãos, diversas casas estrangeiras se interessaram pelo transporte da produção agrícola, além de terem atuado como agentes de companhias de seguros e armazenadoras de estoques.&nbsp;O artigo também analisa a atuação das casas importadoras e sua relação com a formação do capital industrial brasileiro. Ao longo do texto buscamos citar exemplos empíricos retirados de fontes primárias.</p> Beatriz Duarte Lanna Copyright (c) 2019 História Econômica & História de Empresas 2019-12-19 2019-12-19 25 1 10.29182/hehe.v22i2.617 Estado, transportes e desenvolvimento regional: a era rodoviária em Minas Gerais, 1945-1982 https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/579 <p>O objetivo principal é o estudo da <em>era rodoviária</em> de Minas Gerais, entre o imediato pós Segunda Guerra e o final do regime militar. São examinados os fatores internos e externos que condicionaram a implantação da mais extensa malha de estradas de rodagem do Brasil, e segundo periodização que capta as flutuações e ciclos do processo de constituição de sistema de transportes integrado. Analisa-se a expansão da infraestrutura rodoviária segundo as matrizes econômicas, técnicas e políticas que presidiram a segunda modernização dos transportes, assim como a dinâmica de concessão, financiamento e construção das vias. Concluiu-se que o rodoviarismo mineiro foi fundamental para a consolidação da inserção periférica do estado na divisão inter-regional do trabalho de mercado nacional integrado. Minas Gerais foi cortada por importantes troncos rodoviários nacionais e beneficiou-se de forma secundária da malha viária, se pautando por garantir o acesso dos centros regionais mineiros aos corredores federais.</p> Miguel Victor Tavares Lopes Marcelo Magalhães Godoy Copyright (c) 2019 História Econômica & História de Empresas 2019-12-19 2019-12-19 25 1 10.29182/hehe.v22i2.579 Crescendo em silêncio. A incrível economia escravista de Minas Gerais no século XIX, de Roberto Borges Martins https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/704 <p>Resenha bibliográfica de MARTINS, Roberto B. <em>Crescendo em silêncio</em>. A incrível economia escravista de Minas Gerais no século XIX. Belo Horizonte: ICAM/ABPHE, 2018, 629p.</p> José Newton Coelho Meneses Copyright (c) 2019 História Econômica & História de Empresas 2019-12-19 2019-12-19 25 1 10.29182/hehe.v22i2.704 Apresentação https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/677 <p>Apresentação HE&amp;HE v. 22, n. 1 (2019)</p> Bruno Aidar Copyright (c) 2019 História Econômica & História de Empresas 2019-07-08 2019-07-08 25 1 10.29182/hehe.v22i1.677 Estado e mercado na China pós-76: o grande salto à direita https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/344 <p>A Reforma Econômica chinesa, realizada a&nbsp;partir de 1978, foi efetivada com o suporte&nbsp;de dispositivos partidário-estatais constituídos&nbsp;entre 1949 e 1976, ou melhor, sobre&nbsp;seus espectros. Os espólios das Comunas&nbsp;Populares e dos Comitês Revolucionários&nbsp;– sistemas maoístas de organização do trabalho<br>e da administração estatal que estiveram&nbsp;no centro de acirrada disputa na década de&nbsp;1960 – serviram como bases para a implementação&nbsp;da Reforma nas décadas de 1970&nbsp;e 1980. De par com a Reforma, também<br>foram constituídos discursos oficiais que&nbsp;operavam a transmutação de categorias&nbsp;históricas e econômicas que viriam a constituir&nbsp;a base discursiva da hegemonia do novo&nbsp;Estado chinês. Tais discursos buscaram remendar&nbsp;crises de um passado recente, as quais&nbsp;ainda não foram superadas.</p> Andrea Piazzaroli Longobardi Copyright (c) 2019 História Econômica & História de Empresas 2019-07-08 2019-07-08 25 1 10.29182/hehe.v22i1.344 A trajetória do socialismo na Iugoslávia (1945-1990) https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/522 <p>O objetivo deste trabalho é realizar uma investigação histórica sobre a economia da Iugoslávia durante o período entre 1945 e 1990. Neste ínterim, o país estudado reivindicou o socialismo como sistema social. Por conta disso, o enfoque da análise estará nas principais características e na evolução histórica do socialismo iugoslavo. O método empregado para tal é a prospecção histórica com base nos dados e na literatura acerca do tema. Os resultados obtidos indicam que o socialismo de mercado iugoslavo não foi capaz de superar o processo de burocratização da economia verificada nos demais países socialistas. Para atingir seu objetivo, este trabalho divide-se em seções, as quais estão organizadas de acordo com os temas mais relevantes para a compreensão do desenvolvimento iugoslavo.</p> Luiz Henrique Marques Gomes Copyright (c) 2019 História Econômica & História de Empresas 2019-07-08 2019-07-08 25 1 10.29182/hehe.v22i1.522 Evolução do setor ervateiro durante o século XIX: uma análise dos avanços tecnológicos na cadeia produtiva https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/530 <p>Este trabalho analisa a trajetória do setor ervateiro nas províncias sulistas do Brasil, durante os anos de 1822 a 1889. Para analisar a evolução das transformações de uma atividade artesanal para uma atividade industrial, este artigo propõe uma abordagem da história econômica apoiada em teorias de microeconomia. Para isso, o estudo apontou uma divisão da estruturação desse setor de acordo com as mudanças ocorridas na cadeia produtiva do mate e identificou as implicações de cada fase para a qualidade e a quantidade da produção, o tipo de mão-de-obra empregada e as estratégias comerciais adotadas pelos produtores. Ao final, constatou-se que a implementação de inovações na atividade do mate na província do Paraná, apoiada em investimentos públicos e privados, alavancou a produção na região, contribuindo para o desenvolvimento desse ramo e da economia local.</p> Lilian da Rosa Taciana Santos de Souza Copyright (c) 2019 História Econômica & História de Empresas 2019-07-08 2019-07-08 25 1 10.29182/hehe.v22i1.530 Evolución patrimonial y rentabilidad de una empresa agropecuaria argentina: el caso de Pereda S.R.L (1888-1945) https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/568 <p>Aqui está um estudo de caso de um grande fazendeiro argentino: Celedonio Pereda. Sua fortuna Pereda foi uma das dez maiores da Argentina em torno de 1930. O objetivo deste trabalho é analisar a evolução das estratégias empresariais e empresariais de Pereda, entre 1888 e 1945. Isso implica observar os padrões de investimento, finanças e decisões estratégicas. A evolução do patrimônio e da rentabilidade permite compreender as lógicas de acumulação e a conexão entre a economia argentina e este tipo de empresas a longo prazo. Para isso, trabalhamos com as memórias inéditas de Celedonio Pereda (até 1928) e com os relatórios, relatórios e balanços da empresa Pereda Sociedad Limitada (entre 1928 e 1945), juntamente com a evolução das condições macroeconômicas na Argentina. Essas fontes permitem uma análise contábil, patrimonial, econômica e financeira. Isto tem como objetivo fornecer um novo estudo de caso sobre agentes econômicos, chamado pela "classe dominante" da historiografia, em períodos-chave da história econômica argentina.</p> Eduardo Martín Cuesta Copyright (c) 2019 História Econômica & História de Empresas 2019-07-08 2019-07-08 25 1 10.29182/hehe.v22i1.568 A trajetória da Perfumarias Phebo em Belém https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/573 <p>O trabalho é um estudo sobre história de empresa, tendo como estudo de caso a Perfumarias Phebo, uma empresa paraense, fundada por portugueses, que se destacou no mercado de perfumaria brasileiro. O método de pesquisa consistiu no levantamento de informações arquivistas, trajetória histórica e evolução administrativa-financeira no período de 1936 a 1988, realizada a partir de informações disponibilizadas pela empresa, entrevistas e coleta de material. A empresa utilizou o pau-rosa (<em>Aniba rosaeodora Durke</em>), uma matéria-prima oriunda da Amazônia, para criar o seu produto de maior aceitação no mercado, o Sabonete Phebo Odor de Rosas. A perfumaria tornou-se líder no mercado de perfumaria nacional, instalando fábricas nas cidades de São Paulo-SP e Feira de Santana-Ba. Em 1988 a empresa foi vendida para o grupo <em>Procter &amp; Gamble Company</em>.</p> Marcílio Alves Chiacchio Copyright (c) 2019 História Econômica & História de Empresas 2019-07-08 2019-07-08 25 1 10.29182/hehe.v22i1.573 Un estudio comparado sobre la petroquímica básica en México y Argentina entre 1950 y 1990 https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/576 <p>Este artigo faz um estudo comparativo sobre a evolução da produção no México e na Argentina, nas décadas de consolidação, crescimento e abandono da industrialização de substituição de importações. Essa indústria foi um elo fundamental desse modelo econômico. Em primeiro lugar, para entender melhor o contexto em que essa indústria se desenvolveu, estudar-se-á o surgimento e o desenvolvimento do ramo petroquímico tanto em nível global quanto na América Latina. Em seguida, serão analisadas variáveis sobre evolução setorial nesses dois países, para isso, será dada atenção especial às referências, às dimensões produtivas de mercado e da balança comercial, bem como os seis produtos petroquímicos considerados “básicos”, ou seja, insumos fundamentais para o resto da indústria. Desta forma, poderemos identificar as semelhanças na estratégia econômica de ambos os países, como também, as características que se distinguiram na indústria petroquímica mexicana em relação à argentina entre 1950 e 1990.</p> Juan Odisio Copyright (c) 2019 História Econômica & História de Empresas 2019-07-08 2019-07-08 25 1 10.29182/hehe.v22i1.576 Imperialismo e questão nacional em Nelson Werneck Sodré https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/594 <p>Entre o processo de Independência e da revolução brasileira (1822-1964), o presente trabalho propõe discutir a questão nacional na obra de Nelson Werneck Sodré a partir de sua investigação em torno dos momentos cruciais da formação histórica do Brasil. Para Sodré, a questão nacional nasce da consciência coletiva de parte da população, que assim vai se forjando como “povo”, na luta contra as condições sociais deletérias impostas pela dominação imperialista. Como hipótese, propomos que tais marcos e seu tratamento pela obra de Sodré só podem ser devidamente compreendidos no quadro geral da crise do capitalismo em sua fase imperialista, desencadeada desde a Primeira Guerra Mundial e da Revolução Russa, tendo como uma de suas expressões as lutas de libertação nacional.</p> Carlos Alberto Cordovano Vieira Fabio Antonio de Campos Copyright (c) 2019 História Econômica & História de Empresas 2019-07-08 2019-07-08 25 1 10.29182/hehe.v22i1.594 Políticas de deslocamentos populacionais no primeiro governo Vargas: nacionalismo, intervencionismo estatal e construção da nação e da nacionalidade https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/616 <p>No primeiro governo Vargas (1930-1945), os&nbsp;deslocamentos populacionais foram utilizados&nbsp;como um importante elemento na estratégia&nbsp;política e econômica de integração do&nbsp;mercado interno brasileiro. Esse governo foi,&nbsp;paulatinamente, criando uma política voltada&nbsp;a controlar e dirigir os movimentos populacionais<br>a objetivos definidos,&nbsp;vinculados à&nbsp;busca do desenvolvimento&nbsp;econômico. Apesar&nbsp;do caráter processual da formulação da&nbsp;política de deslocamentos populacionais, é&nbsp;possível perceber alguns elementos que estiveram<br>na base de sua constituição. Dentre&nbsp;esses elementos, encontram-se a forte influência&nbsp;do nacionalismo e a preocupação&nbsp;com a construção da nacionalidade brasileira.</p> Julio César Zorzenon Copyright (c) 2019 História Econômica & História de Empresas 2019-07-08 2019-07-08 25 1 10.29182/hehe.v22i1.616 Instituições, mudança institucional e desempenho econômico, de Douglass C. North https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/630 <p>Resenha do livro "Instituições, Mudança Institucional e Desempenho Econômico" de Douglass North, em inédita tradução (2018) de Alexandre Morales para o português.</p> Carolina Miranda Cavalcante Copyright (c) 2019 História Econômica & História de Empresas 2019-07-08 2019-07-08 25 1 10.29182/hehe.v22i1.630 Apresentação https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/637 <p>Apresentação da edição HE&amp;HE v. 21, n. 2 (2018).</p> Bruno Aidar Copyright (c) 2018 História Econômica & História de Empresas 2018-12-27 2018-12-27 25 1 Breve historia de la Fábrica Uruguaya de Neumáticos S.A. en el Uruguay (1935-1974) https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/542 <p dir="ltr">El presente artículo es un avance de tesis de posgrado en Historia Económica y Social, &nbsp;busca desde una perspectiva neo-institucionalista, analizar el caso de la empresa FUNSA, procesadora de productos del caucho y goma en el periodo 1935-1974, que domina el mercado del Uruguay en ese periodo. La fundación con capitales nacionales, su desarrollo explosivo y diversificación productiva &nbsp;basada en la protección legislativa y estancamiento y repunte, sirven de caso emblemático de la industria local y representa en forma sintética el camino seguido por ella.</p> Sebastián Sabini Giannecchini Copyright (c) 2018 História Econômica & História de Empresas 2018-12-27 2018-12-27 25 1 10.29182/hehe.v21i2.542 A expansão das fronteiras econômicas dos Estados Unidos: o “anticolonialismo imperial” e a disputa pelo mercado chinês na interpretação historiográfica revisionista https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/538 <p class="western" align="justify"><span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"><span>O objetivo do artigo é analisar a interpretação da corrente historiográfica revisionista sobre as transformações na política externa conduzida pelos Estados Unidos, na virada do século XIX para o século XX (1890-1909). O texto retoma a análise desenvolvida pelos historiadores revisionistas William Appleman Williams e Walter LaFeber sobre o “anticolonialismo imperial” engendrado pelos Estados Unidos no processo de disputa pela abertura do mercado chinês. O trabalho defende que a política externa norte-americana radicada nos princípios da “Open Doors Policy” está na origem dos conflitos com as tradicionais potências imperialistas que competiam pelo controle e pela influência sobre as prósperas fronteiras econômicas da China. </span></span></p> Flávio Alves Combat Copyright (c) 2018 História Econômica & História de Empresas 2018-12-27 2018-12-27 25 1 10.29182/hehe.v21i2.538 O debate sobre a reforma agrária no interior do PCB: as vertentes de Alberto Passos Guimarães e Caio Prado Junior https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/525 O artigo apresenta o debate sobre a reforma agrária travado no interior do Partido Comunista Brasileiro (PCB) nas décadas de 1950 e 1960. Mostra que a vertente usual de reforma agrária – de Alberto Passos Guimarães – enfatiza a luta pela terra. E que uma vertente alternativa de reforma agrária – a de Caio Prado Junior – enfatiza a luta por trabalho. Ao fim, o artigo conclui destacando a possível importância do debate teórico entre estas vertentes de reforma agrária para a orientação prática seguida pelo PCB ao longo das décadas de 1950 e 1960. Pedro Vilela Caminha Copyright (c) 2018 História Econômica & História de Empresas 2018-12-27 2018-12-27 25 1 10.29182/hehe.v21i2.525 Financeirização e novos espaços de acumulação: um estudo das transformações da Hering após 1960 https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/532 <p><strong>RESUMO:</strong> Este artigo discute as transformações da empresa Hering, desde sua origem até a primeira década dos anos 2000. Dentro deste período, ressalta-se o pós-1960, quando a crise no capitalismo mundial se evidencia, embora suas repercussões no Brasil sejam sentidas mais tardiamente, nos anos 1980, com grande impacto no setor têxtil nacional especialmente nos anos 1990. É neste período que há a abertura econômica, em meio a uma política econômica neoliberal. A partir de um estudo de caso, este artigo, discutirá, portanto, importantes mudanças do capitalismo mundial em anos mais recentes, no que diz respeito à financeirização e a busca de novos espaços de acumulação por uma grande corporação como a Hering.</p> <p><strong>ABSTRACT:</strong> This article discusses the transformations of Hering, since its origins until the first decade of 2000’s. During this period, it’s very important to analyze the post-1960, when a world crisis breaks out, even though its effects in Brazil only had occurred during the 1980’s, with enormous impact in the textile industry in the 1990’s. During this decade, there was the opening of the Brazilian economy, conducted by a neoliberal agenda. Studying a special case, this article debates the most important changes in the world capitalism in recent years particularly related to financialization and the searching of new spaces for accumulation by a great corporation like Hering.</p> Vanessa Follmann Jurgenfeld Copyright (c) 2018 História Econômica & História de Empresas 2018-12-27 2018-12-27 25 1 10.29182/hehe.v21i2.532 O desmonte da legislação social e as relações entre usineiros, fornecedores de cana e trabalhadores rurais entre 1930 e 2010 no Brasil https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/534 <p>O artigo analisa as mudanças ocorridas nas normas legais voltadas às relações entre, de um lado, usineiros, e de outro, fornecedores de cana e trabalhadores rurais, no contexto do processo de expansão da agroindústria canavieira do Brasil. O objetivo é demonstrar que tais mudanças ampliaram a desigualdade entre os primeiros e os dois outros agentes sociais. A análise estende-se do início da década de 1930, quando do advento da intervenção setorial de âmbito federal, prolongando-se até 2010 (último ano do Governo Lula). A análise é referenciada em uma compreensão do processo sócio/econômico e político brasileiro, adaptada à uma interpretação das mencionadas mudanças e desenvolvida com base nos seguintes períodos: o do Populismo (1930-1964); o dos governos militares, estendido aos primeiros anos da redemocratização (1964-1989) e o período do (neo)liberalismo (1990-2010).</p> Pedro Ramos Maria Thereza Miguel Peres Copyright (c) 2018 História Econômica & História de Empresas 2018-12-27 2018-12-27 25 1 10.29182/hehe.v21i2.534 Metamorfose(s) do espaço urbano: Pouso Alegre na transição para o século XX https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/545 <p>Pretendemos com este artigo tratar sobre as transformações ocorridas no espaço urbano na cidade de Pouso Alegre durante as décadas de 1890 a 1910, observando as dinâmicas sociais e econômicas que acompanharam estas mudanças. Para nossa análise referente à constituição do espaço público em Pouso Alegre, trabalharemos com a documentação referente às atas da Câmara Municipal, periódicos locais e regionais e registros de imóveis local.</p> Fernando Henrique do Vale Copyright (c) 2018 História Econômica & História de Empresas 2018-12-27 2018-12-27 25 1 10.29182/hehe.v21i2.545 Estrutura da posse de cativos nos momentos iniciais da cafeicultura no nordeste paulista e no sul de Minas Gerais (1880-1888) https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/558 <p>A expansão do café tanto no Nordeste paulista quanto no Sul mineiro conheceu maior dinâmica a partir do século XX, de maneira que tanto a vila paulista de Ribeirão Preto quanto o município mineiro de Campanha apresentaram produção expressiva do café nas primeiras décadas do novo século com mão de obra livre. Porém, a produção significativa da rubiácea já em finais dos oitocentos dava mostras de grandeza, ganhando espaço em meio à produção de gêneros de subsistência se utilizando ainda dos braços cativos. Assim, o presente trabalho se propõe a realizar um levantamento de aspectos que permitam analisar a estrutura de posse de escravos em seus momentos finais e ao mesmo tempo nos períodos iniciais do café nessas duas localidades.</p> Rafaela Carvalho Pinheiro Luciana Suarez Lopes Copyright (c) 2018 História Econômica & História de Empresas 2018-12-27 2018-12-27 25 1 10.29182/hehe.v21i2.558 A revolução dos vapores na navegação marítima https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/574 <p>O presente artigo pretende demonstrar como o transporte marítimo transoceânico foi revolucionado durante o segundo ciclo de industrialização, no contexto de ascensão do capitalismo monopolista. Neste texto, pretendemos discutir a existência da Segunda Revolução Industrial. Trabalhando com as críticas às interpretações que a afirmam, vincularemos o processo realmente existente à exploração de novas potencialidades técnico-científicas pelo imperialismo. O objetivo central deste trabalho é exatamente demonstrar as grandes transformações (qualitativas e quantitativas) na navegação transoceânica com a introdução de outra base material e técnica, além de novas tecnologias; entretanto, intentaremos correlacionar essas mudanças a um novo paradigma econômico-social marcado pela mundialização do capitalismo.</p> Thiago Vinícius Mantuano da Fonseca Copyright (c) 2018 História Econômica & História de Empresas 2018-12-27 2018-12-27 25 1 10.29182/hehe.v21i2.574 Apresentação https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/600 <p>Apresentação da HE&amp;HE, v. 21, n. 1 (2018).</p> Bruno Aidar Copyright (c) 2018 História Econômica & História de Empresas 2018-07-05 2018-07-05 25 1 10.29182/hehe.v21i1.600 Breve panorama da trajetória do Instituto Nacional do Mate: alguns apontamentos sobre erva-mate e economia nacional https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/503 <p style="margin: 0px; text-align: justify; line-height: 150%;"><span style="margin: 0px; line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman',serif; font-size: 12pt;">No presente texto, através de revisão bibliográfica e fontes primárias, desejamos tratar sobre o mercado ervateiro, inserindo-o nas lógicas econômicas nacional e internacional, no que diz respeito ao mercado interno e às exportações, focando especialmente em suas relações com a Argentina, principal comprador de erva-mate brasileira, mas também com o Chile e o Uruguai. Faremos algumas considerações sobre a busca por expansão de mercados, que inclui, sobretudo, a América do Norte e a Europa. Atentamos, por fim, de forma ensaística para a compreensão das estruturas e conjunturas políticas envolvendo as ações do Instituto Nacional do Mate (INM), as políticas econômicas nacionais e a busca pela industrialização do produto. Nesse sentido, a fim traçar um limite para este texto, convém-nos focar o estudo na produção e comércio do mate no período de vida do instituto (1938-1967).</span></p> José Antonio Fernandes Copyright (c) 2018 História Econômica & História de Empresas 2018-07-05 2018-07-05 25 1 10.29182/hehe.v21i1.503 Natureza da transição e tipo de capitalismo: notas sobre o fim da economia de comando na URSS e a emergência de um capitalismo dirigido pelo Estado https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/510 <p>Este artigo avalia a variedade de capitalismo da Rússia contemporânea – periférica, liderada pelo Estado, oligárquica e com uma democracia limitada –, resultado da transição baseada em terapias de choque. A escolha do tipo de transição foi condicionada pela natureza da crise da economia de comando na década de 1980. Essa crise foi o resultado de contradições internas da economia de comando construída entre 1929 e 1953. Essa economia de comando gerou um limitado processo de <em>catch up</em>, industrializou a economia com grande custo humano, gerando uma economia relativamente atrasada com fortes capacidades militares. Este artigo analisa quatro questões: a natureza da economia entre 1929 e 1985, o ponto crítico relativo ao fim da URSS no final dos anos 1980, o tipo de transição e as principais características da variedade de capitalismo que emergiu como uma consequência desses processos.</p> Eduardo Motta Albuquerque Copyright (c) 2018 História Econômica & História de Empresas 2018-07-05 2018-07-05 25 1 10.29182/hehe.v21i1.510 A economia monetária da produção capitalista de Keynes sob a perspectiva de compreensão da história e da teoria https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/514 <p style="margin: 0px; text-align: justify; line-height: 150%;"><span style="margin: 0px; line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman',serif; font-size: 12pt;">O objetivo fundamental do artigo é discutir, sob a perspectiva da história e da teoria, o papel da economia monetária da produção de John Maynard Keynes. Na época, a maior insatisfação de Keynes foi atribuída ao papel que os economistas (neo)clássicos atribuíam à moeda em uma economia capitalista. Ele, inclusive, não usa o termo economia capitalista, mas, sim, o termo economia monetária da produção para destacar a importância social da moeda em uma economia mercantil-monetária. A principal conclusão é que a economia monetária da produção de Keynes pode ser uma economia monetária da produção capitalista, ou uma economia monetário-financeira da produção capitalista dada a crescente importância dos fluxos de caixa registrados nos balanços e balancetes das empresas da economia capitalista contemporânea.</span></p> André Cutrim Carvalho David Ferreira Carvalho Copyright (c) 2018 História Econômica & História de Empresas 2018-07-05 2018-07-05 25 1 O direito à subsistência em xeque: um olhar sobre a Lei dos Pobres e o Ato de Emenda de 1834 https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/546 <p style="margin: 0px 0px 13.33px; text-align: justify; line-height: 150%;"><span style="margin: 0px; line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman',serif; font-size: 12pt;">O estudo analisa a Lei dos Pobres como uma questão de debate socioeconômico na Inglaterra, durante a Revolução Industrial, destacando a campanha de difamação movida contra essa instituição, que culminou com o Ato de Emenda de 1834 e a criação da Nova Lei dos Pobres. Entende-se que esse movimento representa um marco importante para a emergência de um programa político próprio dos setores ligados à economia industrializada. Ainda que não se tratasse de um projeto acabado, é possível identificar, a partir da década de 1830, o fortalecimento de argumentos que, assentados sobre a defesa do livre mercado, propunham uma reordenação estrutural da sociedade que favorecesse a acumulação de capital industrial, sendo a reforma das práticas de socorro aos pobres uma bandeira importante nesse sentido.</span></p> Daniel Schneider Bastos Copyright (c) 2018 História Econômica & História de Empresas 2018-07-05 2018-07-05 25 1 10.29182/hehe.v21i1.546 O Estado fala mais alto: o telefone em Belo Horizonte, 1894-1912 https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/552 <p>Este artigo investiga a implantação do sistema telefônico na nova capital de Minas Gerais, Belo Horizonte, cidade associada ao progresso e ao desenvolvimento, considerando a tecnologia como construção social e enfatizando uma perspectiva centrada em seu uso social. O recorte temporal vai da instalação dos primeiros telefones na cidade ainda em construção, em 1894, ao arrendamento do sistema instalado a uma companhia privada, em 1912. Durante esse tempo o serviço telefônico foi administrado pelo governo local, o que condicionou e caracterizou a maneira como aquele artefato foi incorporado à vida urbana belorizontina. A base documental é variada, incluindo relatórios administrativos produzidos pelos prefeitos da cidade, coleções legislativas municipais e estaduais, periódicos locais (jornais e revistas), além de obras memorialísticas e históricas.</p> James William Goodwin Junior Copyright (c) 2018 História Econômica & História de Empresas 2018-07-05 2018-07-05 25 1 10.29182/hehe.v21i1.552 Infraestrutura e desenvolvimento: estudo de caso sobre os Estados Unidos no século XIX https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/554 <p>O presente artigo tem como objetivo geral discutir o papel do Estado na construção da infraestrutura e do setor industrial por meio de um estudo de caso determinado geográfica e temporalmente, os Estados Unidos ao longo do século XIX. Parte-se do argumento de que o sentido do avanço na infraestrutura doméstica é contingente às medidas estatais quanto ao desenvolvimento industrial. Para aprofundar tal argumento e realizar o objetivo geral, inicialmente, detalha-se o conjunto de mudanças infraestruturais ocorridas ao longo do século XIX, atentando para a relação entre elas e o desenvolvimento econômico. Após isso, são apresentadas as principais medidas estatais estadunidenses, que confluíram para que o avanço na infraestrutura forjasse uma trajetória de desenvolvimento industrial.</p> Fernando Dall'Onder Sebben Pedro Perfeito da Silva Copyright (c) 2018 História Econômica & História de Empresas 2018-07-05 2018-07-05 25 1 10.29182/hehe.v21i1.554 O império da fiscalidade: notas sobre a produção colonial https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/556 <p>O artigo tem por objeto a produção colonial estudada pelo autor em sua dissertação de mestrado defendida no final de 2016. O trabalho teve como foco principal o estudo das conjunturas fiscais no Atlântico português por meio da análise dos contratos régios arrematados no Conselho Ultramarino. O recorte cronológico se iniciou no ano de 1720, com a centralização das arrematações dos contratos no Conselho Ultramarino e a crescente exploração do ouro, e teve como marco final o ano de 1807, com o fim do exclusivo metropolitano. A pesquisa analisa séries inéditas dos dízimos e dízimas das principais praças coloniais (Bahia, Pernambuco, Rio de Janeiro e Minas Gerais).</p> André Filippe de Mello e Paiva Copyright (c) 2018 História Econômica & História de Empresas 2018-07-05 2018-07-05 25 1 10.29182/hehe.v21i1.556 Aproveitar propriedades para construir vias de comunicação: o caso das fazendas Bebedouro (Brasil) e A Luisiana (Colômbia), 1870-1900 https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/500 <p style="margin: 0px; text-align: justify; line-height: 150%;"><span style="margin: 0px; line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman',serif; font-size: 12pt;">Este artigo procura analisar através da comparação as <span style="margin: 0px;">estratégias (vínculos políticos e redes sociais) empregadas pelos fazendeiros e proprietários no Brasil e na Colômbia, assim como a utilização da fazenda como suporte e os capitais fornecidos pela semeadura de produtos agrícolas para garantir o aproveitamento em vias de comunicação. </span>T<span style="margin: 0px;">rês temas apresentam-se importantes para a presente análise. Primeiro, a consolidação das fazendas com a criação de associações e laços entre família e parceiros a partir de alianças e cooperação. Segundo, a organização de mercados locais e redes comerciais suportadas pelas fazendas com o fim de ingressar nos mercados regionais. Terceiro, a posse sobre a fazenda deixa ver o fortalecimento econômico dos grupos, como condição para promover e obter benefício sobre as vias de comunicação. As fontes usadas são principalmente livros notariais, escrituras, inventários, doações e divisões de fazendas.</span></span></p> Clara Inés Carreño Tarazona Copyright (c) 2018 História Econômica & História de Empresas 2018-07-05 2018-07-05 25 1 10.29182/hehe.v21i1.500 O café em Ribeirão Preto (1890-1940) https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/571 <p>Este artigo reúne informações homogêneas que se encontram dispersas em diferentes locais a respeito da produção de café, dos cafeeiros e dos cafeicultores de Ribeirão Preto de 1890 a 1940. Discutimos o porte dos cafeicultores e a distribuição da produção e dos cafeeiros, em especial dimensionamos a participação dos pequenos e médios produtores de café do município. Realizamos também algumas comparações com informações de outros municípios do Estado. As fontes principais para a pesquisa foram os impostos sobre o café e cafeeiros, relatório dos prefeiros de Ribeirão Preto, Boletim do Café da Secretaria da Agricultura e Secretaria da Fazenda e censos agrícolas.</p> Renato Leite Marcondes Copyright (c) 2018 História Econômica & História de Empresas 2018-02-02 2018-02-02 25 1 10.29182/hehe.v10i1.571 Apresentação https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/563 <p>Apresentação da HE&amp;HE, v. 20, n. 2 (2017)</p> Bruno Aidar Copyright (c) 2017 História Econômica & História de Empresas 2017-12-15 2017-12-15 25 1 10.29182/hehe.v20i2.563 Uma homenagem a Emília Viotti da Costa (1928-2017) https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/562 <p>Uma homenagem a Emília Viotti da Costa (1928-2017)</p> <p>&nbsp;</p> Maria Alice Rosa Ribeiro Copyright (c) 2017 História Econômica & História de Empresas 2017-12-15 2017-12-15 25 1 10.29182/hehe.v20i2.562 Breves notas sobre desenvolvimento, planejamento e desigualdades regionais no Brasil https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/419 <p>As transformações econômicas ocorridas no Brasil nas duas últimas décadas implicaram mudanças locacionais de empresas e de emprego. O presente trabalho objetiva apresentar uma breve discussão sobre o planejamento regional no Brasil, no âmbito nacional. Utilizou-se do método histórico-dedutivo, visando observar as conexões entre o geral e o particular, por entender que as realidades locais são reflexos de ações não somente locais, mas principalmente nacionais e regionais. Utilizou-se a base de dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Os resultados mostraram que ocorreram aumentos das quantidades de empregos nas regiões menos desenvolvidas do país, embora ainda há grande concentração das atividades produtivas no Sudeste brasileiro.</p> William Eufrásio Nunes Pereira Ana Cristina Santos Morais Copyright (c) 2017 História Econômica & História de Empresas 2017-12-15 2017-12-15 25 1 10.29182/hehe.v20i2.419 Industrialização brasileira, diversificação produtiva e consolidação da dependência externa: uma análise a partir da perspectiva da formação nacional https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/478 <p>O objetivo deste artigo é analisar o papel do&nbsp;capital internacional na industrialização&nbsp;brasileira e as&nbsp; contrapartidas dessa relação&nbsp;para a economia nacional a partir da perspectiva&nbsp;da formação. Argumenta-se que o&nbsp;processo de substituição de importações, por&nbsp;ser norteado pelos padrões de consumo dos&nbsp;países centrais, esbarrava em obstáculos que&nbsp;impediam a continuidade rumo às fases mais&nbsp;complexas. O impasse seria solucionado&nbsp;mediante associação com o capital internacional,&nbsp;que entrou massivamente no país a&nbsp;partir da década de 1950 e passou a comandar&nbsp;o núcleo da indústria brasileira. Assim,&nbsp;apesar de ter sido funcional para a diversificação&nbsp;produtiva, essa associação teve como&nbsp;consequência o aumento da dependência&nbsp;externa, tornando a economia brasileira&nbsp;extremamente vulnerável e suscetível a&nbsp;processos de reversão estrutural.&nbsp;</p> Mauricio Esposito Copyright (c) 2017 História Econômica & História de Empresas 2017-12-15 2017-12-15 25 1 10.29182/hehe.v20i2.478 Los grupos económicos argentinos y la respuesta frente al arribo de las empresas multinacionales en la década de 1990. El caso de Madanes en la producción de aluminio https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/479 <p>El grupo económico Madanes es desde hace décadas el único productor de aluminio primario de Argentina. A inicios de los años noventa la profunda inestabilidad económica local, el giro aperturista de la política económica, la situación del mercado mundial y la posibilidad de que se acabara el subsidio estatal en materia energética plantearon importantes desafíos para la organización.&nbsp; Sin embargo, a diferencia de la mayoría de los grupos productores de insumos industriales de uso difundido, que a lo largo de la década terminaron vendiendo sus empresas al capital extranjero; Madanes logró consolidarse en el nuevo escenario y transformarse en una de las principales exportadoras de manufacturas de origen industrial de Argentina. La hipótesis del artículo sostiene que su éxito se basó en haber apostado a independizarse de la coyuntura interna a través de las exportaciones y a crecer a través de la integración vertical, la diversificación por producto y mercado y la concentración de negocios asociados a su actividad principal. También se argumenta que, en esta estrategia, fue central su participación en el proceso de privatizaciones, adquiriendo las empresas públicas que habían sido durante la década anterior sus proveedores de energía</p> Alejandro Javier Gaggero Marcelo Rougier Copyright (c) 2017 História Econômica & História de Empresas 2017-12-15 2017-12-15 25 1 10.29182/hehe.v20i2.479 A evolução institucional das indústrias farmacêuticas indiana e brasileira revisitada https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/461 <p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="justify"><span style="font-family: Times New Roman,serif;">Apesar das semelhanças de Índia e Brasil no uso de instrumentos de política industrial para desenvolver a indústria farmacêutica ao longo do século XX, houve diferenças fundamentais nas estratégias públicas e privadas que resultaram em níveis divergentes de capacitação tecnológica. O estudo histórico-comparativo apresentado neste trabalho procura elucidar essas diferenças estratégicas, que são observáveis antes e depois da abertura comercial dos anos 1990. Enquanto a Índia adotou uma política nacionalista de absorção de tecnologia externa e desenvolvimento tecnológico interno, o Brasil adotou uma política </span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;">de transferência de tecnologia d</span></span><span style="font-family: Times New Roman,serif;">as empresas estrangeiras, o que criou barreiras substanciais à capacitação tecnológica das empresas nacionais.</span></p> Ricardo L. Torres Lia Hasenclever Copyright (c) 2017 História Econômica & História de Empresas 2017-12-15 2017-12-15 25 1 10.29182/hehe.v20i2.461 Do café à cana-de-açúcar: o impacto das transformações econômicas nas relações de trabalho na microrregião de Ribeirão Preto (SP), entre 1945 e 1985 https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/490 <p>Demonstração das mudanças nas relações de&nbsp;trabalho no campo, na microrregião de&nbsp;Ribeirão Preto (SP), entre 1945 e 1985,&nbsp;diante da transição da cafeicultura para a&nbsp;cana-de-açúcar.</p> Lelio Luiz Oliveira Jorge Henrique Caldeira de Oliveira Iliane Jesuina da Silva Copyright (c) 2017 História Econômica & História de Empresas 2017-12-15 2017-12-15 25 1 10.29182/hehe.v20i2.490 Público e privado: as políticas e os planejamentos da Secretaria de Agricultura, Comércio e Obras Públicas em relação à Sorocabana Railway Company https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/483 <p>Durante os anos iniciais de República, o governo paulista, por meio da Secretaria de Agricultura, Comércio e Obras Públicas, passou a desenvolver propostas para coordenar as ferrovias e sua expansão no estado, em prol de suas diretrizes de ocupação do território e da dinamização econômica. A <em>Sorocabana Railway Company</em> será arrendada para um grupo de empresários, para suprir algumas necessidades e planejamentos do governo paulista. Contudo, ocorreram diversas mudanças e a empresa volta à administração pública. Visto isso, nossa pesquisa tem por objetivo analisar primeiramente quais eram as propostas e diretrizes da Secretaria de Agricultura para organização e desenvolvimento das ferrovias. Por fim, compreender qual o envolvimento e relação da <em>Sorocabana Railway Company</em> com tais diretrizes.</p> Lucas Mariani Corrêa Eduardo Romero de Oliveira Copyright (c) 2017 História Econômica & História de Empresas 2017-12-15 2017-12-15 25 1 10.29182/hehe.v20i2.483 Relações de trabalho na formação histórico econômica do Paraguai https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/496 <p>O objetivo do artigo é mostrar a evolução das relações de trabalho na formação histórico econômica do Paraguai. Para tanto, empreende-se uma análise integrada dos principais fatos políticos, sociais e econômicos do país em três períodos: o período colonial; o independente e o pós Guerra da Tríplice Aliança. Admite-se como hipótese que as diferentes concepções sociais, econômicas e políticas que se foram produzindo, como características genuínas das diferentes épocas, cristalizaram-se em sistemas e modalidades distintas de relações de trabalho. Em termos metodológicos a análise parte de uma ampla revisão bibliográfica, a partir do qual o tema é historicamente contextualizado. As considerações finais apontam que, as relações de trabalho no Paraguai foram moldadas em grande parte sob a influência de pressões externas, seja no sistema de encomienda empregados pela Coroa, nas relações de semi-servidão exploradas pelo Estado, ou no sistema de servidão por dívidas, explorado pelos capitais privados nacionais e estrangeiros.</p> Claudia Vera da Silveira Fabricio José Missio Rosele Marques Vieira Copyright (c) 2017 História Econômica & História de Empresas 2017-12-15 2017-12-15 25 1 10.29182/hehe.v20i2.496 A circulação monetária no Vice-Reinado do Rio do Prata (1776-1810) https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/495 <p>O objetivo deste trabalho é analisar os principais elementos formadores do espaço monetário que floresceu a partir da criação do Vice-Reinado do Rio da Prata. Por um lado, será visto como a reorganização da estratégia de defesa da Coroa Espanhola de suas possessões na América fortaleceu o crescimento do crédito público na região, através do financiamento dos gastos militares. Por outro lado, a reforma no sistema de comércio espanhol criou um novo circuito comercial que ligava o comércio atlântico com a região do Alto Peru, através do porto de Buenos Aires. Este comércio estimulou a formação de uma cadeia de pagamentos sustentada pela emissão de instrumentos privados de crédito. Tanto por via pública como por via privada, o crescimento do crédito na região serviu de base para a formação de um complexo sistema monetário no Vice-Reinado do Rio da Prata.</p> Alexandre Jeronimo de Freitas Copyright (c) 2017 História Econômica & História de Empresas 2017-12-15 2017-12-15 25 1 10.29182/hehe.v20i2.495 A revista História Econômica & História de Empresas: balanço e perspectivas https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/551 <p>Este texto analisa os 20 anos de existência da revista História Econômica &amp; História de Empresas. Trata-se da principal revista brasileira dedicada à História Econômica e História de Empresas e, atualmente é, também, um importante veículo para a divulgação dos resultados de pesquisa em História do Pensamento Econômico no Brasil. Sua trajetória pode ser dividida em duas fases: a primeira, marcada pela sua criação e consolidação como importante veículo da área de História Econômica e de História de Empresas no Brasil e na América Latina e, a segunda, marcada pelas tentativas de aprimoramento da gestão editorial em um ambiente nacional e, especialmente, internacional, caracterizado pelas mudanças tecnológicas e mercadológicas que atingiram o segmento de revistas científicas. Apesar de sua alta qualidade editorial, a revista enfrenta desafios, tais como o do financiamento o qual, apesar do advento dos softwares de gerenciamento eletrônico e do acesso aberto, que baratearam os&nbsp; custos de editoração, continua a ser um desafio a ser enfrentado. Outros desafios, de cunho editorial, são aqueles provenientes da peculiaridade de representar uma área pequena cuja produção é concentrada em termos regionais ou ainda, aquele que advém de uma característica de toda a grande área de Ciências Humanas - a alta frequência de estudos dedicados à realidades e fenômenos locais - o que dificulta sua internacionalização pela via da publicação das pesquisas em periódicos internacionais.&nbsp;</p> Cláudia Alessandra Tessari Copyright (c) 2017 História Econômica & História de Empresas 2017-12-15 2017-12-15 25 1 10.29182/hehe.v20i2.551 Apresentação https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/531 Apresentação Bruno Aidar Copyright (c) 2017 História Econômica & História de Empresas 2017-07-31 2017-07-31 25 1 10.29182/hehe.v20i1.531 Negócios de mineiros: comércio e produção da riqueza na crise da escravidão (c.1850-1880) https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/492 <p>Este artigo tem como objetivo explorar as relações mercantis entre a província de Minas Gerais e o Rio de Janeiro, através do estudo da rede de negócios que ligou a comarca do Rio das Mortes à capital do Império. Para tanto, recorremos ao caso do fazendeiro mineiro Gervásio Pereira Alvim e seus contatos firmados na praça carioca e em outras praças da província de Minas Gerais, na segunda metade do século XIX.</p> Paula Chaves Teixeira Pinto Copyright (c) 2017 História Econômica & História de Empresas 2017-07-31 2017-07-31 25 1 10.29182/hehe.v20i1.492 A regulação do abastecimento de água potável na Europa: Grã-Bretanha e Espanha em perspectiva histórica https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/487 <p>A regulação econômica das indústrias de rede tem sido um tema de estudo relevante nas últimas décadas. A implantação do abastecimento de água – em suas diversas etapas, gerou o surgimento de uma complexa trama legislativa e econômica, que provocou mudanças na aplicação do conceito de serviço público. O velho monopólio da titularidade estatal tem sido substituído por um sistema de regulação que apresenta um novo processo organizacional, dentro do qual a competência dos mercados, a eficiência e o papel que desempenham as empresas e municípios ganham importância. Para compreender as mudanças ocorridas na regulação do abastecimento de água, este trabalho pretende analisar as experiências ocorridas na Inglaterra e na Espanha entre o começo do século XIX e as últimas décadas do século XX.</p> Juan Matés-Barco Copyright (c) 2017 História Econômica & História de Empresas 2017-07-31 2017-07-31 25 1 10.29182/hehe.v20i1.487 A indústria de transformação no Sul de Minas Gerais, 1907-1937 https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/477 <p>O objetivo do artigo é estudar a indústria de transformação em Minas Gerais em seus aspectos regionais e históricos, tendo como foco a região do Sul de Minas Gerais entre 1907 e 1937. O trabalho analisará a evolução da indústria de transformação em um período de formação industrial na região. O artigo trata de uma parte da indústria geralmente pouco estudada pela literatura para entender sua evolução no contexto regional, identificando sua importância para a economia local. A explicação para a incipiente indústria no Sul de Minas Gerais no início do século XX pode ser resgatada da determinação econômica da região no século XIX, ligada a uma economia para o atendimento de um mercado local ou regional.</p> Michel Deliberali Marson Copyright (c) 2017 História Econômica & História de Empresas 2017-07-31 2017-07-31 25 1 10.29182/hehe.v20i1.477 Preços de escravos em Campinas no século XIX https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/473 <p>O artigo tem por objetivo interpretar o movimento dos preços dos escravos pertencentes à escravaria de alguns grandes proprietários de Campinas. Na segunda metade do século XIX, dois acontecimentos marcaram profundamente a sociedade e a economia campineiras: o fim do tráfico africano de escravos (1850) e a passagem da economia açucareira para a economia cafeeira. O fim do tráfico impôs restrição à oferta de escravos justamente no momento em que a demanda por escravos estava em pleno crescimento para viabilizar a implantação da cultura cafeeira. O texto traz uma revisão da historiografia sobre o tema, complementa com uma explicação de cunho metodológico sobre o uso dos dados de preços extraídos dos inventários <em>post mortem</em> dos senhores de engenho e cafeicultores entre 1830-1887. Por fim, analisa os preços tomando por balizas a expansão da economia primário-exportadora cafeeira e a legislação escravista que gradualmente impôs restrições ao emprego do trabalho escravo.</p> Maria Alice Rosa Ribeiro Copyright (c) 2017 História Econômica & História de Empresas 2017-07-31 2017-07-31 25 1 10.29182/hehe.v20i1.473 Un estudio de la circulación de bienes pecuarios en el Río de la Plata, Montevideo 1784-1797 https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/472 <p>El artículo presenta un análisis de la circulación de bienes pecuarios en una zona del Río de la Plata. A partir de la información mensual que proporcionan las fuentes consultadas se estudia la introducción de cueros, sebo y grasa a Montevideo entre los años 1784 y 1797. El trabajo muestra las posibilidades del estudio de la circulación regional de estos bienes analizando el desempeño y la estacionalidad de esos flujos mostrando indicios sobre las dos actividades que los producían (las vaquerías corambreras y la ganadería), la comercialización en la campaña, el transporte, el almacenamiento en la ciudad y su posterior destino. De esta manera, se brinda un panorama completo para un período en el cuál estas actividades tuvieron una importante expansión gracias a la presencia de una demanda constante.</p> Nicolás Biangardi Copyright (c) 2017 História Econômica & História de Empresas 2017-07-31 2017-07-31 25 1 10.29182/hehe.v20i1.472 A dinâmica de crescimento da Adama Agricultural Solutions https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/444 <p>A <em>Adama Agricultural Solutions</em> é uma das líderes mundiais do mercado de produtos equivalentes (patente vencida) da indústria de agrotóxicos. É resultante da fusão entre a Makhteshim e a Agan, duas empresas israelenses fundadas na década de 1940, no contexto do movimento sionista para a formação de Israel. Passou a ser controlada, em 2001, por uma estatal chinesa (ChemChina). O objetivo deste artigo é o resgate da história da <em>Adama Agricultural Solutions</em> a partir das suas estratégias de crescimento esterno (fusões e aquisições), de diversificação e de multinacionalização. Adota-se como referencial de análise a teoria do crescimento da firma de Edith Penrose e a lógica de multinacionalização de capitais, proposta por John Dunning e Sarianna Lundan.</p> <p>&nbsp;</p> Victor Pelaez Augusto Mizutani Tsubouchi Copyright (c) 2017 História Econômica & História de Empresas 2017-07-31 2017-07-31 25 1 10.29182/hehe.v20i1.444 Interpretações da estrutura ocupacional na América Latina: o debate marxista e a heterogeneidade estrutural https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/442 A partir de uma revisão bibliográfica, identificaremos as linhas de continuidade entre o debate marxista sobre a marginalidade social e a análise sobre o subemprego com base nos estudos da heterogeneidade estrutural. Na medida em que ambas as abordagens têm a História como ponto de partida, entendemos que as suas diferenças relativas à análise da estrutura socioeconômica latino-americana são, na verdade, complementares, o que evidenciaria a amplitude e a profundidade do conceito de subemprego para a realidade latino-americana, da qual destacaremos o Brasil. Gustavo José Danieli Zullo Copyright (c) 2017 História Econômica & História de Empresas 2017-07-31 2017-07-31 25 1 10.29182/hehe.v20i1.442 Two faces of the same Georgescu-Roegen: from path-dependency and the imperfection of the human mind to institutional change and biophysical constraints https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/389 <p>O presente artigo argumenta que a trajetória intelectual de Georgescu-Roegen pode ser interpretada como um desenvolvimento contínuo, uma vez que subjacentes a dois elementos de seus trabalhos entre 1930-1954, quais sejam “path-dependency” e “psychological threshold”, estão as limitações cognitivas dos seres humanos e a importância do “tempo”. Destarte, esses conceitos estão fundamentados nos mesmos preceitos epistemológicos de seus trabalhos pós-1970, em que o autor propõe a reformulação da economia através da incorporação de restrições biofísicas, para se pensar em desenvolvimento econômico e mudanças institucionais. Destacam-se sua distinção entre “arithmomorphism” e dialética, sua crítica à “epistemologia mecanicista” da economia neoclássica e em que medida isso se relaciona à sua utilização do conceito de entropia.</p> Thiago Dumont Oliveira Alysson Lorenzon Portella Copyright (c) 2017 História Econômica & História de Empresas 2017-07-31 2017-07-31 25 1 10.29182/hehe.v20i1.389 Apresentação https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/501 . Bruno Aidar Copyright (c) 2017 História Econômica & História de Empresas 2017-01-27 2017-01-27 25 1 10.29182/hehe.v19i2.501 Transportes e desenvolvimento econômico no Brasil de 1945 a 1960 https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/456 <p>A história dos transportes constitui um capítulo importante da história mundial das mudanças tecnológicas. A inovação representada pelo desenvolvimento dos meios de transporte tem recebido expressiva atenção por parte dos historiadores econômicos, em especial, a revolução protagonizada pelos transportes movidos a vapor ao longo do século XIX, como a navegação mercante e, principalmente, as estradas de ferro. Estas têm sido alvo de instigantes análises desde os anos 1960, tanto dentro como fora do Brasil. Em função do grande volume de estudos sobre os sistemas ferroviários em comparação às outras modalidades de transporte, este artigo apresenta, em primeiro lugar, uma breve resenha dessa literatura “ferroviarista” produzida nos Estados Unidos e no Brasil. Além disso, discute-se algumas mudanças significativas ocorridas na infraestrutura ferroviária do Brasil e a relação dessas mudanças com o programa de desenvolvimento nacional promovido pelo Estado entre 1945 e 1960.</p> Guilherme Grandi Copyright (c) 2017 História Econômica & História de Empresas 2017-01-27 2017-01-27 25 1 10.29182/hehe.v19i2.456 História e historiografia dos transportes na Corte imperial https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/449 <p>Este artigo se propõe, num primeiro momento, a fazer um balanço da historiografia sobre os transportes em geral, no Império e na Corte, e a apresentar um panorama da economia da segunda metade do XIX, a partir dos registros de companhias na Junta Comercial. Num segundo momento, são apresentados dois estudos de caso. Pretende-se oferecer alguma contribuição em dois sentidos: uma análise do setor de transportes em relação à economia imperial, a partir das companhias ou sociedades anônimas; estudos de caso sobre aspectos pouco observados, sobretudo, os transportes urbanos privados e públicos.</p> Guilherme Babo Sedlacek Marcus Vinicius Kelli Copyright (c) 2017 História Econômica & História de Empresas 2017-01-27 2017-01-27 25 1 10.29182/hehe.v19i2.449 Un acercamiento a la evolución de los precios y salarios en Mendoza y Buenos Aires en el siglo XX https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/448 <p>En este trabajo se presenta una comparación de precios y salarios entre dos regiones dela Argentinaen el siglo XX. A partir del relevamiento de las fuentes, se confeccionaron series de precios y salarios urbanos de Mendoza y Buenos Aires. Aunque ambas regiones fueron pioneras en la construcción institucional de organismos de estadísticas, los intereses no fueron siempre coincidentes. Por ello, el relevamiento de las publicaciones oficiales se complementó con fuentes no oficiales y datos seriales disponibles en distintos reservorios. Las series construidas ofrecen los primeros resultados comparativos. </p> Eduardo Martín Cuesta Copyright (c) 2017 História Econômica & História de Empresas 2017-01-27 2017-01-27 25 1 10.29182/hehe.v19i2.448 Breves notas acerca da formação histórico-econômica de Campina Grande-PB: do gado (século XIX) ao algodão (século XX) https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/446 <p>Campina Grande adquiriu este nome devido as suas primeiras habitações terem surgido em uma grande campina. Em 1769 foi criada a freguesia de Nossa Senhora da Conceição, que passou a ser chamada de Vila Nova da Rainha em 1790. Da feira de gado, a cidade transformou-se no segundo maior polo exportador de algodão do mundo, na virada do século XIX para o XX. A cultura do algodão promoveu uma verdadeira revolução no Município, possibilitando-o ser “a maior cidade de interior do Nordeste”. O comércio do algodão superou o processo produtivo agropecuário, tornando a cidade um centro comercial, cuja principal mercadoria era o algodão. O declínio da atividade algodoeira no Município (pós 1940) abrirá espaço para as atividades industriais. Elaborado a partir de uma pesquisa bibliográfica e documental esse “<em>paper</em>” procura mostra a gênese da economia de Campina Grande.</p> William Eufrásio Nunes Pereira Copyright (c) 2017 História Econômica & História de Empresas 2017-01-27 2017-01-27 25 1 10.29182/hehe.v19i2.446 A composição da riqueza em Campinas, 1870-1940 https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/421 <p>O artigo apresenta um estudo da riqueza de Campinas durante a economia cafeeira, de 1870 a 1940, recorte temporal este que inicia com o auge da cafeicultura, chegando até aos primeiros desenvolvimentos de uma economia industrial e urbana. A excepcional expansão das exportações de café e a imigração de europeus, de meados do século XIX em diante, estimularam a diversidade dos mercados de trabalho e de consumo locais e tornou possível aos indivíduos comuns ascenderem socialmente em uma hierarquia dominada pela elite cafeeira. Considerou-se o conjunto das riquezas líquidas de uma amostra de inventários <em>post mortem</em> e a composição das propriedades de cada indivíduo</p> Fernando Antonio Abrahão Copyright (c) 2017 História Econômica & História de Empresas 2017-01-27 2017-01-27 25 1 10.29182/hehe.v19i2.421 A transição para o trabalho livre no Brasil – hipóteses a partir da Nova Economia Institucional https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/386 <p>Ao transitar para o trabalho livre, o Brasil não conheceu a retração econômica que marcou várias sociedades americanas que o haviam feito antes. No artigo apresenta-se a hipótese de que isto se deveu à lentidão da transição, a qual habilitou firmas e trabalhadores a construírem reputações que reduziram os custos de transação e habilitaram a continuidade das <em>plantations</em>, mas sem escravos.</p> Luiz Paulo Ferreira Nogueról Copyright (c) 2017 História Econômica & História de Empresas 2017-01-27 2017-01-27 25 1 10.29182/hehe.v19i2.386 Entre avanços e inconsistências: as contribuições de Nicholas Kaldor, Michal Kalecki e Joan Robinson para a teoria pós-keynesiana da distribuição de renda https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/373 <p>O objetivo do artigo é resgatar as contribuições de Nicholas Kaldor, Michal Kalecki e Joan Robinson para o desenvolvimento da teoria pós-keynesiana da distribuição de renda. Em primeiro lugar, localizamos o debate de Keynes com Dunlop, Tarshis e Kalecki como ponto de partida para as posteriores análises da temática da distribuição de renda na teoria pós-keynesiana. Em seguida, analisamos as contribuições de Kaldor, Kalecki e Robinson para o desenvolvimento de uma teoria pós-keynesiana da distribuição de renda. A hipótese central do presente estudo é que os autores possuem uma característica em comum fundamental para o pensamento pós-keynesiano: a poupança se ajusta a dado nível de investimento (determinado de forma independente via <em>animal spirits</em>), através da redistribuição de renda entre salários e lucros.</p> Kaio Glauber Vital Copyright (c) 2017 História Econômica & História de Empresas 2017-01-27 2017-01-27 25 1 10.29182/hehe.v19i2.373 Os efeitos das crises financeiras de 1929 e de 2008 no Banco do Brasil S.A. https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/345 <p>O objetivo dessa pesquisa foi estudar qual das grandes crises financeiras do século XX (<em>crash </em>de 29 e crise dos <em>subprimes </em>de 2008) foi mais danosa ao Banco do Brasil, a maior instituição financeira do país. Para isso, analisamos os Relatórios Anuais dos períodos de 1926 a 1932 e de 2005 a 2011, focando em sete pontos fundamentais: totais de ativos e passivos; operações de crédito; <em>funding</em>; patrimônio líquido contábil; rentabilidade, valores de bolsa e dividendos pagos. Verificamos que a crise de 1929 foi muito mais dura que aquela de 2008. Isso é explicado fundamentalmente pela função de financiador do governo na crise da produção cafeeira dos anos de 1920 e de 1930 e pelo impacto “positivo” causado pela crise dos <em>subprimes</em>, que elevou a captação do Banco do Brasil, por ser considerado <em>safe harbor </em>pelos investidores<em>.</em></p> Samir Sayed Copyright (c) 2017 História Econômica & História de Empresas 2017-01-27 2017-01-27 25 1 10.29182/hehe.v19i2.345 Apresentação https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/488 Apresentação da HE&amp;HE v. 19 n. 1 Bruno Aidar Copyright (c) 2016 História Econômica & História de Empresas 2016-10-03 2016-10-03 25 1 10.29182/hehe.v19i1.488 Estagnação latino-americana e estratégia brasileira de desenvolvimento: análises do início do exílio de Celso Furtado https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/424 O início dos anos 1960 é marcado por dificuldades econômicas em diversos países latino-americanos que haviam avançado no processo de industrialização por substituição de importações. Ao iniciar seu longo exílio após o golpe militar no Brasil, em 1964, Celso Furtado discute as tendências à estagnação observadas na América Latina. Iniciadas no ILPES (Chile) e prosseguidas na Universidade de Yale, essas discussões são apresentadas pelo autor no livro <em>Subdesenvolvimento e estagnação na América Latina</em>. O presente trabalho busca destacar a abrangente reflexão realizada nessa obra, e apresenta também a análise crítica elaborada por Furtado sobre a estratégia de crescimento adotada no Brasil pelo governo militar, realizada já durante o exílio do autor na França. Renata Bianconi Copyright (c) 2016 História Econômica & História de Empresas 2016-10-03 2016-10-03 25 1 10.29182/hehe.v19i1.424 Werner Baer, a economia e os economistas brasileiros https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/468 Homenagem póstuma a Werner Baer (1931-2016) Armando João Dalla Costa Copyright (c) 2016 História Econômica & História de Empresas 2016-10-03 2016-10-03 25 1 10.29182/hehe.v19i1.468 Seria Fernando Henrique Cardoso um weberiano? https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/417 FHC é marxista ou weberiano? Ao analisar o debate sobre a teoria da dependência, encontramo-nos na confusa situação de ver nos textos datados de 1970 e 1980 a afirmação de que esse autor seria marxista, mas na literatura atual ele é claramente apontado como weberiano. O presente artigo busca esclarecer essa questão por meio da análise tanto dos argumentos recentes sobre sua aproximação à Weber quanto do método empregado em seus estudos. O resultado a que chegamos é que devemos reconhecer o marxismo como a principal base teórica desse autor. Rodrigo Straessli Pinto Franklin Copyright (c) 2016 História Econômica & História de Empresas 2016-10-03 2016-10-03 25 1 10.29182/hehe.v19i1.417 Da criação do Conselho Nacional do Petróleo à política de conteúdo local: a trajetória histórica das políticas para a indústria do petróleo e gás natural no Brasil https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/405 <p>Em razão do seu caráter estratégico para a economia e para a política, a Indústria Global de Petróleo e Gás Natural (IP&amp;G) torna-se protagonista de inúmeras políticas e intervenções estatais no Brasil. As políticas de apoio ao desenvolvimento do setor ocorreram ao longo do período de monopólio estatal e após a instituição da Lei nº 9.478 de 1997, que abriu o setor à participação da iniciativa privada nacional e estrangeira. Para isto, adotamos a hipótese de que o crescimento e desenvolvimento desta indústria no Brasil estão fortemente ancorados na presença ativa do Estado. Deste modo, a proposta metodológica do trabalho baseia-se no mapeamento das políticas e ações para o desenvolvimento da cadeia produtiva do petróleo e gás, entre a década de 1930 e início dos anos 2000.</p> Ricardo José dos Santos Ana Paula Macedo de Avellar Copyright (c) 2016 História Econômica & História de Empresas 2016-10-03 2016-10-03 25 1 10.29182/hehe.v19i1.405 A Faculdade de Ciências Econômicas e Administrativas (FCEA) da Universidade de São Paulo (USP) e a escrita da História Econômica de Alice Piffer Canabrava https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/400 Neste artigo buscamos compreender alguns aspectos metodológicos da escrita da História Econômica de Alice Piffer Canabrava (1911-2003) em um momento-chave de sua trajetória: a conquista da Cadeira de História Econômica da Faculdade de Ciências Econômicas e Administrativas (FCEA) da Universidade de São Paulo (USP). Para tanto, perpassamos sua tese de cátedra com o fito de explicitarmos suas escolhas quanto à temática, fontes, referências bibliográficas, procedimentos metodológicos e noções de temporalidade, à luz das concepções de alguns membros da banca examinadora: Afonso Taunay, Sérgio Buarque de Holanda e Paul Hugon. Otávio Erbereli Júnior Copyright (c) 2016 História Econômica & História de Empresas 2016-10-03 2016-10-03 25 1 10.29182/hehe.v19i1.400 O fracasso do trabalho assalariado na agricultura fluminense: diplomacia, capitalismo e a imigração asiática (década de 1890) https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/396 <p>Após a extinção do trabalho escravo no Brasil, severos entraves na economia agrícola fluminense foram finalmente evidenciados: a perda de competitividade, somada à perda de vocação produtiva, bem como a escassez de força de trabalho. Este artigo analisa o fracasso do projeto, conduzido pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro, em parceria com investidores privados, de suprir a agricultura de trabalho barato, através da importação de <em>coolies</em> chineses. Defendemos que a impossibilidade de retenção de assalariados livres a serviço do latifúndio monocultor se deveu à pressão exercida pela fronteira agrícola aberta e pela expansão das áreas urbanas.</p> Daniel de Pinho Barreiros Copyright (c) 2016 História Econômica & História de Empresas 2016-10-03 2016-10-03 25 1 10.29182/hehe.v19i1.396 Heterodoxia e industrialização na Belle Époque do liberalismo brasileiro: o pensamento econômico de Amaro Cavalcanti https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/393 Os primórdios do pensamento industrial brasileiro remontam ao início do século XIX. Contudo, a envergadura alcançada pelo movimento pró-industrialização a partir dos anos 1850 merece análise pormenorizada devido à contribuição que estes autores e atores ofereceram à elaboração posterior de uma estratégia político-econômica eminentemente brasileira, o nacional-desenvolvimentismo. Neste contexto, figuras como a do jurista Amaro Cavalcanti em muito contribuíram para a formação e a formatação de um pensamento econômico original na periferia do sistema capitalista. Ivan Salomão Copyright (c) 2016 História Econômica & História de Empresas 2016-10-03 2016-10-03 25 1 10.29182/hehe.v19i1.393 O que pensam os pensadores da economia no Brasil? Um estudo empírico sobre a produção em História do Pensamento Econômico e Metodologia no Brasil – 2004-2013 https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/360 <p>O presente estudo investigou a produção em HPE/Metodologia no Brasil entre os anos de 2004-2013 a partir dos artigos apresentados nos congressos da ANPEC e da SEP. Os objetivos principais do trabalho foram: 1. verificar se há uma possível influência da HPE/Metodologia em outras subáreas da economia; 2. e quantificar os principais teóricos estudados pelos pesquisadores brasileiros. Verificou-se que há, efetivamente, influência de autores de HPE/Metodologia em outras áreas, principalmente no congresso da SEP e, em menor grau, na ANPEC. Verificou-se ainda que os pesquisadores brasileiros de HPE/Metodologia concentram fortemente seus estudos em autores clássicos (Smith, Marx, Keynes, Furtado). Ao mesmo tempo, identificamos uma enorme dispersão de autores menores referenciados nos artigos apresentados nos Congressos.</p> Emmanoel Boff Conrado Krivochein Copyright (c) 2016 História Econômica & História de Empresas 2016-10-03 2016-10-03 25 1 10.29182/hehe.v19i1.360 A economia e a alocação de riqueza bruta em Ribeirão Preto, 1889-1900 https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/249 <p>Neste trabalho, estuda-se a economia e a alocação de riqueza na antiga vila de São Sebastião do Ribeirão Preto, de 1889 até 1900. A fonte documental utilizada são os inventários <em>post-mortem</em> da localidade. Nesse período, a antiga vila, que em 1874 contava com apenas 5.552 habitantes, já havia crescido significativamente, assim como a importância do cultivo de café para a economia da localidade. Os diversos bens encontrados no <em>corpus documental</em> considerado foram agrupados em cinco categorias – bens imóveis, escravos, animais, bens móveis e dívidas ativas – e os valores, originalmente expressos em mil-réis, foram transformados em libras esterlinas.</p> Luciana Suarez Lopes Copyright (c) 2016 História Econômica & História de Empresas 2016-10-03 2016-10-03 25 1 10.29182/hehe.v19i1.249 Crianças no apogeu do tráfico interno de escravos (Piracicaba, Província de São Paulo, 1874-1880) https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/423 <p>Analisamos transações envolvendo crianças escravas ou ingênuas com 12 ou menos anos de idade, identificadas em Piracicaba (SP) no período 1874-1880, anos de apogeu do tráfico interno de cativos. Durante esse intervalo temporal era proibida a separação pela venda de cônjuges escravos, bem como entre pais e filhos menores. Estudamos as vendas de crianças desacompanhadas de familiares, isoladas ou não, e as vendas de crianças acompanhadas de familiares, presentes ou não outros escravos. Consideramos igualmente a presença de ingênuos, os quais sempre acompanhavam suas mães cativas. Nossas fontes documentais são escrituras de transações envolvendo escravos, registradas em livros notariais destinados a esse fim e manuscritas por tabeliães do município escolhido.</p> José Flávio Motta Copyright (c) 2016 História Econômica & História de Empresas 2016-05-24 2016-05-24 25 1 10.29182/hehe.v18i2.423 Ensino e pesquisa em história econômica: perfil docente e das disciplinas de história econômica nos cursos de graduação de Economia no Brasil https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/414 <p>O objetivo deste artigo é avaliar o perfil das disciplinas de História Econômica oferecidas nos cursos de graduação em economia no Brasil. Parte-se do pressuposto de que a construção das disciplinas de graduação, ainda que objetivamente delimitadas pelos programas de seus cursos, abre um espaço para a subjetividade dos professores por meio da seleção de suas bibliografias. Esta seleção que define o perfil de cada disciplina reflete a formação dos professores e o sentido que eles buscam dar ao curso. Assim, visando explicitar as variáveis que possam influenciar na construção dessas ementas, buscou-se também avaliar a formação dos docentes que lecionam disciplinas de história econômica nos cursos de Economia, com o intuito de traçar seus perfis e a influência dessa formação na construção do conhecimento disseminado em nossas Universidades.</p> Alexandre Macchione Saes Rômulo Felipe Manzatto Euler Santos de Sousa Copyright (c) 2016 História Econômica & História de Empresas 2016-05-24 2016-05-24 25 1 10.29182/hehe.v18i2.414 República Rio-Grandense: administração e sistema tributários em tempo de guerra (1836-1845) https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/415 <p>Entre 1836 e 1845, foi criado o Estado Rio-Grandense, em parte do território da Província do Rio Grande do Sul. A guerra de independência dificultou a fixação do território e tornou urgente a arrecadação de recursos, fatos que condicionaram limites ao processo de criação e institucionalização das estruturas que deveriam compor o aparato administrativo e fiscal do novo Estado. Apesar da dispersão e destruição dos arquivos estatais, as fontes disponíveis permitem pensar sobre o Estado e da história tributária da República Rio-Grandense. Esse texto tem por objetivos refletir sobre essas fontes documentais e analisar o sistema tributário planejado, buscando algumas pistas sobre o significado das receitas ordinárias na manutenção do Estado e da guerra e, ao mesmo tempo, compreender alguns aspectos sobre a fiscalidade em tempo de guerra. </p><p> </p> Marcia Eckert Miranda Copyright (c) 2016 História Econômica & História de Empresas 2016-05-24 2016-05-24 25 1 10.29182/hehe.v18i2.415 Nas margens do Atlântico: o comércio de produtos entre a África e o Brasil e sua relação com o candomblé https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/411 <p>O artigo versa sobre a formação de mercados consumidores de produtos africanos no Brasil atrelados as premissas religiosas do candomblé no século XIX a XXI. Assim, observaremos como três elementos da cultura material – o azeite de dendê, os moluscos e o pano da costa – prefiguravam nas pautas de comércio entre o Brasil e a África no século XIX. Contudo, após o fim do tráfico e a consequente queda nas relações entre as duas margens do Atlântico, outras formas de manutenção deste comércio se desenvolveram no século XX e nas primeiras décadas do XXI. Em especial, em centros de comércio como o Mercadão de Madureira (Rio de Janeiro), como espaço de oferta e consumo destes materiais. Tais locais permitiram a perpetuação das crenças e o desenvolvimento de mercados consumidores destes produtos na atualidade.</p> Rodrigo Pereira Copyright (c) 2016 História Econômica & História de Empresas 2016-05-24 2016-05-24 25 1 10.29182/hehe.v18i2.411 Desenvolvimentismo, restrição externa e política econômica no segundo governo Vargas (1951-1954) https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/336 O artigo tem por objetivo entender os motivos da crise cambial brasileira iniciada em 1952, assim como alguns de seus efeitos. Para isso, a bibliografia sobre o tema é rediscutida, sendo também apresentados documentos oficiais, discursos, e dados para apoiar o argumento básico de que problemas econômicos estruturais, e a realização de um programa desenvolvimentista amplo em meio a uma conjuntura externa desfavorável, são mais importantes para explicar a crise cambial do que uma presumida prioridade anti-inflacionária do governo Vargas. Pedro Paulo Zahluth Bastos Copyright (c) 2016 História Econômica & História de Empresas 2016-05-24 2016-05-24 25 1 10.29182/hehe.v18i2.336 A relação entre o capital estrangeiro e a industrialização brasileira nos anos 1950: uma opção política ou uma realidade importada? https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/351 <p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt;">O trabalho discute os principais aspectos relacionados ao capital estrangeiro, na forma de Investimento Direto Estrangeiro (IDE), no Brasil dos anos 1950. Serão abordados os condicionantes externos e internos que influenciaram o influxo de IDE no período. Dentre os fatores externos, destacam-se a nova ordem econômica internacional estabelecida no pós-Segunda Guerra Mundial, a consolidação da hegemonia norte-americana e seus desdobramentos sobre a concorrência intercapitalista e sobre a divisão internacional do trabalho. Dentre os fatores internos, avaliam-se as principais medidas de política econômica relacionadas ao capital estrangeiro, além das condições institucionais e de infraestrutura do país no período. Pretende-se também desmistificar a ideia segundo a qual o Brasil recebeu mais IDE no período posterior ao Segundo Vargas por supostamente seu governo ter demonstrado comportamento avesso ao capital estrangeiro.</p> Fernando Augusto Mansor de Mattos Copyright (c) 2016 História Econômica & História de Empresas 2016-05-24 2016-05-24 25 1 10.29182/hehe.v18i2.351 Las microempresas y pymes editoriales argentinas frente al desafío de la promoción, venta y distribución de libros a fines del siglo XX y principios del XXI https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/368 Desde fines del siglo XX el sector editorial de Argentina ha asistido a una creciente polarización con la coexistencia de grandes empresas de capitales internacionales, por un lado y microempresas y pymes, por otro. Al mismo tiempo, se registraron transformaciones en los mecanismos de promoción, venta y distribución de libros. Este escenario constituyó un desafío para las firmas editoriales de menor tamaño, condicionando la generación de variadas y novedosas respuestas en materia de producción y comercialización. Con relación a lo anterior este artículo tiene como objetivo general el estudio de las estrategias puestas en práctica por esas microempresas y pymes editoriales argentinas frente al contexto de concentración y extranjerización del complejo editorial referido en las líneas anteriores. Viviana Román Copyright (c) 2016 História Econômica & História de Empresas 2016-05-24 2016-05-24 25 1 10.29182/hehe.v18i2.368 Índia: de colônia britânica ao desenvolvimento econômico nacional https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/420 <p align="justify"><span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"><span>Este trabalho tem por objetivo <span style="color: #080808;">analisar </span><span style="color: #080808;">as relações entre os britânicos e indianos, no período colonial, e</span><span style="color: #080808;"> o processo de desenvolvimento econômico e de industrialização da Índia, consistindo principalmente de levantamento bibliográfico. Teoricamente, </span><span style="color: #080808;">utilizaremos</span><span style="color: #080808;"> os trabalhos de Alice Amsden sobre o desenvolvimento de países asiáticos e periféricos. </span><span style="color: #080808;">Partiremos</span><span style="color: #080808;">d</span><span style="color: #080808;">as relações entre britânicos e indianos</span><span style="color: #080808;"> e suas consequências para o desenvolvimento indiano. </span><span style="color: #080808;">Em seguida,</span><span style="color: #080808;"> apresentamos o desenvolvimento </span><span style="color: #080808;">econômico</span><span style="color: #080808;"> indiano </span><span style="color: #080808;">antes e </span><span style="color: #080808;">após sua independência, marcad</span><span style="color: #080808;">o</span><span style="color: #080808;"> pela presença do Estado. Enfim, este trabalho aponta que,</span> o imperialismo britânico contribuiu para retardar o desenvolvimento do capitalismo moderno indiano, e que o mesmo se deu com a presença do Estado no desenvolvimento econômico e industrial do país.</span></span></p> Bruno de Campos Copyright (c) 2016 História Econômica & História de Empresas 2016-05-24 2016-05-24 25 1 10.29182/hehe.v18i2.420 A economia e a filosofia moral de Adam Smith: uma abordagem integral de seus escritos https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/374 Este artigo apresenta breves considerações sobre as obras mais relevantes de Adam Smith, a <em>Riqueza das Nações</em> (RN) e a <em>Teoria dos Sentimentos Morais</em> (TSM), salientando ser a primeira extensão da segunda, ambas devendo ser interpretadas conjuntamente. A RN revela a visão do autor a respeito da economia, enquanto a TSM expõe seus posicionamentos sobre a ética. Valendo-se do método indutivo, Smith contribuiu para a delimitação da economia, auxiliando a emancipá-la da filosofia moral, mas sem dissociá-las. Atribuir à Smith responsabilidade pela difusão da doutrina liberal irrestrita deriva da interpretação parcial de seus escritos. É preciso resgatar o legado do autor quanto a sua filosofia moral e as inquestionáveis conexões estabelecidas entre esta e sua visão da economia, abordando, portanto, sua obra em uma dimensão integral. Juliano Vargas Copyright (c) 2016 História Econômica & História de Empresas 2016-05-24 2016-05-24 25 1 10.29182/hehe.v18i2.374 Apresentação https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/465 Apresentação HE&amp;HE v. 18 n. 2 Bruno Aidar Copyright (c) 2016 História Econômica & História de Empresas 2016-05-24 2016-05-24 25 1 10.29182/hehe.v18i2.465 Modo de produção asiático: considerações teóricas a luz do debate historiográfico https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/371 <p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="justify">O artigo procura fazer um balanço crítico inicial do debate sobre o modo de produção asiático a partir dos anos 1960. São apresentadas as questões teóricas envolvidas no debate: a formação do Estado, a existência de classes, o conceito de modo de produção e o caráter unilinear ou multilinear do desenvolvimento histórico. São apresentadas também as questões historiográficas relativa à hipótese hidráulica, a existência de propriedade privada, o caráter estagnado do modo de produção asiático e o despotismo oriental. Se chega a uma primeira conclusão acerca da validade do modo de produção asiático reformulado e dinamizado como uma boa abstração.</p> André Guimarães Augusto Copyright (c) 2015 História Econômica & História de Empresas 2015-11-13 2015-11-13 25 1 10.29182/hehe.v18i1.371 A cafeicultura, a economia de abastecimento e as transações imobiliárias no setor rural - município de Franca - 1890-1920 https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/338 Análise das relações entre o incremento da cafeicultura, da economia de abastecimento interno e o ritmo das transações imobiliárias no setor rural, no município de Franca (Estado de São Paulo), entre os anos de 1890 e 1920. Lelio Luiz Oliveira Copyright (c) 2015 História Econômica & História de Empresas 2015-11-13 2015-11-13 25 1 10.29182/hehe.v18i1.338 Acumulação de fortuna e o negócio de fornecimento indireto de mão de obra escrava na Corte a partir do inventário de Vicente Pereira da Silva Porto (1865) https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/332 <p>Este artigo objetiva analisar o negócio de fornecimento indireto de mão de obra escrava na Corte a partir do inventário de Vicente Pereira da Silva Porto (1865). Sendo, sem dúvida, o caso deste empresário atípico, utilizar-se-á da sua bem sucedida trajetória como proprietário de escravos de ganho para tecer algumas considerações sobre os mecanismos envolvidos no fornecimento e utilização indireta de mão de obra cativa, seja pelo ganho, seja pelo aluguel. Serão considerados também alguns aspectos que estiveram envolvidos na construção da fortuna de Vicente Porto, como a possível compra de escravos no mercado clandestino, eventualmente com alteração da etnia dos mesmos.</p> Carlos Engemann Adriana Ribeiro Ferreira da Silva Copyright (c) 2015 História Econômica & História de Empresas 2015-11-13 2015-11-13 25 1 10.29182/hehe.v18i1.332 Das finanças locais às finanças do Estado: as cartas de quitação em Portugal entre os séculos XIV e XVI https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/337 <p>O estudo da temática econômica e fiscal nos finais da Idade Média tem crescido vigorosamente e ganhado corpo dentro do debate historiográfico europeu atual. Dentro deste panorama, e mais especificamente de um ponto de vista dos estudos medievais portugueses, propomos neste ensaio a análise de um pequeno conjunto de fontes que permite-nos compreender uma parte fundamental da constituição do Estado Português: as suas finanças. Para tal, neste texto, trabalharemos sobre uma pequena série de documentos específicos da contabilidade régia: as cartas de quitação. O estudo terá duas partes, sendo a primeira dedicada à crítica das fontes selecionadas. Uma segunda parte focará uma problemática mais diretamente relacionada com as finanças locais, isto é, o seu enquadramento dentro de um contexto mais amplo das finanças de Estado.</p> Rodrigo da Costa Dominguez Copyright (c) 2015 História Econômica & História de Empresas 2015-11-13 2015-11-13 25 1 10.29182/hehe.v18i1.337 Crédito hipotecário na expansão e auge da economia da borracha: características da praça de Belém do Pará (1870-1899) https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/357 O estudo analisa o crédito hipotecário em Belém do Pará. O objetivo foi identificar as características desse recurso financeiro dentro da economia da borracha, sendo um estudo pioneiro para a região. Os dados analisados correspondem aos registros de 2.175 documentos, que foram coletados no Cartório do 1º Serviço de Registro de Imóveis de Belém, especificamente do Livro de Registro de Hipotecas (Livros 2 – A, C e F), abrangendo o período de 1870-1899. Os resultados da pesquisa apontaram para uma dinâmica de crédito local, com pouca participação de agentes ou capitais de fora do país ou mesmo da região amazônica. Supõe-se, portanto, que tal recurso foi utilizado para estimular os investimentos não somente na produção de borracha, mas na própria economia paraense, dinamizando-a nessa fase da expansão e auge da atividade gomífera. Leonardo Milanez de Lima Leandro Renato Leite Marcondes Fábio Carlos da Silva Copyright (c) 2015 História Econômica & História de Empresas 2015-11-13 2015-11-13 25 1 10.29182/hehe.v18i1.357 História, memória e patrimônio: uma análise da Fábrica de Ferro São João de Ipanema durante o Império https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/347 <p>Resenha do livro " A Fábrica de Ferro S. João do Ipanema: economia e política nas últimas décadas do segundo reinado (1860-1889)"</p> Mário Danieli Neto Copyright (c) 2015 História Econômica & História de Empresas 2015-11-13 2015-11-13 25 1 10.29182/hehe.v18i1.347 The Genoese exchange fairs and the Bank of Amsterdam: Comparing two Financial Institutions of the 17th century https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/425 <p>In the 17th century, the prime mover of the Genoese exchange fairs was - more than International commerce - the huge volume of transactions generated by the Spanish Crown’s public debt and the financial speculations of the most influential European financial operators (Genoese above all). The purpose of this article is to carry out a comparative analysis of the main dimensions of the Genoese exchange fairs and the Bank of Amsterdam seems to be the logic continuation of the Italian exchange fairs. The Dutch bank should be considered as the final point of a long process of evolution of the domestic monetary market. In fact, it was strongly backed by the merchant class in order to regulate not only the national monetary market, but also to support the International payments system for almost two centuries.</p> Claudio Marsilio Copyright (c) 2015 História Econômica & História de Empresas 2015-11-13 2015-11-13 25 1 10.29182/hehe.v18i1.425 40 years of slavery studies https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/426 <p>In this lecture, read at the 7th Graduate Meeting of Economic History, held at<br />Universidade Federal Fluminense, in 2014, Stanley Engerman examines 30 topics concerning academic studies about the social institution of slavery. He analysis since the first studies, which emphasized moral aspects of the compulsory and the free labor in Modern world, to studies of the working of slave systems in the Americas, as well as he dedicates special attention to the recent developments in this field of the historical knowledge. About this last topic, Engerman delves into the economic and demographic implications of the slave systems, seen in comparative perspective.</p> Stanley Engerman Copyright (c) 2015 História Econômica & História de Empresas 2015-11-13 2015-11-13 25 1 10.29182/hehe.v18i1.426 Apresentação e Sumário https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/428 Cláudia Alessandra Tessari Copyright (c) 2015 História Econômica & História de Empresas 2015-11-13 2015-11-13 25 1 10.29182/hehe.v18i1.428 Café, imigrantes e empresas no nordeste de São Paulo (Ribeirão Preto, 1880-1930) https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/239 O trabalho examina as relações entre a expansão cafeeira e o processo de industrialização na região de Ribeirão Preto, São Paulo, entre 1890 e 1930. O cultivo do café foi introduzido na região na década de 1870 e em 1920 o município era o segundo maior produtor do grão no estado e o sexto maior do Brasil. O fim da escravidão e o problema de suprimento de mão-de-obra que sustentasse a contínua expansão cafeeira estimularam a entrada massiva de imigrantes europeus no período. A incorporação dessa massa de trabalhadores livres assalariados modificou o cenário urbano, impulsionou a economia monetária, dinamizou os setores do comércio e serviços, contribuindo para o aumento da demanda por produtos que até então não eram produzidos ou eram escassos na região. O texto está dividido em três seções. A primeira analisa a contribuição da expansão cafeeira, da rede ferroviária e da imigração para o crescimento da população e das atividades urbanas em Ribeirão Preto. A segunda seção examina a evolução das atividades industriais no município no período. A terceira seção analisa os principais ramos industriais e a atuação dos empresários locais. André Luiz Lanza Maria Lúcia Lamounier Copyright (c) 2015 História Econômica & História de Empresas 2015-03-17 2015-03-17 25 1 10.29182/hehe.v17i2.239 Apresentação e Sumário https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/377 Edição 33, Vol. XVII, núm.2, 2014 Equipe Editorial Copyright (c) 2015 História Econômica & História de Empresas 2015-03-17 2015-03-17 25 1 10.29182/hehe.v17i2.377 Brasil dos bancos, de Fernando Nogueira da Costa https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/301 <p>O livro de Fernando Costa apresenta a síntese de seus vários trabalhos acadêmicos, que poder-se-ia denominar de história bancária do Brasil.&nbsp; Assim, desde sua dissertação de mestrado sobre bancos&nbsp; em Minas Gerais passando por sua tese de doutorado que estudou o Banco do Estado de São Paulo –BANESPA, o Autor &nbsp;tornou-se uma referência para os estudos sobre bancos e sistema financeiro nacional acoplados, como não poderia deixar de ser à história econômica brasileira. Desde logo, portanto, ele nos adverte que se trata de um “trabalho de economista”.</p> Fausto Saretta Copyright (c) 2015 2015-03-17 2015-03-17 25 1 10.29182/hehe.v17i2.301 Exercício de “história local”: uma saga na trajetória moveleira do planalto norte catarinense https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/297 <!--[if gte mso 9]><xml> <o:OfficeDocumentSettings> <o:RelyOnVML/> <o:AllowPNG/> <o:TargetScreenSize>1024x768</o:TargetScreenSize> </o:OfficeDocumentSettings> </xml><![endif]--><p class="MsoNormal" style="text-align: justify; mso-layout-grid-align: none; text-autospace: none;"><span style="color: black; mso-bidi-font-weight: bold;">No planalto norte de Santa Catarina, a história local e regional se entrelaça com as histórias do setor moveleiro e do empreendimento conhecido por Móveis CIMO. Após referir ao destaque nacional do aglomerado moveleiro presente na região, o artigo narra o secular percurso daquela empresa, descrevendo suas várias fases, com razões sociais que espelharam composições societárias particulares. Dá-se realce às inovações de produto e de processo produtivo, sublinhando o pioneirismo na produção seriada e a solução dada a problema que se mostrou desafiador quando o perfil moveleiro do empreendimento se consolidou. Também se acentua o papel precursor da empresa na constituição daquela aglomeração moveleira e na “criação” de espaço no planalto norte. A decretação da sua falência, em 1982, é apontada como o fim de uma era na produção regional de móveis.</span></p><!--[if gte mso 9]><xml> <w:WordDocument> <w:View>Normal</w:View> <w:Zoom>0</w:Zoom> <w:TrackMoves/> <w:TrackFormatting/> <w:HyphenationZone>21</w:HyphenationZone> <w:PunctuationKerning/> <w:ValidateAgainstSchemas/> <w:SaveIfXMLInvalid>false</w:SaveIfXMLInvalid> <w:IgnoreMixedContent>false</w:IgnoreMixedContent> <w:AlwaysShowPlaceholderText>false</w:AlwaysShowPlaceholderText> <w:DoNotPromoteQF/> <w:LidThemeOther>PT-BR</w:LidThemeOther> <w:LidThemeAsian>X-NONE</w:LidThemeAsian> <w:LidThemeComplexScript>X-NONE</w:LidThemeComplexScript> <w:Compatibility> <w:BreakWrappedTables/> <w:SnapToGridInCell/> <w:WrapTextWithPunct/> <w:UseAsianBreakRules/> <w:DontGrowAutofit/> <w:SplitPgBreakAndParaMark/> <w:DontVertAlignCellWithSp/> <w:DontBreakConstrainedForcedTables/> <w:DontVertAlignInTxbx/> <w:Word11KerningPairs/> <w:CachedColBalance/> </w:Compatibility> <m:mathPr> <m:mathFont 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Este texto incorpora elementos estratégicos e militares na avaliação do processo japonês - as articulações entre decisões estratégicas e a formatação de políticas industriais. As políticas industriais apresentadas por Ohkawa e Kohama (1989) são cotejadas com a mobilização militar das décadas de 1930 e 1940 e as políticas da Ocupação (1945-1952). O legado do período - uma nova variedade de capitalismo - é a base da era do alto crescimento (1955-1973). Daí um novo desafio: como realizar <em>catch up </em>em um contexto de paz e democracia? Eduardo Motta Albuquerque Copyright (c) 2015 2015-03-17 2015-03-17 25 1 10.29182/hehe.v17i2.294 El espacio colonial peruano en la historiografía sobre circulación mercantil https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/295 <p><span>Este ensayo tiene como objetivo delinear un balance sobre el impacto de las propuestas de C. S. Assadourian en la historiografía relacionada con la circulación mercantil desde los años 1980 y es un eco del publicado por Silvia Palomeque en 2006.</span></p><p><span>Se distinguen dos tipos dominantes de apropiación de las ideas de Assadourian. Uno en el que se las recoge como contexto para síntesis generales o investigaciones específicas sobre temas no-económicos, pero que reconocen la necesidad de insertarlos en algún tipo de entramado económico. Otro, en el que las ideas aludidas operan como marco conceptual de estudios de caso que tienen por base análisis económicos.</span></p><p><span>La hipótesis que guiará el ensayo, es –siguiendo a Palomeque- que en ambos casos de figura se advierte que lo que mayormente se retiene del conjunto de ideas es la parte de la explicación dedicada a las articulaciones espaciales generadas por el polo minero altoperuano, dejándose de lado los problemas históricos e historiográficos que guiaron las reflexiones de Assadourian o simplemente dándolos por solucionados.</span></p><p><span>En caso de que la hipótesis se vea verificada, emergería la necesidad de plantear si podría ser útil o necesario volver a visitar las bases de sustentación del conjunto de ideas de Assadourian y en función del estado actual del conocimiento historiográfico sobre algunas de las variables sobre las que se asientan.</span></p><em></em> Fernando Jumar Copyright (c) 2015 2015-03-17 2015-03-17 25 1 10.29182/hehe.v17i2.295 La Unión hace la fuerza. Las Compañías de crédito recíproco y el financiamento hipotecario urbano a bajo interés en Argentina entre 1936 y 1955 https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/339 <p>Este trabajo se ocupa de las empresas que aplicaron en Argentina un tipo de financiamiento para la compra y construcción de viviendas a bajo interés conocido como Crédito Recíproco. Dicha modalidad fue utilizada por el sector privado hasta 1949, cuando su cartera de clientes fue transferida al BHN por disposición del Banco Central de la República. Desde entonces algunas de las empresas del sector continuaron operando con el BHN como compañías constructoras hasta 1955. El estudio aborda uno de los períodos más importantes y controvertidos de la historia económica argentina del siglo XX, el de las dos décadas que se abren desde mediados de los treinta, y aborda un aspecto singular del sistema financiero, el del financiamiento para la compra de viviendas. En una coyuntura en la que la disponibilidad de crédito se había contraído por efecto de la crisis de 1929 y las entidades oficiales dirigían su acción en otras direcciones, se analiza la dinámica de un importante segmento de sociedades de ahorro para la vivienda que permitió financiar el acceso a la vivienda de personas de medianos recursos, en un contexto de fuerte crecimiento urbano.</p> Juan Lucas Gòmez Copyright (c) 2015 História Econômica & História de Empresas 2015-03-17 2015-03-17 25 1 10.29182/hehe.v17i2.339 Fluxos de mercadorias entre o Rio de Janeiro e Virginia em meados do XIX https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/323 <p><span>Os fluxos comerciais entre o sudeste brasileiro e o sul dos Estados Unidos no século XIX são desconhecidos para a historiografia. Se sabe pouco da importância que tiveram para o desenvolvimento regional e se eles foram permanentes ou conjunturais, também se sabe pouco dos produtos que circulavam e os mecanismos que eram empregados nessa circulação. Para contribuir com a solução deste problema, neste texto se cruzaram fontes das duas regiões, especialmente jornais, como o<span class="apple-converted-space"> </span><em>De Bow´s Review</em><span class="apple-converted-space"> </span>e o<span class="apple-converted-space"> </span><em>Richmond Enquirer</em><span class="apple-converted-space"> </span>nos Estados Unidos e a<span class="apple-converted-space"> </span><em>Revista Comercial</em><span class="apple-converted-space"> </span>do <em>Jornal do Commercio</em><span class="apple-converted-space"> </span>no Rio de Janeiro. Com essas fontes, foi possível estabelecer que o café consumido na Virgínia em meados do século XIX era carioca, e a farinha de trigo que abastecia o Rio de Janeiro era virginiana. No final, é proposta a hipótese de que esses fluxos eram regulares e estruturavam um intercâmbio permanente.</span></p><p><span> </span></p> Carlos Valencia Villa Copyright (c) 2015 História Econômica & História de Empresas 2015-03-17 2015-03-17 25 1 10.29182/hehe.v17i2.323 Transnacionalização do capital e os limites do desenvolvimentismo: um diálogo com Celso Furtado sobre a experiência brasileira (1956-1982) https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/292 <!-- [if gte mso 9]><xml> <w:WordDocument> <w:View>Normal</w:View> <w:Zoom>0</w:Zoom> <w:HyphenationZone>21</w:HyphenationZone> <w:PunctuationKerning></w:PunctuationKerning> <w:ValidateAgainstSchemas></w:ValidateAgainstSchemas> <w:SaveIfXMLInvalid>false</w:SaveIfXMLInvalid> <w:IgnoreMixedContent>false</w:IgnoreMixedContent> <w:AlwaysShowPlaceholderText>false</w:AlwaysShowPlaceholderText> <w:Compatibility> <w:BreakWrappedTables></w:BreakWrappedTables> <w:SnapToGridInCell></w:SnapToGridInCell> <w:WrapTextWithPunct></w:WrapTextWithPunct> <w:UseAsianBreakRules></w:UseAsianBreakRules> <w:DontGrowAutofit></w:DontGrowAutofit> </w:Compatibility> <w:BrowserLevel>MicrosoftInternetExplorer4</w:BrowserLevel> </w:WordDocument> </xml><![endif]--> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10.0pt;">Partindo dos dilemas da formação histórica brasileira diante da transnacionalização do capital, o objetivo desse artigo será mostrar como a conexão definida por Celso Furtado entre as empresas transnacionais (ETN) e o mercado financeiro internacional impõem limites ao desenvolvimento nacional, entre os anos 1950 e o limiar dos anos 1980. Nossa hipótese é que ao consolidar a dependência externa brasileira em relação ao capital internacional a partir desse marco, criaram-se os principais condicionantes para a crise final do desenvolvimentismo.</span></p> <!-- [if gte mso 9]><xml> <w:LatentStyles DefLockedState="false" LatentStyleCount="156"> </w:LatentStyles> </xml><![endif]--><!-- [if gte mso 10]> <style> /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable {mso-style-name:"Tabela normal"; mso-tstyle-rowband-size:0; mso-tstyle-colband-size:0; mso-style-noshow:yes; mso-style-parent:""; mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-para-margin:0cm; mso-para-margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:10.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-ansi-language:#0400; mso-fareast-language:#0400; mso-bidi-language:#0400;} </style> <![endif]--> Fábio Antonio de Campos Fernando Henrique Lemos Rodrigues Copyright (c) 2015 História Econômica & História de Empresas 2015-03-17 2015-03-17 25 1 10.29182/hehe.v17i2.292 Josué de Castro e o combate ao neomalthusianismo https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/258 <p><span>A obra de Josué de Castro, tão esquecida pelos historiadores, continua extremamente atual, principalmente num momento em que o mundo sofre com uma alta vertiginosa dos preços dos alimentos, gerando insegurança e conflitos em diversas partes do planeta. Essa situação constitui um terreno fértil para a retomada de soluções fáceis e desumanas para o problema, consubstanciadas no ideário dos neomalthusianos, que foi violentamente atacado por Josué de Castro. Para ele, os neomalthusianos nada mais faziam que responsabilizar os próprios famintos pela fome, preconizando soluções racistas com vistas a manter os padrões de vida e consumo das populações dos países desenvolvidos.</span></p> Marina Gusmão de Mendonça Copyright (c) 2015 História Econômica & História de Empresas 2015-03-17 2015-03-17 25 1 10.29182/hehe.v17i2.258 Roberto Simonsen e a modernização do Brasil da Primeira República https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/324 <p><span>Este artigo analisa uma fase pouco conhecida da atuação do historiador e economista Roberto Simonsen: sua formação acadêmica na Politécnica de São Paulo e seus textos dos anos 1910 e 1920, anteriores à publicação da<span class="apple-converted-space"> </span><em>História econômica do Brasil</em><span class="apple-converted-space"><em> </em></span>(1937) e ao famoso debate com Eugênio Gudin (1944-45). Nesse início de carreira, Simonsen dirigiu a Companhia Construtora de Santos, integrou a Missão comercial à Inglaterra e engajou-se num debate sobre o asfaltamento em São Paulo. Desenvolve-se a ideia de que, neste momento, Simonsen estava preocupado com questões relativas à modernização do Brasil, que eram distintas dos problemas tratados posteriormente, relacionados à evolução industrial do Brasil e ao planejamento econômico. Nesse sentido, busca-se ressaltar especificidades que matizam rótulos e generalizações comumente atribuídos ao pensamento de Simonsen, tais como desenvolvimentista, precursor da CEPAL e antecipador da economia do desenvolvimento.</span></p><p><span> </span></p><p><span> </span></p> Luiz Felipe Bruzzi Curi Alexandre Macchione Saes Copyright (c) 2015 História Econômica & História de Empresas 2015-03-17 2015-03-17 25 1 10.29182/hehe.v17i2.324 O approche acadêmico sobre o rural brasileiro https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/254 This paper analyses the academic approach about the rural Brazil in the 1960s and 1970s. Based on a bibliography review, the results reveal that the subject rural became an issue of specific investigation to comprehend the singularity of the transformation process of the Brazilian society. The existence of a group of researchers and the production from this research confirms their interest, as well as the institutions that finance this research in the construction of a space of reflections on rural Brazil. Angélica Massuquetti Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2014-06-28 2014-06-28 25 1 10.29182/hehe.v17i1.254 Cultura de consumo e indústria na São Paulo da Belle Époque (1890-1915) https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/255 <p><span>O artigo faz uma análise sobre a formação do capitalismo no Brasil tendo como ponto de vista a cultura de consumo. Atentamos para algumas relações contraditórias entre a dinâmica de consumo e o incipiente processo de industrialização no Brasil, com enfoque na primeira. O objetivo do trabalho é o de estudar o lançamento das bases da dinâmica de consumo capitalista, assentada sobre a diferenciação, inclusão e exclusão, que detém certas especificidades inerentes à constituição do capitalismo em sua expressão periférica. </span></p><p><span>O período que vai de 1890 a 1915, a<span class="apple-converted-space"> </span><em>Belle Époque</em>, é o momento em que o capitalismo periférico se constitui na forma de economias primário-exportadoras. A maior parte dos estudos feita até o momento repousa sobre o processo de industrialização. Nosso estudo repousa sobre sua contraface: o consumo, visto aqui como um processo social. Nesse sentido, a temática da industrialização, claro de extrema importância, será vista sob o ângulo da dinâmica de consumo, que pretende captar as contradições nas relações de classe e frações de classe travadas em uma expressão regional do capitalismo brasileiro em formação. O processo de industrialização que se configura no interior do capitalismo periférico, dados seus limites sociais e técnicos, trava uma relação específica com a cultura de consumo nascente, que se traduz nas formas de falsificação e imitação. As fontes utilizadas residem, sobretudo, em fontes qualitativas, diários pessoais, relatos de viagem, livros de memória, literatura e crônicas do período.</span></p><p><span>Na relação entre o processo de diferenciação que caracteriza o consumo colocam-se dois atores em disputa: o fazendeiro tradicional, oligarca do café, e o imigrante que enriquece e passa a disputar um lugar na hierarquia social. O setor externo continua a ser a fonte de diferenciação social e os bens de consumo importados, instrumento de status. </span></p><p><span> </span></p><p> </p> Milena Fernandes Oliveira Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2014-06-28 2014-06-28 25 1 10.29182/hehe.v17i1.255 Interpretações de uma crise: os debates sobre moeda e comércio na Inglaterra durante o parlamento de 1621 https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/256 <p>The parliament of 1621 witnessed extensive debating of economic issues by those engaged in finding solutions for the exacting crisis which affected England at the time. These proceedings offer the background against which some of the most relevant economic literature of the period was produced. As debates progressed, two contrasting perspectives gradually emerged. One of them argued that monetary imbalances were responsible for bullion outflows and sluggish economic activity, while the other believed that monetary flows were ultimately caused by an unfavorable balance of trade. These were exactly the same issues at stake in the controversy between Gerard de Malynes and Edward Misselden in the early 1620’s, to which Thomas Mun would provide a solution with his strict adherence to the balance of trade. Thus, through an analysis of economic debates in the parliament of 1621, this paper seeks to offer an essential element for understanding early-17<sup>th</sup> century English economic thought.</p> Carlos Eduardo Suprinyak Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2014-06-28 2014-06-28 25 1 10.29182/hehe.v17i1.256 Dinâmica econômica recente e reestruturação produtiva no Rio Grande do Norte (1970-2000) https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/242 <p>Tem-se como propósito no presente trabalho, o estudo das transformações da economia do Rio Grande do Norte nas últimas três décadas do século XX. A objetivação de tal propósito implicou apresentar o processo de reestruturação das atividades preexistentes, bem como a emergência de novas atividades que imprimiram “novas dinâmicas” à economia estadual, fazendo com que a economia potiguar passasse da condição de economia fundada em atividades agropecuárias e extrativas à de economia baseada em atividades urbanas. A hipótese central do trabalho é que o Estado teve papel preponderante na configuração e reconfiguração espacial da produção no Rio Grande do Norte nas décadas estudadas. O trabalho baseia-se em revisão da literatura que estuda a economia potiguar em parte do período estudado, bem como em dados publicados pelo Ministério do Trabalho e do Emprego (MTE) e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).</p><p> </p> Marconi Gomes Silva Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2014-06-28 2014-06-28 25 1 10.29182/hehe.v17i1.242 Política social na ciência econômica germânica: Gustav von Schmoller e os imperativos éticos da historiografia alemã https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/262 <p><span>Trata de realizar uma introdução à ética científica do intelectual alemão Gustav von Schmoller (1838-1917), importante membro da Associação de Política Social (<em>Verein für Socialpolitik</em>) e proeminente historiador econômico do Império Alemão no fim do oitocentos e início do século vinte. Situando historicamente a formação da “nova” Escola História Alemã de Economia no contexto intelectual do período, buscar-se-á traçar, à luz dos escritos de Schmoller, os fundamentos de seus imperativos éticos na pesquisa e escrita da história no<span class="apple-converted-space"> </span><em>fin-de-siècle</em><span class="apple-converted-space"><em> </em></span>europeu. A interpretação de seus escritos e proposições em torno de uma específica ética científica permitirá situar suas ideias em um amplo contexto de debates a respeito da objetividade na produção do saber histórico. </span></p><p> </p> Marcelo Durão Rodrigues da Cunha Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2014-06-28 2014-06-28 25 1 10.29182/hehe.v17i1.262 Eram os senhores de engenho caloteiros? Reflexões sobre o crédito e os direitos de propriedade no mundo luso https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/259 <p>Este ensaio explora a imagem dos senhores de engenho devedores construída na historiografia e entre contemporâneos. Construiu-se a imagem de senhores maus pagadores, que se beneficiam de sua influência política para se evadir das cobranças de seus credores. O ensaio retoma essa discussão a partir das críticas que letrados moradores da Bahia fazem às práticas dos comerciantes e ao comportamento dos produtores de açúcar. O estudo desenvolve a ideia de que o endividamento crônico dos produtores de açúcar é fruto das práticas mercantis, decorre da economia sustentada no trabalho escravo e é alimentada pela necessidade de reproduzir a proeminência política dos produtores de açúcar. A despeito disso, não se concebe que os credores tomem a terra dos devedores. O eixo condutor da discussão é a noção histórica de direitos de propriedade.</p> Teresa Cristina de Novaes Marques Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2014-06-28 2014-06-28 25 1 10.29182/hehe.v17i1.259 Governar a Real Fazenda: composição e dinâmica da Junta da Fazenda de São Paulo, 1765-1808 https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/308 <p>Este artigo busca contribuir para a análise&nbsp;da formação do modelo estadualista na&nbsp;América portuguesa pelo estudo da Junta&nbsp;da Fazenda na capitania-geral de São Paulo&nbsp;no terceiro quartel do século XVIII. Destaca-se a importância das instituições de&nbsp;poder regional e suas variações para a&nbsp;construção e desenvolvimento não linear&nbsp;do paradigma estadualista no ultramar.&nbsp;Também são observados os processos de&nbsp;aprendizagem institucional de longa duração&nbsp;decorrentes das sucessivas criações e&nbsp;remodelações da Junta da Fazenda paulista.&nbsp;O artigo enfatiza a renovada inserção das&nbsp;elites mercantis da América portuguesa no&nbsp;reinado de d. José I, os diferentes estatutos&nbsp;da Junta da Fazenda de São Paulo nas décadas&nbsp;de 1760 e 1770, o papel de cada um&nbsp;dos membros da junta e a dinâmica de&nbsp;funcionamento da instituição.</p> <p>&nbsp;</p> Bruno Aidar Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2014-06-02 2014-06-02 25 1 10.29182/hehe.v16i2.308 Apreciações acerca do tráfico interno de escravos no oeste da província de São Paulo (Rio Claro, 1861-1869) https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/312 <p>Este artigo aborda aspectos da dinâmica do&nbsp;comércio interno de escravos ao longo dos&nbsp;anos que perpassam o intervalo 1861-1869.&nbsp;Empreendemos esta investigação a partir da&nbsp;análise de 320 Escrituras que registraram a&nbsp;compra-venda de 575 cativos, em Rio Claro,&nbsp;município pertencente ao oeste da província&nbsp;de São Paulo, que naquele período vivenciou&nbsp;os momentos iniciais da expansão ‘leste-oeste’ dos cafeeiros na chamada zona paulista.&nbsp;Com base no referido núcleo documental,&nbsp;realizamos apreciações econômicas e&nbsp;demográficas dos indivíduos que sofreram o&nbsp;fado das diferentes modalidades desse comércio.&nbsp;Além da introdução e das considerações&nbsp;finais, o texto é formado por outras quatro partes, quais sejam: no segundo e terceiro&nbsp;itens discutimos, respectivamente, o recorte&nbsp;espacial e temporal; em seguida, abordamos&nbsp;as fontes primárias que tivemos acesso nos arquivos cartoriais da cidade em apreço; por fim, tratamos, mais detidamente, das diferentes informações constantes nessas Escrituras.</p> Gabriel Rossini Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2014-06-01 2014-06-01 25 1 10.29182/hehe.v16i2.312 Captação e abastecimento de água na São Paulo de ontem e de hoje: continuidades e descontinuidades https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/289 <p>Este artigo se propõe a discutir o tema da&nbsp;captação de água destinada ao abastecimento&nbsp;da população da cidade de São Paulo e&nbsp;da Região Metropolitana de São Paulo. Sob&nbsp;a responsabilidade do governo do estado de&nbsp;São Paulo desde 1892, o artigo foca especialmente&nbsp;a continuidade de padrões de&nbsp;captação que foram reproduzidos ao longo&nbsp;do século XX, em paralelo às dinâmicas as&nbsp;transformações urbanas e econômicas que&nbsp;impuseram descontinuidades nos aspectos&nbsp;ligados à gestão da empresa encarregada da&nbsp;captação e distribuição e no aumento da&nbsp;demanda de água. Em meio a essas continuidades&nbsp;e descontinuidades, os custos&nbsp;sociais da falta d’água revelados pelo crescente&nbsp;aumento na sua demanda, em contraposição&nbsp;à ineficiente oferta, reproduzem desigualdades já instauradas na região, resultado&nbsp;de uma urbanização privada e desigual.</p> Fábio Alexandre dos Santos Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2014-02-16 2014-02-16 25 1 10.29182/hehe.v16i1.289 Para abastecer e exportar: as estradas de ferro no sul de Minas Gerais (1884-1910) https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/284 <p>O presente trabalho tem como objetivo estudar&nbsp;três companhias férreas do sul da província&nbsp;(e, posteriormente, estado) de Minas&nbsp;Gerais: E. F. Minas e Rio, Cia. Viação Férrea&nbsp;Sapucaí e Cia. E.F. Muzambinho, para entender,&nbsp;em termos de atividades econômicas,&nbsp;o que existia no Sul de Minas Gerais no&nbsp;advento de suas ferrovias e o que mudou&nbsp;com a chegada e formação delas. Essas empresas&nbsp;serviram a maior parte do chamado&nbsp;Sul de Minas, uma região que possuía um&nbsp;quadro produtivo diversificado em nosso&nbsp;recorte cronológico. Os fluxos demonstravam&nbsp;uma forte tendência dos produtos sul&nbsp;mineiros ao comércio interprovincial/interestadual,&nbsp;principalmente com o Rio de&nbsp;Janeiro e São Paulo. As atividades relacionadas&nbsp;à agricultura e pecuária voltadas para o&nbsp;abastecimento ou consumo interno predominavam&nbsp;quando os trilhos foram inaugurados&nbsp;e a produção cafeeira ainda era incipiente,&nbsp;mas se expandia com consistência.</p> <p>Contudo, com o passar dos anos e o prolongamento dos trilhos, o perfil produtivo sul mineiro começou a se alterar. Não obstante o forte aumento da exportação de gado, o café caminha para se tornar o principal produto agrícola sul mineiro. Porém, os tradicionais produtos exportados pela região ainda continuam com forte presença até 1910, justamente o ano em que as três companhias são aglutinadas, formando a Companhia de Estradas Férreas Federais Brasileiras, CEFFB – Rede Sul Mineira. Foi também muito importante a presença da Companhia Mogiana de Estradas de Ferro em alguns pontos da região, que captou boa parte da produção local e, consequentemente, desviou a exportação de localidades que utilizavam ou, potencialmente poderiam utilizar, os serviços das outras três companhias.</p> Marcel Pereira da Silva Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2014-02-14 2014-02-14 25 1 10.29182/hehe.v16i1.284 Políticas agrícolas e patronato agroindustrial no Brasil (1909-1945) https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/286 <p>Os estudos sobre políticas agrícolas no Brasil tomam o movimento de 1930 como marco de sua gênese, secundarizando o papel do Ministério da Agricultura em sua promoção muito antes dele. Partindo de referenciais teóricos gramscianos, o trabalho demonstra que a análise das políticas agrícolas tampouco pode desconsiderar as entidades patronais agroindustriais existentes cujos distintos interesses, inscritos junto a essa Pasta, determinaram as linhas de sua atuação. Logo, o Ministério da Agricultura definiu e praticou grandes eixos de políticas agrícolas desde frendo algumas in inícios do século XX, sofrendo algumas­ inflexões após 1930 perante a perda do monopólio da Sociedade Nacional da Agricultura sobre os quadros diri­gentes ministeriais, aos quais foram incorporados porta-vozes da Sociedade Rural Brasileira, até então ausentes de sua composição política.</p> Sonia Regina de Mendonça Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2014-02-14 2014-02-14 25 1 10.29182/hehe.v16i1.286 Braços para a colheita: sazonalidade e permanência do trabalho temporário na agricultura paulista (1890-1915), de Claudia Tesssari https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/267 <p>Fruto da pesquisa de doutorado da autora, a obra “Braços para a colheita: sazonalidade e permanência do trabalho temporário na agricultura paulista (1890-1915)”, estuda, como o próprio título sugere, o mercado de trabalho agrícola paulista na virada do século XIX para o século XX.</p> <p>Dividido em 5 capítulos, o livro representa uma importante contribuição às pesquisas sobre o mercado de trabalho rural no período indicado, especialmente por apontar a importância dos trabalhadores livres nacionais, fato negligenciado por parte considerável da historiografia sobre mercado de trabalho no século XIX e XX, que sempre tratou este grupo específico como “marginal” ou “residual”.</p> Nilton Pereira dos Santos Nilton Pereira dos Santos Copyright (c) 2014-02-13 2014-02-13 25 1 10.29182/hehe.v16i1.267 Carlos Roberto Antunes dos Santos https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/268 <p>Texto apresentado no X Congresso Brasileiro de História Econômica e 11 Conferência Internacional de História de Empresas realizado em Juiz de Fora, MG, Setembro de 2013.</p> Armando Dalla Costa Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2014-02-13 2014-02-13 25 1 10.29182/hehe.v16i1.268 Ciro Flamarion Santana Cardoso https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/269 <p>A História está de luto: a história do Brasil, a história no Brasil, a história antiga, a história contemporânea, a história que produzimos em cada dia na vida social, a história refletida e pensada por alguns historiadores, a história que se faz nas ruas, a história comprometida com a luta social e com uma reflexão aguda e crítica. Perdemos no dia 29 de junho de 2013 um dos nossos maiores historiadores, Ciro Flamarion Santana Cardoso.</p> Virginia Fontes Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2014-02-13 2014-02-13 25 1 10.29182/hehe.v16i1.269 Jacob Gorender https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/270 <p>Texto apresentado no X Congresso Brasileiro de História Econômica e 11 Conferência Internacional de História de Empresas realizado em Juiz de Fora, MG, Setembro de 2013.</p> João Antônio de Paula Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2014-02-13 2014-02-13 25 1 10.29182/hehe.v16i1.270 Apresentação https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/271 Apresentação Equipe Editorial Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2014-02-13 2014-02-13 25 1 10.29182/hehe.v16i1.271 institutional framework of the classical gold standard: examining the first historical wave of financial globalization https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/291 <p>Economic historians have published an extensive literature discussing the reasons for the emergence of the global financial markets from the late nineteenth century until the beginning of the First World War. They have presented different interpretations and methods to deal with the complexity of the financial globalization period, however, many of them does not take into account two related aspects to the formation of global financial markets that are crucial for this article: 1) the role of institutions by institutional furniture to the international financial integration; and 2) the importance of the institutional framework evolution from a historical perspective for the emergence of the gold standard. The article examines the role played by the institutions in the process of global markets integration in the 1870-1914 period. Therefore, it deals with the economic policy that was implemented by core countries of the time, and with technological innovations that have led to financial integration, such as mechanical minting coinage, the telegraph and the telephone. The main conclusion is that the evolution of a dense network of historically specific institutions lies on the foundations of the classical gold regime.</p><p> </p> Alexandre Ottoni Teatini Salles Copyright (c) 2013-07-16 2013-07-16 25 1 10.29182/hehe.v16i1.291 Os futuros do passado: projetos oitocentistas para o desenvolvimento do “norte de Minas” https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/219 <p>No final do século XIX, as transformações políticas, econômicas, sociais e culturais experimentadas pelo Brasil estimularam diversos integrantes das elites nacionais a elaborarem propostas para o futuro do país. Em Minas Gerais, província na qual avançava nas camadas dominantes a percepção crescente de seu atraso relativo, esse debate também ocorreu. O objetivo deste trabalho é analisar alguns projetos de desenvolvimento regional formulados nas cidades de Diamantina e Araçuaí, divulgados na imprensa local, em ações da Igreja Católica e campanhas políticas. Pretende-se indicar as convergências e divergências existentes nesses projetos, bem como os aspectos que conservam relevância na atualidade. As fontes utilizadas são textos de memorialistas, matérias de jornais, documentos da Diocese de Diamantina e panfletos políticos.</p> <p>&nbsp;</p> Marcos Lobato Martins Copyright (c) 2013-02-26 2013-02-26 25 1 10.29182/hehe.v15i1.219 O papel do FUNRES na transição da economia capixaba https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/220 <p>O objetivo deste trabalho é analisar a primeira década de atuação do Fundo de Recuperação Econômica do Espírito Santo (FUNRES), identificando em que medida ele contribuiu para a retomada do crescimento da economia capixaba após a crise que se instalou com a erradicação dos cafezais na década de 1960. Esse momento foi marcado pela desmobilização da base agrária, o que exigiu ações efetivas para recuperação de sua economia. Criado em 1969, o FUNRES continua funcionando. No entanto, a hipótese deste trabalho é a de que foi durante a década de 1970 que ele teve maior importância para o desenvolvimento da economia do estado, razão pela qual sua operacionalização durante aquele período é o objeto deste artigo. A despeito de sua importância para a retomada do crescimento da economia capixaba, é demonstrado que o FUNRES apresentou-se espacialmente concentrado na capital do estado e no seu entorno, além de não ter promovido um processo de diversificação da estrutura industrial.</p> Fernando Cézar de Macedo Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2013-02-26 2013-02-26 25 1 10.29182/hehe.v15i1.220 Portos do sertão e mercado interno: nascimento e evolução do porto do Açu-Oficinas (1750-1860) https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/221 <p>Na América portuguesa, na segunda metade do século XVIII, os portos do sertão, situados no litoral setentrional da Colônia, mais especificamente nas capitanias do Ceará e Rio Grande do Norte, surgiram a partir da produção de mercadorias típicas dessa área, comercializadas no mercado interno colonial. No presente artigo, estudamos a evolução de um desses portos – o porto do Açu-Oficinas, na capitania/província do Rio Grande do Norte –, investigando a relação entre o declínio de sua atividade e a expansão da agroexportação nessa província, ocorrida em meados do século XIX. O novo desenho das vias de comércio, decorrente dessa expansão, garantiu o estabelecimento da hegemonia do porto de Natal, capital da província.</p> <p>&nbsp;</p> Denise Mattos Monteiro Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2013-02-26 2013-02-26 25 1 10.29182/hehe.v15i1.221 Panorama histórico da fábrica de ferro São João de Ipanema e suas características pré-industriais https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/222 <p>A trajetória histórica da Fábrica de Ferro São João de Ipanema em Sorocaba (SP) foi uma das mais longas quando se trata de empreendimentos públicos no Brasil. Seu desenvolvimento remonta ao final do período colonial e se estende até os anos finais do século XIX, com muitas contramarchas, interrupções em suas atividades, retomada de investimentos ao longo de mais de um século de funcionamento. Esteve em todo esse período sob o olhar do Estado imperial, ora vista como excessivo peso aos cofres públicos, ora apontada como solução modernizadora para o país. Neste artigo contemplei os aspectos históricos da Fábrica desde suas origens até o encerramento de suas atividades. O desenvolvimento do texto foi feito com base em uma periodização que busca demonstrar as várias fases pelas quais passou a companhia.</p> <p>&nbsp;</p> Mário Danieli Neto Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2013-02-26 2013-02-26 25 1 10.29182/hehe.v15i1.222 O Instituto do Açúcar e do Álcool e a Indústria do Álcool-motor no primeiro governo Vargas (1930-1945) https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/223 <p>O trabalho tem como objetivo analisar a indústria do álcool-motor no primeiro governo Vargas, 1930-1945. A década de 1920 trouxe um agravante para a produção açucareira brasileira: a crescente e moderna produção açucareira de São Paulo. Com problemas na exportação do açúcar no mercado internacional desde o final do século XIX, a produção brasileira, até então hegemonizada por Pernambuco e Rio de Janeiro (Campos dos Goitacases), ficou limitada ao consumo interno e com a crescente produção paulista, acentuou-se a competição pelo mercado, com queda nos lucros e um maior endividamento. A crise de 1929 e a depressão mundial seguinte pioraram a situação do mercado externo e interno. Em face de tal situação, o Estado brasileiro que se instalou com o Golpe de 1930, passou a intervir em vários setores da economia. No caso específico do açúcar, com o intuito de resolver não só questão de mercado, como também na política dos grupos envolvidos (usineiros, plantadores de cana e outros), foi criada a autarquia Instituto do Açúcar e do Álcool (I.A.A.) que gradativamente, e mesmo com resistências principalmente dos usineiros, passou a intervir no setor açucareiro. Uma das soluções foi a criação da indústria álcool-motora, que produziu uma mistura carburante resultado da mistura do álcool (anidro e/ou hidratado) mais a gasolina. O álcool-motor teve uma produção crescente no período, até que eclodiu a 2ª Guerra Mundial. Em virtude dos problemas ligados ao conflito, da tecnologia e da resistência do próprio setor açucareiro, principalmente da indústria açucareira paulista, o combustível teve sua produção diminuída e, com a queda de Vargas em 1945, praticamente deixou de ser produzido, retornando somente no 2º Governo Vargas e, principalmente, com o Pró-Álcool no governo militar da década de 1970. Porém esta é outra história.</p> Carlos Gabriel Guimarães Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2013-02-26 2013-02-26 25 1 10.29182/hehe.v15i1.223 Apresentação https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/218 --- Equipe editorial Copyright (c) 2012-10-05 2012-10-05 25 1 10.29182/hehe.v12i1.218 Apresentação https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/217 <p>Este número da revista História Econômica &amp; História de Empresas é dedicado à memória de Tamás József Márton Károly Szmrecsányi. Nasceu em Budapeste (Hungria) em 1936 e faleceu em São Paulo no dia 16 de fevereiro de 2009. Fundador, primeiro Presidente e membro nato do Conselho de Representantes da ABPHE , também foi o criador da revista História Econômica &amp; História de Empresas e seu editor por vários anos. Não há nenhum exagero em afirmar que a existência da ABPHE e a da revista se devem não só à iniciativa, mas principalmente ao empenho e à sua persistência. Ao dedicar este número à memória de Tamás, expressamos o reconhecimento pelo que realizou pela ABPHE e pelos pesquisadores de história econômica no Brasil.</p> Equipe editorial Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-10-05 2012-10-05 25 1 10.29182/hehe.v11i2.217 Apresentação https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/216 --- Equipe editorial Copyright (c) 2012-10-05 2012-10-05 25 1 10.29182/hehe.v11i1.216 Agradecimentos https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/215 --- Maria Alice Rosa Ribeiro Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-10-05 2012-10-05 25 1 10.29182/hehe.v10i2.215 Apresentação https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/214 --- Equipe editorial Copyright (c) 2012-10-05 2012-10-05 25 1 10.29182/hehe.v10i2.214 Apresentação https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/213 --- Equipe editorial Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-10-05 2012-10-05 25 1 10.29182/hehe.v10i1.213 Apresentação https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/211 --- Equipe editorial Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-10-05 2012-10-05 25 1 10.29182/hehe.v9i2.211 Apresentação https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/210 Neste número de História Econômica 8c História de Empresas, trazemos uma seleção de artigos com temáticas bem variadas, que abordam questões da História Econômica Geral, do Brasil, dos Estados Unidos e da Argentina. Equipe editorial Copyright (c) 2012-10-05 2012-10-05 25 1 10.29182/hehe.v9i1.210 Apresentação https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/209 <p>Este número de História Econômica &amp; História de Empresas traz seis artigos com temáticas de estudo diversificadas, além de uma resenha bibliográfica, tal com o a orientação dos números anteriores do nosso periódico. Os artigos publicados abarcam temas interessantes da História Econômica brasileira nos séculos XIX e XX, da História Empresarial Argentina dos anos 1960 e 1970, da História Econômica portuguesa dos séculos XII ao XVI e da História Empresarial norte-americana contemporânea.</p> Equipe editorial Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-10-05 2012-10-05 25 1 10.29182/hehe.v8i2.209 Apresentação https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/208 --- Equipe editorial Copyright (c) 2012-10-05 2012-10-05 25 1 10.29182/hehe.v8i1.208 Apresentação https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/207 --- Equipe editorial Copyright (c) 2012-10-05 2012-10-05 25 1 10.29182/hehe.v7i2.207 Apresentação https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/206 <p>---</p> Equipe editorial Copyright (c) 2012-10-05 2012-10-05 25 1 10.29182/hehe.v7i1.206 Apresentação https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/205 <p>Três artigos derivados de pesquisas e outros três a respeito de temas historiográficos compõe m este décimo-primeiro número de nossa Revista, que também traz a boa nova da indexação de seu conteúdo pelo Journal of Economic Literature dos Estados Unidos, nas versões eletrônica on Une e CD-Rom.</p> Equipe editorial Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-10-05 2012-10-05 25 1 10.29182/hehe.v6i2.205 Apresentação https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/204 <p>Os quatro primeiros artigos deste décimo número de nossa Revista trazem à baila alguns importantes elementos constitutivos das raízes históricas da economia e da sociedade do Brasil contemporâneo. O papel do Estado no desenvolvimento econômico do País é discutido em perspectiva comparada no texto de abertura. A valorização do apoio à indústria nacional por um de seus primeiros e mais articulados defensores é apresentada no segundo. Já o terceiro trata da urbanização acelerada e da intensa modernização da infra-estrutura física e dos modos de vida de uma das nossas principais metrópoles, a antiga Capital Federal, na época do início da eletrificação de seus sistemas de iluminação, transportes, telecomunicações e produção industrial. Tudo isto sem esquecer o exame, no quarto artigo, das origens do consumo de massa de uma das principais marcas da cerveja nossa de cada dia...</p><p>Por sua vez, os dois artigos restantes inserem-se na tradição já firmada de valorização de nossa perspectiva internacional, inclusive prestigiando a colaboração de autores de outros países. Um deles estuda a atuação da empresa de aviação espanhola Iberia no transporte intercontinental de passageiros da América Latina durante as décadas de 1960 e 1970. Enquanto que o outro volta-se para a mais remota Antigüidade, analisando as concepções econômicas vigentes no Egito dos faraós, e comprovando que a historiografia econômica é aplicável à trajetória de todas as civilizações em qualquer latitude.</p> Equipe editorial Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-10-05 2012-10-05 25 1 10.29182/hehe.v6i1.204 Soldados e Negociantes na Guerra do Paraguai https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/203 <p>A Guerra do Paraguai constitui um marco na história do Brasil. Foi o primeiro acontecimento histórico em que todas as regiões do País estiveram representadas em um a causa comum. Não constitui exagero afirmar que o conflito contribuiu para a construção da identidade nacional, para o sentir-se brasileiro. Também não é exagero afirmar que o conflito serviu com o catalisador das contradições internas do Estado Monárquico.</p><p>Para vencer a Guerra, o Império organizou um Exército numeroso, que desenvolveu espírito de corpo nos campos de batalha, e que, ao retornar vitorioso ao Brasil, dissociou-se da Coroa e identificou-se com a Nação, tornando-se instrumento do golpe de Estado que proclamou a República. Como conseqüência dos gastos no Paraguai, as finanças públicas brasileiras tornaram-se deficitárias e, em 1888 , quando a Princesa Izabel aboliu a escravidão, não pôde atender os reclamos dos proprietários de escravos para serem indenizados pelo que consideravam ser a desapropriação, pelo Poder Público de sua propriedade privada. Dessa forma, o Estado Monárquico perdeu sua base política de apoio, facilitando a Proclamação da República.</p> Francisco F. Monteoliva Doratioto Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-10-05 2012-10-05 25 1 10.29182/hehe.v5i2.203 Maldita Guerra https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/202 <p>O livro Maldita Guerra de Francisco Doratioto tem com o eixo central a narrativa seqüencial das batalhas da Guerra do Paraguai, precedida de uma avisada exposição sobre suas motivações imediata se mesmo de remotas origens coloniais. Assim descrito pode parecer que nada de novo nos reserva esse livro com 485 páginas de texto corrido. No entanto, ele é surpreendente e inovador, pelo menos dentro da bibliografia sobre o tema.</p><p>O que o faz definitivamente ímpar, sem deixar de lado a linguagem leve e fluente, a edição cuidados a e a pesquisa profunda, é que o Autor, apaixonado confesso pelo tema, deu à narrativa sobre a Guerra do Paraguai o movimento e o tempo da própria guerra. Não se saberá se consciente ou inconscientemente Francisco Doratioto chegou a essa construção literária, mas é ela que faz do livro a primeira obra, dentre tantas conhecidas sobre militarismo e política no período, que vai finalmente proporcionar acesso à realidade daquela guerra ao grande público brasileiro. Sem abdicar do trabalho científico, Doratioto encontrou aí a forma adequada, quase cinematográfica, para construir sua contribuição. Em conseqüência a leitura flui fácil e o que está por vir é sempre atraente.</p> Rui G. Granziera Copyright (c) 2012-10-05 2012-10-05 25 1 10.29182/hehe.v5i2.202 Política de terras no Brasil: elite agrária e reação à legislação fundiária na passagem do Império para a República https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/201 <p>A passagem das terras públicas para a jurisdição dos Estados foi determinada pela Constituição de 1891, mantendo-se os preceitos fundamentais da Lei de Terras de 1850. Esse processo provocou reações políticas na elite agrária brasileira e caracterizou-se pela sua resistência à obrigatoriedade do registro de propriedades e pelo seu interesse em continuar se apossando ilegalmente de terras públicas. O presente artigo analisa os argumentos utilizados por um dos expoente s dessa elite no Rio Grande do Norte em sua posição contrária à primeira lei fundiária estadual. Neste sentido, pretende contribuir para um resgate do pensamento das elites agrárias no início da Primeira República.</p> Denise Mattos Monteiro Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-10-05 2012-10-05 25 1 10.29182/hehe.v5i2.201 Regiões esquecidas da História: um estudo da organização da mão-de-obra em fazendas do Oeste paulista no período de transição https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/200 <p>O propósito do artigo é discutir as formas de organização da mão-de-obra implementadas em duas fazendas localizadas em Araraquara e São Carlos, Oeste Paulista, no período da transição da escravidão ao trabalho livre. Através do exame dos livros de administração das fazendas abrangendo os anos entre 1877 e 1888, foi possível analisar os diferentes arranjos de trabalho combinados entre escravos, libertos e nacionais, num momento em que os fazendeiros em outras regiões já haviam utilizado o recurso da imigração européia, através dos regime de parceira, locação de serviços e colonato</p> Rosane Carvalho Messias Monteiro Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-10-05 2012-10-05 25 1 10.29182/hehe.v5i2.200 Apresentação https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/199 <p>Distinguindo-se dos anteriores, este número de História Econômica &amp;História de Empresas não chega a apresentar um eixo temático central nitidamente delineado, refletindo pelo contrário bastante diversidade no seu conteúdo. Mais do que de dispersão, trata-se de um sinal de riqueza - uma riqueza de assuntos, de perspectivas e de linhas teóricas. Riqueza que aponta para as múltiplas maneiras de cultivar e de fazer avançar nossas disciplinas.</p> -- - Copyright (c) 2012-10-05 2012-10-05 25 1 10.29182/hehe.v5i2.199 Apresentação https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/198 <p>As comparações entre as trajetórias históricas do Brasil e dos Estados Unidos há tempos vêm povoando tanto os devaneios e o imaginário de nossas elites como as reflexões de nossos intelectuais. Trata-se de um assunto do qual a historiografia econômica e das empresas não poderiam estar ausentes. Dando nossa contribuição ao estudo do tema, publicamos neste número três artigos que o evocam diretamente, e mais dois que também poderão vir a ser utilizados nesse tipo de exercício.</p> -- - Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-10-05 2012-10-05 25 1 10.29182/hehe.v5i1.198 Apresentação https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/197 --- -- - Copyright (c) 2012-10-05 2012-10-05 25 1 10.29182/hehe.v4i2.197 Apresentação https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/196 --- -- - Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-10-05 2012-10-05 25 1 10.29182/hehe.v4i1.196 Apresentação https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/195 <p>Completando seu terceiro ano de vida, História Econômica &amp; História de Empresas continua neste quinto número a inovar em relação aos anteriores, trazendo novos temas para debate e abrindo cada vez mais o leque de seus interesses. Mas, ao mesmo tempo, esta revista vai também assumindo algumas feições definitivas de um periódico voltado para a discussão de questões fundamentais do desenvolvimento de nosso país e da América Latina, e atento aos problemas histórico-econômicos do mundo. As boas análises desses problemas e dessas questões já adquiriram nesta publicação a garantia de uma acolhida privilegiada, independentemente dos assuntos que tratam e do idioma em que foram originalmente elaboradas.</p> -- - Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-10-05 2012-10-05 25 1 10.29182/hehe.v3i2.195 Resenha bibliográfica / book review https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/191 <p>O propósito geral da Autora é o de refletir sobre as características, as mudanças e as continuidades observáveis na economia argentina durante os nove anos do primeiro governo peronista, procurando confrontar os discursos oficiais com as conseqüências objetivas de sua política econômico-financeira . Através deste procedimento, ela nos desvenda, com o seria de se esperar, um panorama complexo e heterogêneo, além de contraditório, muito diverso das histórias oficiais favoráveis ou contrárias a Perón. Centrando sua análise no crédito concedido às empresas — sua distribuição, suas condições e seu uso — o livro nos mostra como a referida política foi-se constituindo e se transformando através do tempo, e como acabou tendo que se ajustar, na década de 1950, a uma correlação de forças externa se internas crescentemente desfavorável à manutenção do peronismo originário.</p> Tamás Szmrecsányi Copyright (c) 2012-07-23 2012-07-23 25 1 10.29182/hehe.v8i2.191 Wal-Mart e sua estratégia para o varejo norte-americano e internacional https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/190 <p>Este texto tem como objetivo analisar a história da Wal-Mart, empresa que iniciou suas&nbsp;atividades em Bentonville, pequena vila do&nbsp;sudoeste norte-americano, e acompanhar&nbsp;sua evolução e importância para o desenvolvimento do varejo. Outro aspecto estudado é a participação do fundador da empresa, assim como o dos sucessores. Neste&nbsp;caso, para garantir a sua continuidade, Sam&nbsp;Walton organizou a firma de tal modo que&nbsp;os herdeiros pudessem ocupar os principais&nbsp;postos de comando no Conselho de Administração, enquanto a direção executiva da&nbsp;empresa fosse gerida por executivos profissionais. O texto destaca ainda o planejamento feito pelos diretores para elaborar um&nbsp;plano estratégico de expansão no sentido&nbsp;de ocupar os mercados americano, asiático&nbsp;e europeu. Para continuar sua trajetória de&nbsp;crescimento a firma buscará ser competitiva tanto no mercado interno norte-americano como ocupar cerca de vinte países mais&nbsp;significativos no mundo.</p> Armando João Dalla Costa Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-23 2012-07-23 25 1 10.29182/hehe.v8i2.190 A pesquisa histórica na defesa da concorrência: inferência a partir do caso cvrd e samitri https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/189 É crescente a importância da pesquisa histórica em análises de Defesa da Concorrência. Na base desta mudança estão as contribuições da Nova Economia Institucional e de sua contraparte no Direito, a Teoria dos Contratos Relacionais. Este artigo contrapõe algumas destas contribuições à visão prevalecente, utilizando, para tanto, um caso submetido ao Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência (SBDC), em que a análise histórica conduz a um resultado distinto daquele fundado em uma análise das práticas empresariais separadas do contexto histórico de suas relações contratuais. Paulo Furquim de Azevedo Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-23 2012-07-23 25 1 10.29182/hehe.v8i2.189 Os mineiros em Santa Catarina: emprego, salários, relação capital x trabalho e produtividade da mão-de-obra (1980-1999) https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/188 <p>Dentre os reflexos da crise econômica do&nbsp;final da década de 1980 e início da década&nbsp;de 1990, bem como da adoção do receituário neoliberal que deu sinais já no governo&nbsp;Sarney (1985-1989), mas que passou a dirigir a política econômica nos governos de&nbsp;Collor e Fernando Henrique Cardoso, houve conseqüências marcantes ao mercado de&nbsp;trabalho no Sul de Santa Catarina. No setor&nbsp;carbonífero, que vivia desde Vargas sob a&nbsp;proteção estatal, o mercado de trabalho foi&nbsp;o primeiro a sofrer as conseqüências com as&nbsp;primeiras variações negativas no estoque de&nbsp;vagas, já em meados da década de 1980. Entretanto sua maior crise vai ocorrer justamente na década de 1990, com a desregulamentação da atividade e com as privatizações, que envolveram tanto diretamente o&nbsp;setor, como na Carbonífera Próspera, como&nbsp;indiretamente, com no Lavador de Capivari, na Indústria Carboquímica Catarinense e&nbsp;na Usina Termelétrica Jorge Lacerda. Além&nbsp;da redução drástica das vagas no mercado de&nbsp;trabalho, com mudança significativa na posição do setor carbonífero na oferta de vagas&nbsp;ao mercado de trabalho do Sul de Santa&nbsp;Catarina, ocorreu a precarização das condições de trabalho, com redução das rendas&nbsp;do trabalho e com o enfraquecimento dos&nbsp;sindicatos e das lutas dos trabalhadores mineiros.</p> Maurício Aurélio dos Santos Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-23 2012-07-23 25 1 10.29182/hehe.v8i2.188 Trayectorias divergentes, finales convergentes, un análisis comparativo de la crisis y control estatal de dos empresas argentinas: Siam y Winco https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/187 <p>No final dos anos 1960 e no inicio dos anos&nbsp;1970, um grupo de empresas privadas da&nbsp;Argentina, expressivas nos seus ramos de&nbsp;produção, foram colocadas em xeque pela&nbsp;crise económica. Militas delas procuraram&nbsp;proteger-se sob uma lei chamada "Regime&nbsp;especial de ajuda às empresas nacionais cora&nbsp;dificuldades econômicas", regulamentada&nbsp;durante o governo do general J.C. Onganía, em 1968. Apesar dos benefícios que esta&nbsp;lei outorgava, algumas destas firmas não puderam recuperar-se e ficaram sob o controle estatal.&nbsp;Baseado em fontes primárias, este artigo estuda o caso de duas firmas emblemáticas da&nbsp;indústria argentina, SIAM e WINCO. Embora as diferenças nas trajetórias produtivas&nbsp;de ambas tenham sido notáveis, seu destino&nbsp;final seria o mesmo: a passagem do controle das mãos privadas ao Estado, para sua posterior liquidação, num contexto de uma política económica que pretendia reduzir a intervencão do setor público na economia.&nbsp;</p> Graciela Pamin Marcelo Rougier Copyright (c) 2012-07-23 2012-07-23 25 1 10.29182/hehe.v8i2.187 Formação do mercado de trabalho no Nordeste: escravos e trabalhadores livres no Rio Grande do Norte https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/192 - Denise Mattos Monteiro Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-23 2012-07-23 25 1 10.29182/hehe.v8i2.192 Incentivos à localização em Trás-os-Montes e Alto Douro (os séculos XIIi-XVI) https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/186 <p>Este trabalho debruça-se sobre a importância dada aos incentivos à localização, na região de Trás-os-Montes e Alto Douro (Portugal), durante os séculos XII a XVI. Procura testar a hipótese de que a actualização&nbsp;dos incentivos é condicionante da atractividade dos concelhos. Para o efeito recorre&nbsp;a um modelo sugerido tradicionalmente no&nbsp;contexto da localização industrial. Como&nbsp;resultados da evidência documental, conclui que, no período em consideração, a&nbsp;presença de incentivos actualizados era relevante nas decisões descentralizadas, especialmente contempladas nos documentos&nbsp;intitulados "Forais".</p> Paulo Jorge Reis Mourão Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-23 2012-07-23 25 1 10.29182/hehe.v8i2.186 resenhas bibliográficas / book reviews https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/185 <p>A histórica econômica da escravidão te m avançado muito, nos últimos anos, tanto no Brasil, como no estrangeiro (e.g. Elbl, 2004 ; Florentino , 2002). Multiplicam-se tanto os estudos de caso, com o os estudos mais amplos, e os dois volumes aqui reunidos correspondem bem a estas duas vertentes. Pétré-Grenouilleau, historiador econômico, autor de outros clássicos sobre o tráfico negreiro (Pétré-Grenouilleau 1995 ; 1996 ; 1997 ; 1998), apresenta uma visão macroscópica do comércio de cativos africanos, com a novidade de inseri-lo em um contexto histórico mais amplo e anterior à expansão marítima européia . Atribui a "invenção " do tráfico negreiro ao mundo muçulmano, a partir do século VII d.C. e calcula que , até o final do século XX , cerca de 14 milhões de pessoas tenham sido deportadas para terras islâmicas, da África do Norte ao Extremo Oriente. A entrada em cena do tráfico atlântico insere-se, portanto, em uma tradição muito anterior e que forneceu a base para sua efetivação, com um total estimado de 11.698.000 pessoas traficadas no Atlântico entre 1450 e 1900.</p> Pedro Paulo A. Funari Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-23 2012-07-23 25 1 10.29182/hehe.v8i1.185 A defesa da estratégia desenvolvimentista II PND https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/184 <p>O foco deste trabalho consiste na avaliação&nbsp;da análise elaborada pelos economistas defensores da estratégia desenvolvimentista II&nbsp;PND, durante sua implementação. A adoção desta estratégia desenvolvimentista, em&nbsp;um ambiente de grave instabilidade econômica, gerou naquele momento um amplo debate entre os economistas. Para os&nbsp;defensores da estratégia, o plano representava mais que o ajuste estrutural da economia para a crise do petróleo, estava inserido&nbsp;no projeto "Brasil Potência" e seria adotado independentemente da crise. Entre os&nbsp;resultados obtidos com a pesquisa, vale destacar a defesa pública do II PND, realizada&nbsp;por Simonsen, e a apologia que Campos&nbsp;fez das vantagens do regime político fechado, conduzido pela tecnocracia- desenvolvimentista, para a implementação de um&nbsp;plano intervencionista e estatizante.</p> Vanessa Boarati Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-23 2012-07-23 25 1 10.29182/hehe.v8i1.184 O debate sobre a desigualdade de renda no Brasil: da controvérsia dos anos 70 ao pensamento hegemônico nos anos 90 https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/183 <p>Este trabalho tem por objetivo principal&nbsp;delinear a História do Pensamento Econômico Brasileiro sobre a desigualdade de renda no Brasil a partir da década de 60. Em&nbsp;primeiro lugar, faz-se uma análise do debate sobre as causas do aumento da desigualdade de renda brasileira na década de 60&nbsp;(que ficou conhecido como a "Controvérsia de 70"). Após isto, faz-se uma análise dos&nbsp;argumentos dos economistas contemporâneos (da década de 90) sobre as causas da&nbsp;elevada e estável desigualdade de renda no&nbsp;Brasil. Finalmente, compara-se os dois períodos de pensamento para se saber como&nbsp;o debate tem evoluído.</p> Rodrigo Mendes Gandra Copyright (c) 2012-07-23 2012-07-23 25 1 10.29182/hehe.v8i1.183 A herança "sesmeira-pecuarista" e seus reflexos sobre o desenvolvimento atual: o caso de Encruzilhada do Sul-RS, segundo uma abordagem de sistemas agrários https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/182 <p>No estudo da herança "sesmeira-pecuarista"&nbsp;de Encruzilhada do Sul, constata-se que ela&nbsp;pautou em muito as históricas relações existentes entre pequenos e grandes produtores rurais e o atual nível de desenvolvimento&nbsp;municipal. Através de uma abordagem voltada para os sistemas agrários, o presente&nbsp;artigo tem por objetivo analisar a origem&nbsp;desta herança, fazendo uma reflexão sobre&nbsp;suas conseqüências atuais. O fato é que, mais&nbsp;recentemente, a concentração de terras, reforçada pelo modelo modernizador, constitui-se num entrave estrutural a outros modelos de desenvolvimento, com uma maior&nbsp;inclusão dos mais diversos produtores rurais. Grande parte dos municípios da região&nbsp;sul do Rio Grande do Sul passaram por um&nbsp;processo semelhante de ocupação e formação, já que estes locais foram construídos&nbsp;socialmente dentro de um espaço e de um&nbsp;tempo comum.</p> Rafael Perez Ribas Lovois de Andrade Miguel Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-23 2012-07-23 25 1 10.29182/hehe.v8i1.182 Federalismo fiscal no Brasil, 1889-1988: competências tributárias, transferências intergovernamentais e coordenação fiscal https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/181 <p>Este texto analisa fatores econômicos e institucionais que exerceram influência determinante na evolução do perfil das competências tributárias, das transferências fiscais intergovernamentais e da abrangência da capacidade do governo central em coordenar as ações fiscais dos entes federados, no período 1889-1988. O objetivo é apresentar contribuições para a elaboração de uma história econômica das relações fiscais intergovernamentais no Brasil. São analisados dados estatísticos e argumentos apresentados na literatura especializada. O texto aponta para um processo lento e não linear de aperfeiçoamento das instituições que presidem o federalismo fiscal brasileiro.</p> Mauro Santos Silva Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-23 2012-07-23 25 1 10.29182/hehe.v8i1.181 Patrones de inversión y negocios en Buenos Aires en la primera mitad del siglo XIX: la trayectoria de Tomás Manuel de Anchorena https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/180 <p>Este artículo examina la trayectoria de Tomás&nbsp;Manuel de Anchorena con el objetivo de&nbsp;analizar cómo la elite económica porteña&nbsp;respondió a la crisis de independencia.&nbsp;Habitualmente se afirma que la destrucción&nbsp;del orden sobre el cual la elite mercantil&nbsp;colonial había basado su primacía &nbsp;económica forzó a este grupo a desplazarse&nbsp;del comercio a la producción agropecuaria.&nbsp;Los Anchorena, que en esas décadas se&nbsp;convertirían en la principal familia terrateniente argentina, son usualmente descriptos &nbsp;como un ejemplo paradigmático&nbsp;de este giro del comercio hacia la tierra.&nbsp;Sin embargo, la evidencia aquí presentada&nbsp;sugiere que esta interpretación debe ser&nbsp;revisada. Un examen cuidadoso de los&nbsp;papeles de Tomás Manuel de Anchorena&nbsp;sugiere que, más bien que especializarse&nbsp;en la producción rural, este gran capitalista&nbsp;apostó a colocar sus activos en distintas esferas de actividad: comercio, finanzas, renta&nbsp;urbana, producción agropecuaria. Este&nbsp;artículo intenta demostrar que el patrón de&nbsp;inversiones diversificado que caracteriza a&nbsp;Anchorena surgió como una respuesta &nbsp;empresaria ante la marcada inestabilidad que&nbsp;signó la vida económica rioplatense en la&nbsp;primera mitad del siglo XIX.</p> Roy Hora Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-23 2012-07-23 25 1 10.29182/hehe.v8i1.180 Ferrovias no Brasil, 1870-1920 https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/179 <p>Este artigo pretende analisar diferentes&nbsp;processos de construção de ferrovias e&nbsp;operação de empresas concessionárias destes serviços. Privilegia a análise de duas&nbsp;importantes companhias ferroviárias, A&nbsp;Companhia Paulista de Estradas de Ferro,&nbsp;constituída principalmente por capitais&nbsp;nacionais, e a Brazil Railway, empresa que&nbsp;operava no sul do país e pertencia, no período em questão, ao conjunto de empresas&nbsp;controladas pelo grupo de Percival Farquhar.&nbsp;Pretende discutir as diferentes formas de&nbsp;operação e lucratividade destas empresas e&nbsp;destacar os altos lucros obtidos quando da&nbsp;construção das linhas férreas, contraposto a&nbsp;um recorrente prejuízo operacional. Os&nbsp;interesses políticos, inserções internacionais&nbsp;e desmandos operacionais revelam uma intensa superposição entre interesses públicos&nbsp;e privados que contribuem, decisivamente,&nbsp;para os problemas enfrentados pelo negócio&nbsp;ferroviário no Brasil.</p> Ana Lúcia Duarte Lanna Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-23 2012-07-23 25 1 10.29182/hehe.v8i1.179 Competitividade sistêmica – a contribuição de Fernando Fajnzylber https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/178 <p>Procura-se, neste trabalho, resgatar, no pensamento econômico de Fernando Fajnzylber, a idéia de competitividade sistêmica, presente em sua obra desde os anos 1980 e que teve ampla aplicação em estudos e em políticas públicas na área de indústria, no Brasil, na década de 1990. Após um breve resumo da biografia e da obra de Fajnzylber, o artigo examina os trabalhos do autor que deram origem e consistência ao atual conceito de competitividade sistêmica, discute a disseminação deste conceito em documentos oficiais da CEPAL e em estudos de economia industrial aplicada, bem como em algumas propostas de política industrial elaboradas para a indústria no Brasil.</p> Wilson Suzigan Suzana Cristina Fernandes Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-20 2012-07-20 25 1 10.29182/hehe.v7i2.178 Progresso técnico e subdesenvolvimento: uma síntese das abordagens de Raúl Prebisch, Ragnar Nurkse e Celso Furtado nos anos 50 https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/177 <p>O objetivo deste texto é resgatar as idéias&nbsp;predominantes nas análises de Raúl Prebisch,&nbsp;Ragnar Nurkse e Celso Furtado, no início&nbsp;dos anos 50, a respeito da relação entre progresso técnico e subdesenvolvimento. A intenção não é explorar todos os aspectos das&nbsp;contribuições de Prebisch e de Nurkse para&nbsp;o tema, é apenas identificar, nas reflexões&nbsp;destes dois importantes autores, contemporâneos de Furtado, indícios de que algumas&nbsp;de suas idéias poderiam ser contrapostas&nbsp;e/ou complementadas pelas idéias de Prebisch e de Nurkse. Este resgate contribui&nbsp;para uma visão retrospectiva da evolução&nbsp;das idéias de Furtado sobre a relação entre&nbsp;progresso técnico e subdesenvolvimento.</p> Renata D'Arbo Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-20 2012-07-20 25 1 10.29182/hehe.v7i2.177 A política salarial e os trabalhadores em Minas Gerais nos anos 50 https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/176 <p>Os anos 50 são marcados pelas políticas de&nbsp;planejamento adotadas pelo Estado, que&nbsp;se apresentava, de um lado, como fator de&nbsp;equilíbrio das relações sociais e, de outro,&nbsp;assumia seu real papel como parte integrante&nbsp;dos grupos capitalistas. Neste contexto, em&nbsp;meio a uma situação caracterizada por uma&nbsp;curva inflacionária ascendente, a análise das&nbsp;condições de vida dos trabalhadores e sua&nbsp;relação com os salários possibilitam-nos perceber a dinâmica das relações sociais vividas&nbsp;em Minas Gerais neste período.</p> Heloisa Helena Pacheco Cardoso Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-20 2012-07-20 25 1 10.29182/hehe.v7i2.176 Estrategia, estructura y redes sociales, el caso de algodonera Flandria (1924-1950) https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/175 <p><br>El presente trabajo analiza el caso de la &nbsp;empresa textil Algodonera Flandria entre las&nbsp;décadas de 1920 y de 1950, enfocándose&nbsp;en el estudio de las estrategias de la firma,&nbsp;de su evolución económica y de las características de su gestión.&nbsp;Se trata de una empresa industrial que a fines de los años veinte se instaló en un área&nbsp;rural, alrededor de la cual fueron desarrollándose núcleos urbanos habitados por los&nbsp;trabajadores de la firma. La gestión empresarial se caracterizó por una fuerte orientación paternalista, fundada en los principios&nbsp;del catolicismo social como fueron enunciados desde fines del siglo XIX.&nbsp;Desde este punto de vista, constituye un caso&nbsp;con rasgos originales, no sólo por las dimensiones extraeconómicas del proyecto &nbsp;empresarial, sino porque en cierta medida se&nbsp;confunden en una historia de la empresa y&nbsp;la historia de los pueblos circundantes.</p> María Inés Barbero Copyright (c) 2012-07-20 2012-07-20 25 1 10.29182/hehe.v7i2.175 Formação de famílias proprietárias e redistribuição de riqueza em área de fronteira: Campinas, São paulo, 1795-1850 https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/173 <p>O objetivo deste artigo é demonstrar que as&nbsp;famílias proprietárias de Campinas, província&nbsp;de São Paulo, desenvolveram estratégias diferenciadas, no sentido de romperem com o&nbsp;constrangimento legal que a legislação de&nbsp;heranças impunha. O ciclo de desenvolvimento da família, o ciclo de vida de seus&nbsp;membros, o enriquecimento e a fronteira&nbsp;aberta a Oeste foram os principais elementos&nbsp;que as famílias proprietárias usaram, no sentido de transferir parte de sua fortuna às gerações mais novas. As fontes usadas foram os&nbsp;inventários post-mortem, as listas de população,&nbsp;as genealogias e os registros de terras. A metodologia combina procedimentos quantitativos e histórias de vida.</p> <p>&nbsp;</p> Dora Isabel da Costa Copyright (c) 2012-07-20 2012-07-20 25 1 10.29182/hehe.v7i2.173 Cento e vinte anos de produção mundial de açúcar: comentário sobre séries estatísticas tradicionais (1820-1940) https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/171 <p>Seja qual for a abordagem historiográfica&nbsp;adotada, existem cuidados preliminares no&nbsp;uso de séries estatísticas que não podem&nbsp;ser relegados a segundo plano. Pinçar séries&nbsp;prontas, em fontes secundárias aparentemente confiáveis, pode revelar-se perigoso.&nbsp;Este texto compara algumas séries de produção mundial de açúcar, amplamente difundidas na bibliografia sobre o século XIX&nbsp;e a primeira metade do&nbsp;XX. Identifica dificuldades genéricas das estatísticas açucareiras e expõe discrepâncias e convergências&nbsp;entre 8 séries, cobrindo o período de 1820&nbsp;a 1940. Refere-se essencialmente a problemas decorrentes de diferentes unidades de&nbsp;medida, da existência de diversos tipos de&nbsp;açúcar e de abrangências geográficas heterogêneas. Uma genealogia de valores entre&nbsp;as séries se torna aparente. Alguns erros nas&nbsp;séries publicadas&nbsp;também são identificados.</p> Heitor Pinto de Moura Filho Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-20 2012-07-20 25 1 10.29182/hehe.v7i1.171 O presidente desiludido: a campanha liberal e o pêndulo de política econômica no governo Dutra (1942-1948) https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/170 <p>O artigo pretende discutir o contexto político e ideológico da opção do governo&nbsp;Dutra pela liberalização cambial, mostrando que se vinculava a um programa de estabilização e desenvolvimento de corte&nbsp;liberal, mas que não pretendia restaurar a&nbsp;chamada "vocação agrária" exportadora do&nbsp;país. A seguir, demonstra que a restauração&nbsp;de controles cambiais, depois da crise cambial de 1947, se fez, ao contrário do que é&nbsp;aceito, de maneira consciente de seus benefícios para a substituição de importações —&nbsp;consciência induzida pelo fracasso da liberalização comercial e divulgada em parte&nbsp;para neutralizar críticas da oposição varguista, que apontava os riscos da abertura&nbsp;comercial e financeira para o desenvolvimento econômico do Brasil.</p> Pedro Paulo Zahluth Bastos Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-20 2012-07-20 25 1 10.29182/hehe.v7i1.170 Rede de cidades em Minas Gerais no século XIX https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/167 <p>O artigo analisa a urbanização no século XIX, na Província de Minas Gerais, à luz de duas teorias da economia regional: a dos lugares centrais e a de sistemas de cidades. Através de dados de profissão extraídos de documentos censitários, estuda-se a rede urbana em dois períodos: as décadas de 1830 e de 1870. Os estudos mostraram que, no início do século XIX, a rede de cidades em Minas estava ainda centrada no núcleo central minerador, sendo os principais pólos urbanos Ouro Preto e Serro. Já na segunda metade do século, a polarização urbana se desloca, em algum a medida, para as porções meridionais da Província, devido ao novo momento econômico. Os maiores pólos passaram a ser Juiz de Fora e Mar de Espanha. Mas salvo estas mudanças mais evidentes, o interior de Minas preservou muito de sua estrutura urbana já existente na primeira metade dos Oitocentos.</p> Mario Marcos Sampaio Rodart João Antônio de Paula Rodrigo Ferreira Simões Copyright (c) 2012-07-20 2012-07-20 25 1 10.29182/hehe.v7i1.167 Usina termoelétrica em Santa Catarina: da concepção da SOTELCA à privatização da Jorge Lacerda https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/169 <p>O objetivo deste artigo é analisar o processo de constituição da Sociedade Termo elétrica de Capivari e da construção e expansão da Usina Termoelétrica de Capivari, no bojo da industrialização pesada, durante a década perdida e na era neoliberal. Busca-se também compreender como o Estado vai condensando materialmente os diversos interesses e contradições que havia em torno do carvão nacional, no tocante à questão energética. O texto está dividido em cinco partes. Inicialmente, dá-se um panorama do sistema nacional de geração e transmissão de energia; em segundo lugar, apresenta-se um breve relato do complexo carbonífero catarinense; em seguida, faz-se uma reconstituição dos discursos, das leis e dos projetos que a antecederam e deram condições concretas para a criação da SOTELCA; em quarto lugar, relata-se sua evolução, desde a constituição até a incorporação feita pela Eletrosul; e, por último, analisa-se o período que vai desta incorporação à privatização.</p> Alcides Goularti Filho Fabio Farias de Moraes Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-20 2012-07-20 25 1 10.29182/hehe.v7i1.169 A navegação na bacia do Paraná e a integração do antigo sul de Mato Grosso ao mercado nacional https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/172 <p>Este trabalho trata da navegação comercial na bacia do Alto Paraná, em território do antigo sul de Mato Grosso (que corresponde atualmente ao estado de Mato Gros so do Sul), durante a 1ª metade do século XX. Abordando-se especialmente a região situada ao sul da linha da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil (caracterizada pelas atividades da pecuária bovina e da extração de erva-mate), procura-se mostrar que nesta região, dada a ausência de outras ferrovias e a imprestabilidade das estradas de rodagem, a navegação fluvial desempenhou, por algum tempo, um papel econômico relativamente importante, em articulação com as ferrovias paulistas (sobretudo a Soroca-bana). Constituiu, por um lado, parte do esforço de expansão do capital sediado no pólo paulista, facilitando o abastecimento da região com gêneros de consumo, aí incluídos produtos tanto da indústria como da agricultura paulista. Por outro lado, permitiu a exportação de erva-mate, tanto via São Paulo como, principalmente, via Baixo Paraná, em direção ao mercado argentino.</p> Paulo Roberto Cimó Queiroz Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-20 2012-07-20 25 1 10.29182/hehe.v7i1.172 Grandes empresarios vitivinícolas en crisis – Mendoza, Argentina (1901-1904) https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/174 - Patricia Barrio de Villanueva Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-20 2012-07-20 25 1 10.29182/hehe.v7i2.174 Elites políticas e alternativas de desenvolvimento na redemocratização de 1945-1946 https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/150 <p>Análise dos debates em torn o das alternativas de desenvolvimento ocorridos no contexto da redemocratização de 1945/46 e da Constituinte de 1946, bem como da atuação das mais importantes lideranças empresariais e burocráticas no período, Tentativa de demonstrar como os resultados de um levantamento prosopográfico das elites políticas e econômicas, e a análise qualitativa da biografia e da ação parlamentar dos atores políticos relevantes no período, nos fornecem subsídios analíticos que possibilitam reinterpretar a relação entre o Estado, o desenvolvimento econômico e o sistema partidário do imediato pós-guerra no Brasil.</p> Sérgio Soares Braga Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-19 2012-07-19 25 1 10.29182/hehe.v5i2.150 Amaro Cavalcanti e os caminhos da industrialização brasileira https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/164 <p>O propósito deste trabalho é recuperar e sistematizar as manifestações do pensamento industrialista brasileiro no final do Império e na primeira década republicana, através do intelectual e político Amaro Cavalcanti, considerado pela historiografia um dos seus principais representantes no período. Ao longo da sua vida, Amaro Cavalcanti nunca deixou de acreditar que a industrialização seria o remédio para os males existentes na sociedade brasileira e, como político no Congresso Nacional, não poupou esforços para defender suas idéias e reivindicar uma política econômica que protegesse as indústrias nascentes. Através de uma leitura crítica de suas obras econômicas, procuramos entender melhor suas idéias, suas reivindicações e seus argumentos relacionados ao protecionismo e ao papel do Estado na economia. Com isso, pretendemos não apenas resgatar<strong>&nbsp;</strong>o pensamento um tanto esquecido de um lídimo representante da corrente industrialista na virada do século, mas também situar suas idéias sobre a industrialização em perspectiva histórica.</p> Ligia Osório Silva Suzana Cristina Fernandes Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-19 2012-07-19 25 1 10.29182/hehe.v6i1.164 Estado e o crescimento econômico na América Latina: Brasil e México, 1880-1920 https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/163 <p>As autoproclamadas políticas econômicas "liberais" do Brasil e do México no período de 1870 a 1910 enfatizavam, de acordo coma historiografia convencional, pouca intervenção governamental, investimentos estrangeiros e comércio livre. Constatamos todavia que os Estados, tanto do Brasil como do México, embora teoricamente orientados pelo liberalismo, desempenharam papéis centrais no desenvolvimento econômico. Os vínculos com a economia internacional tiveram o paradoxal efeito de impor algumas políticas intervencionistas mediante o uso de instrumentos fiscais e monetários, elevando tarifas, participando dos mercados e promovendo o surgimento de empresas estatais, por exemplo através da nacionalização das ferrovias. Os dirigentes governamentais não eram movidos apenas pela ideologia, e suas ações mudavam através do tempo. A soberania nacional e a tranqüilidade política eram fatores tão importantes como o balanço de pagamentos ou o PNB per capita. Os mercados não funcionavam por si sós, mas requeriam a orientação dos Estados.</p> Carlos Marichal Steven Topik Copyright (c) 2012-07-19 2012-07-19 25 1 10.29182/hehe.v6i1.163 História e teoria: sobre proto-industrialização https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/162 Este artigo pretende discutir o lugar da teoria no discurso historiográfico. Se a historiografia, como sabemos, não se faz sem documentos, e, mais decisivamente, pela busca da interdição do anacronismo, menos consensual é o reconhecimento do papel da teoria no fazer historiográfico. O texto procura abordar o tema a partir da consideração de diversos debates que têm marcado o campo historiográfico no referente às relações entre teoria e história. Em particular, buscou-se discutir a questão a partir da recepção da teoria marxiana da industrialização pela chamada "escola da proto-industrialização". João Antônio de Paula Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-19 2012-07-19 25 1 10.29182/hehe.v6i2.162 O mercado colonial: a construção de um espaço interno https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/161 <p>Este artigo analisa a produção historiográfica sobre o mercado interno na América Portuguesa. Discute as implicações da utilização do conceito de um espaço colonial fragmentado, o qual somente no final do século XVIII passou a possuir um projeto de integração dentro do Império Luso-Brasileiro.</p> Cláudia Maria das Graças Chaves Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-19 2012-07-19 25 1 10.29182/hehe.v6i2.161 Crédito e cartões, os ambulantes judeus no Rio de Janeiro https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/160 <p>O artigo refere-se ao comércio ambulante exercido por imigrantes judeus no Rio de Janeiro na primeira metade do século XX. Tal prática, uma importante forma de inserção na economia informal urbana, apoiava-se na rede de solidariedade e nas organizações da colônia. O mascate, ao possibilitara compra a prestação pelas camadas de baixa renda permitiu a existência de um expressivo comércio popular de bens de consumo.</p> Fábio Sá Earp Fania Fridman Copyright (c) 2012-07-19 2012-07-19 25 1 10.29182/hehe.v6i2.160 O Rio de Janeiro e as primeiras linhas transatlânticas de paquetesa vapor: 1850-1860 https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/159 <p>A primeira linha de paquetes a vapor entre a Europa e o Brasil foi a Companhia Real Britânica, subvencionada pelo governo inglês para realizar o serviço postal, mas também transportar passageiros e mercadorias de preferência de pequeno volume e frete elevado. Seu sucesso foi tanto que muitas outras companhias de navegação quiseram rivalizá-la. A rapidez de seus confortáveis e elegantes paquetes a vapor, a barateza do frete de retorno e, sobretudo, a regularidade e pontualidade dos seus vapores tornaram-na a favorita do público brasileiro e até mesmo de seus adversários, que tiveram que amargar o gosto da derrota em meio a um sentimento de frustração e de admiração pela eficiência britânica. A ligação do Rio de Janeiro à Inglaterra, em vinte e oito dias e em datas fixas, revolucionava a vida dos negócios: os capitalistas estrangeiros puderam vigiar mais de perto os seus investimentos e apreciar melhoras vantagens de novas aplicações; as flutuações no câmbio diminuíram, e as relações comerciais de ambos os lados do Atlântico se intensificaram. É fácil imaginar o dinamismo que esta nova ordem de coisas imprimiu aos negócios, as novas expectativas que criou e o estímulo que deu aos deslocamentos de pessoas e capitais, fazendo do Brasil um país moderno.</p> <p>&nbsp;</p> Almir Chaiban El-Kareh Copyright (c) 2012-07-19 2012-07-19 25 1 10.29182/hehe.v6i2.159 Why Brazil did not develop a merchant marine; Brazilian shipping and the world in the 19th century https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/158 <p>The weak performance of the Brazilian merchant marine is surprising, as a huge external sector is normally expected to gohand in hand with the development of anational merchant marine. To elucidate this question, the article proposes an analysis and discussion of the development of the Brazilian merchant marine in the nineteenth century. The early focus on the extremely specialized importation of African slaves led to a near abandon of long distance shipping when this trade was banned in 1830. The same tendency to desist from exterior shipping can also be found in the United States in the late 19th century. A comparison of the two countries demonstrates, that the need for developing the national territory and for providing transportation facilities for the growing interior economies diverted the concentration from exterior ventures tonational ones.</p> Birgitte Holten Copyright (c) 2012-07-19 2012-07-19 25 1 10.29182/hehe.v6i2.158 A economia e as concepções econômicas no Egito faraônico: síntese de alguns debates https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/157 <p>O artigo resume os debates entre diferentes correntes interpretativas da economia do Egito faraônico - marxista, polányiana (substantivista) e formalista —, tal como ocorreram a partir da década de 1970. A seguir, o Autor apresenta suas próprias opiniões a respeito, no essencial opostas às concepções formalistas, com ênfase na problemática do trabalho, com relação à qual são expostos enfoques baseados em pesquisa original.</p> Ciro Flamarion Cardoso Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-19 2012-07-19 25 1 10.29182/hehe.v6i1.157 Estado, regulación de los mercados y estrategia empresarial en América Latina: Iberia, líneas aéreas de España, en Argentina y Uruguay, 1966-1975 https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/156 <p>El mercado internacional del transporte aéreo de pasajeros estuvo sometido a fuertes restricciones entre el final de la Segunda Guerra Mundial y el inicio de la liberalización, a partir de 1978. Las regulaciones instituidas por la IATA supusieron controles en las frecuencias de vuelo, en la capacidad de los itinerarios, altas tarifas y el establecimiento del principio de los convenios bilaterales. En estas condiciones la competencia entre aerolíneas era prácticamente imposible. Este trabajo muestra cómo Iberia, la empresa aérea española, puso en marcha mecanismos basados en el establecimiento de alianzas para eludir las regulaciones y obtener derechos de tráfico. Los ejemplos son los de Aerolíneas Argentinas y Pluna, la aerolínea de Uruguay. En ambos casos la estrategia de Iberia se basó en la cooperación técnica y financiera para aumentar sus ingresos por pasaje en los mercados del Atlántico sur. Esta fue una estrategia que Iberia también puso en marcha en otros mercados de América Latina durante este período anterior a la desregulación actual.</p> Javier Vidal Olivares Copyright (c) 2012-07-19 2012-07-19 25 1 10.29182/hehe.v6i1.156 Inovação de produto ou saída para a crise? O lançamento da cerveja Brahma Chopp no verão de 1934 https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/155 <p>Este ensaio explora a história da indústria da cerveja, um produto de largo consumo no Brasil. Em particular, examina a história de uma marca — a Brahma Chopp – ainda hoje lembrada pelos apreciadores da bebida. Exaltada na propaganda de seu lançamento como uma inovação, fruto de investimento tecnológico, o surgimento da nova marca representou, por um lado, uma resposta da empresa à expressiva queda nas vendas sentida desde o início da crise econômica no segundo semestre de 1929. Por outro lado, indicou a profunda reformulação da imagem pública da Brahma, encerrando um processo de nacionalização em curso desde meados da Primeira Guerra. Assim, a partir de um caso exemplar de produto de sucesso, examinamos um conjunto de problemas pertinentes à história da indústria de bens de consumo no Brasil: os efeitos duradouros da Guerra, o impacto da crise dos anos 1930 sobre essa indústria, a competição no mercado de cerveja na cidade do Rio de Janeiro e, por fim, o papel da propaganda na consolidação econômica e simbólica de uma empresa.&nbsp;</p> <p>.</p> Teresa Cristina de Novaes Marques Maria Teresa Ribeiro de Oliveira Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-19 2012-07-19 25 1 10.29182/hehe.v6i1.155 A reforma urbana e a Light: uma revolução na cidade. Rio de Janeiro - início do século XX https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/153 <p>O artigo começa analisando as condições de vida do Rio de Janeiro e as principais diretrizes da reforma do Governo Federal e do prefeito Pereira Passos no início do século XX. Aborda, em seguida, a chegada da Rio de Janeiro Tramway Light &amp; Power Co. Ltd. à cidade, então em plena atividade de obras, o que facilitou para a empresa a introdução de fiação elétrica subterrânea, as modificações nas bitolas e no traçado das linhas de bondes, e a completa mudança do sistema telefônico alemão para o norte-americano. Analisa-se a rapidez e objetividade da ação da Companhia e os seus efeitos na malha urbana e no cotidiano da Capital.</p> Elisabeth von der Weid Copyright (c) 2012-07-19 2012-07-19 25 1 10.29182/hehe.v6i1.153 La Fundación Mediterránea y de cómo construir poder: la irrupción del interior en el diseño de la política económica argentina https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/148 <p>Argentina ha experimentado cambios notables en las dos últimas décadas. En poco tiempo logró evadir la cíclica inestabilidad, política y económic a a la que parecía estar eternamente condenada. Pasó de una economía proteccionista basada en la sustitución de importaciones a otra abierta al comercio internacional, de un Estado interventor fuerte a otro débil y en retroceso, actores poderosos enflaquecieron y emergieron otros, los ciclos de alternancia entre gobiernos civiles y golpes militares cedieron paso a un régimen más estable, y la inflación fue desterrada por la estabilidad, encontrando, al menos por un momento, un destino que para muchos no parecía posible. Corolario de un lento proceso que conduce a la conformación de un nuevo modelo de acumulación y la transformación de las relaciones existentes, que se arrastra por toda la década del setenta y ochenta en el cual las clases sociales, en particular la clase dominante, se vieron envueltas en una serie de reacomodamientos en el que se instaura un nuevo orden. Um componente ineludible de eses procesos ha sido la Fundación Mediterránea (FM), institución con origen en Córdoba, en la cual se nuclearon poderosos empresarios del Interior que llevaron adelante una política singular respecto a las antiguas luchas corporativas del sector.</p> <p>Con el primer arribo al Ministerio de Economía de Domingo Cavallo, quién revistió como director de su instituto de investigaciones, y un compact o conjunto de más de doscientos técnicos también con fuertes vínculos con la FM , por primera vez una organización empresaria que tiene origen fuera del área de Capital Federal pasa a conducir la política económic a del País, respondiendo a una ofensiva de estos empresarios del Interior que, desde 1969 , fueron dando forma a esta entidad que hundió profundamente sus raíces en el mapa nacional y entabló una fuerte trabazón entre economía , sociedad y política.</p> Hernán Ramírez Copyright (c) 2012-07-19 2012-07-19 25 1 10.29182/hehe.v4i2.148 Industrialização brasileira em perspectiva histórica https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/143 <p>Dada sua natureza, o presente trabalho tampouco pretende ser conclusivo. Talvez ajude mais a fazer perguntas e suscitar dúvidas do que a encontrar respostas e dirimir dúvidas. Se assim for, poderá ser encarado também como uma proposta de agenda de pesquisa que trate o tema de forma abrangente e na perspectiva histórica.</p><p>Seu principal objetivo é ressaltar a complexidade dos fatores que determinaram historicamente a industrialização do País, e mostrar a necessidade primordial de levar em conta esses fatores no debate atual sobre a necessidade, ou não, de uma política de desenvolvimento industrial. A partir daí é que se colocam questões específicas, tais como: qual seria uma política industrial factível num contexto de economia aberta e Estado mínimo? As empresas nacionais devem ser privilegiadas em relação ao capital estrangeiro? A indústria pode voltar a ser o "carro-chefe" do crescimento e do emprego? Que desenvolvimento tecnológico seria necessário e qual a sua relação com o setor produtivo? Que inserção internacional seria mais desejável e qual o papel da indústria nesse âmbito? A lista poderia ser ampliada, e talvez nem sejam essas as perguntas mais relevantes.</p> Wilson Suzigan Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-19 2012-07-19 25 1 10.29182/hehe.v3i2.143 La Argentina, Brasil y la integración regional https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/142 <p>Al analizar, en distintos capítulos del libro, las relaciones de la Argentina con el Brasi l y otros países latinoamericanos — y de l Cono Sur en particular—, estuvimos señalando también , y sin mencionarlo en forma explícita, distintas etapas de un camino que condujo finalment e a la creación del Mercad o Común del Sur (Mercosur). Aquí examinaremos , remontando hacia atrás en el tiempo y llegand o a nuestros días, algunas de esas circunstancias , para tratar de comprender mejo r si la creación del Mercosur se debió a una coyuntura ocasional u obedeció más bien a tendencias de largo plazo — económicas , políticas y estratégicas — que terminaron de concretarse en las últimas décadas . Un análisis de este tipo permitirá evaluar mejor sus perspectivas futuras, más allá de sus éxitos o fracasos parcialeso de la dirección que puedan tomar en los próximos años tanto el escenario mundial com o los intereses regionales , nacionale s o sectoriales o, simplemente , las voluntades políticas. La existencia de la Unión Europea es um buen ejemplo e neste sentido: siera impensable su creación antes de la Segunda Guerra Mundial, su fortaleza se remonta no sólo a un pasado de cincuenta años , sino a una historia mucho más larga de acercamientos y de conflictos, de alianzas y de guerras , que hacen que la idea de una Europa unificada (al menos de parte de ella), tal com o se la conoce hoy&nbsp; se a el producto de un "período histórico de larga duración", de acuerdo con el concepto acuñado por BRAUDEL.</p> Mario Rapoport Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-19 2012-07-19 25 1 10.29182/hehe.v3i2.142 Estado y mercado en el abastecimiento de bienes de consumo en el imperio romano: un estudio de caso de la distribución de aceite español en Britannia https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/141 <p>A medida que se iba avanzando en el estudio del comercio de aceite en Britannia y en la reconstrucción de los mecanismos de intercambio, aparecían una serie de interrogantes cuyas respuestas se alejaban de los planteamientos estrictamente económicos o políticos esgrimidos hasta entonces. En primer lugar, se había observado que la población a la que se destinaba preferentemente el aceite de oliva era militar y, por lo tanto, en buena parte de origen meridional y mediterraneo. En segundo lugar, a tenor de los costes que suponía el transporte del aceite hasta una provincia tan alejada como Britannia, resultaba sorprendente el esfuerzo que había realizado el Estado para asegurar su aprovisionamiento. Aunque la creación del sistema responde a una iniciativa política, en la que participan los círculos próximos al Emperador, no cabe duda que existe una justificación social para la existencia de un sistema tan complejo. Este es el tema de este artículo.</p> César Carreras Pedro Paulo A. Funari Copyright (c) 2012-07-19 2012-07-19 25 1 10.29182/hehe.v3i2.141 Bases históricas da instabilidade da economia soviética: um retorno aos anos trinta https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/140 <p>As considerações presentes neste trabalho justificam-se nesse contexto, ainda que estejam limitadas a um escopo bastante específico: o de discutir, na sua fase formativa, na confluência das décadas de 1920 e 30, sobretudo nos anos trinta — portanto, já naquele momento primordial de sua gênese — a fragilidade do sistema soviético, e a sua dependência face a um sistema extra-econômico de coação.</p><p>Pretende-se argumentar que, durante aquele período crítico, já se configuraram as bases mantidas pelo sistema ao longo de toda sua existência. Isto se deu quando a dinâmica da planificação socialista emergia sob a ação de forças hostis originárias do resto do mundo, e de dentro do próprio mundo soviético, caracterizando uma incidência simultaneamente geral de relações preexistentes, que mal permitem a visualização das bases econômicas originais e especificamente vinculadas à URSS. E também que, naquelas condições, a economia soviética já se projetava como um Socialismo de Estado, incapaz de se movimentar sem ser sustentado por uma malha coercitiva onipresente, cercando todos os níveis da produção econômica.</p> Victor Meyer Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-19 2012-07-19 25 1 10.29182/hehe.v3i2.140 A economia agrária goiana no contexto nacional (1930-1960) https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/133 <p>O presente artigo esboça uma análise de trinta anos de história agrária goiana (1930-1960), um período marcado por mudanças significativas nas relações cidade-campo no Brasil. A industrialização do Sudeste estimulou a expansão da fronteira agrícola no Centro-Oeste e integrou a economia agrária regional ao mercado. A agropecuária goiana ampliou sua inserção na divisão inter-regional do trabalho e se especializou como atividade complementar da economia urbano-industrial de São Paulo.</p><p> </p> Barsanufo Gomides Borges Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-19 2012-07-19 25 1 10.29182/hehe.v3i2.133 A capitania de Minas Gerais (1674-1835): modelo de interpretação de uma sociedade agrária https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/138 <p>Estes dados são indícios muito consistentes de que o funcionamento da economia de Minas no período considerado não estava tão estreitamente vinculado à atividade mineradora, como a historiografia até bem recentemente apresentava. Não obstante, que evidências poderiam esclarecer efetivamente esse funcionamento suposto mais complexo da economia dessa região?</p> <p>Este trabalho tem por objetivo identificar tais evidências, bem como apresentar um modelo capaz de ordená-las e torná-las coerentes entre si. O período escolhido quer-se justificado pelas seguintes razões: 1674 inaugura o processo de ocupação territorial da Capitania, e em 1835 foi abolida a legislação fiscal do Antigo Regime português, em especial aquela relativa aos dízimos, à entrada de mercadorias e à décima predial. Os dados fiscais contínuos até esse ano amparam, portanto, as afirmações aqui avançadas. Todavia, uma ruptura — superestrutural, sem dúvida, posto que atingia a representação da Capitania — uma ruptura mais profunda deve ser buscada um pouco antes, 1807 foi o último ano em que o ouro em pó — o principal meio de troca e a principal reserva de valor da Capitania, circulou livremente como moeda</p> Angelo Alves Carrara Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-19 2012-07-19 25 1 10.29182/hehe.v3i2.138 Tarifas de importação e câmbio na gênese da indústria brasileira, 1901-19281 https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/136 <p>O interesse pelo estudo dos fatores que cercam os processos de industrialização há muito motiva economistas e historiadores econômicos. No caso específico do Brasil, assistiu-se, na década de 1970, à publicação de vários estudos tratando do tema, nos quais sobressaíam, em essência, alguns dos elementos normalmente presentes nesse tipo de investigação, tais como o papel do Estado na promoção do setor manufatureiro, a relação agricultura-indústria e a importância da proteção tarifaria. Não obstante os trabalhos já realizados nessa última área — que, sem dúvida, alargaram o conhecimento sobre as origens do processo de industrialização brasileira — restam ainda diversas lacunas a serem preenchidas. Por exemplo, ainda não está suficientemente claro o papel efetivo da política tarifária no apoio ao incipiente movimento de substituição de importações na Primeira República.</p> André Villela Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-19 2012-07-19 25 1 10.29182/hehe.v3i2.136 Últimas Homenagens a três ilustres associados https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/128 <p>É com tristeza, saudades e a certeza de ter tido a sorte de tê-lo conhecido pessoalmente, que, em nome da Associação Brasileira de Pesquisadores em História Econômica recebemos a notícia do falecimento do Professor José Robert o do Amaral Lapa em julho passado. O Professor Lapa, como era chamado, era sócio-fundador da ABPHE, tendo participado ativamente do Congresso de fundação da entidade em São Paulo em 1993. Foi um dos organizadores da publicação História Econômica da Independência e do Império que reúne trabalhos apresentados naquele evento. Fez parte da direção da ABPHE, como representante efetivo da Região de São Paulo no Conselho de Representantes entre 1997 e 1999.</p> Maria Alice Rosa Ribeiro Eulália Maria L. Lobo Wilson Suzigan Copyright (c) 2012-07-19 2012-07-19 25 1 10.29182/hehe.v3i1.128 Modelos vitivinícolas en Mendoza (Argentina): desarrollo y transformaciones en un periodo secular, 1870-2000 https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/127 <p>Este artículo traza un panorama de los cambios operados en la vitivinicultura mendocina e nun período de más de cien años, señalándos e las innovaciones verificadas en cuestione s institucionales, empresariales, técnicas y laborales, muchas de las cuales han constituido respuestas adaptativas a circunstancias críticas no controlables desde la Provincia.</p> Rodolfo A. Richard-Jorba Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-19 2012-07-19 25 1 10.29182/hehe.v3i1.127 Desarrollo reciente y perspectivas actuales de la historia económica en el Uruguay https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/125 <p>En este trabajo analizaremos la investigación en Historia Económica desde 1940 hasta el presente. Los cambios en las temáticas abordadas, en los marcos institucionales de desarrollo de la disciplina, y en los marcos teóricos utilizados permiten ordenar la producción en cuatro grandes períodos: 1940-60, 1960-73,1973-85 y 1985 hasta el presente. La investigación en Historia Económica tiene en sus primeras etapas dos vertientes diferenciadas: las de la Historia y las de la Economía y adquiere un carácter específico en la última etapa. Hemos relevado la producción realizada fundamentalmente a partir de los centros institucionales específicos. Estos fueron en el campo de la Historia: la Facultad de Humanidades y Ciencias y el Instituto de Profesores Artigas,y en la Economía: la Cátedra de Economía Política de la Facultad de Derecho, la Facultad de Ciencias Económicas, la Facultad de Ciencias Sociales y algunos organismos del Estado.</p> María M. Camou Ma. Inés Moraes Copyright (c) 2012-07-19 2012-07-19 25 1 10.29182/hehe.v3i1.125 As forças das idéias: a CEPAL e os industriais paulistas na primeira metade da década de 1950 https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/110 <p>Este artigo analisa as formas pelas quais os industriais ligados à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) assimilaram a teoria do subdesenvolvimento da Comissão Econômica para a América Latina (CEPAL) durante a primeira metade dos anos 1950. A FIESP foi a mais poderosa representante dos interesses industriais no Brasil e teve um papel destacado nas cenas econômica e social nas décadas de 1940 e 1950. O artigo resume as abordagens da CEPAL e da FIESP sobre temas selecionados (industrialização, proteção comercial, planejamento e distribuição de renda) e apresenta hipóteses acerca da influência da CEPAL sobre os industriais paulistas e as afinidades e diferenças entre suas visões.</p> <p>&nbsp;</p> Renato Perim Colistete Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-19 2012-07-19 25 1 10.29182/hehe.v9i2.110 Contribuições de Edith Penrose (1914-1996) à historiografia das empresas multinacionais https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/101 <p>Tendo traduzido para o português o seu importante livro The Theory of the Growth of the Firm, publicado pela primeira vez em 1959, ocorreu-me a idéia de fazer uma revisão do conjunto da obra dessa economista, a fim de procurar identificar e caracterizar suas interfaces com a historiografia econômica em geral e, mais particularmente, com o campo da história de empresas. Além de se mostrarem evidentes no referido livro, essas interfaces estão formalmente configuradas em diversos trabalhos "menores " da Autora, tanto anteriores com o posteriores ao mesmo. No artigo aqui apresentado, tentou-se fazer um balanço dos resultados desse levantamento e das leituras efetuadas, com vistas a destacar as contribuições teóricas, empíricas e metodológicas de Edith Penrose ao desenvolvimento de nossas disciplinas.</p> Tamás Szmrecsányi Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-19 2012-07-19 25 1 10.29182/hehe.v11i1.101 Interpretações da colônia: leitura das contribuições de Nelson Werneck Sodré e Alberto Passos Guimarães https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/102 <p>O presente trabalho discute as interpretações da sociedade colonial, presentes nas obras de Nelson Werneck Sodré e Alberto Passos Guimarães.</p> Carlos Alberto Cordovano Vieira Copyright (c) 2012-07-19 2012-07-19 25 1 10.29182/hehe.v11i1.102 Análise comparativa das políticas de combate ao mosaico da cana-de-açúcar em São Paulo e em Minas Gerais https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/103 - Graciela de Souza Oliver Copyright (c) 2012-07-19 2012-07-19 25 1 10.29182/hehe.v11i1.103 Os grandes estancieiros e além: criadores de gado na fronteira meridional do Brasil (Alegrete,1831-1970) https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/104 <p>Durante muito tempo, costumou-se reduzir as regiões pecuária do extremo-sul do Brasil à dicotomia "grandes estancieiros e seus peões". Este artigo vem somar-se a trabalhos recentes, que têm buscado demonstrar a diversidade social existente naquelas regiões. São analisadas as conjunturas da produção pecuária, bem como as unidades produtivas e os atores sociais que as levavam adiante. Um pequeno grupo de grandes estancieiros convivia c om uma larga base de médios e pequenos produtores. Ao lado do trabalho de peões livres, os escravos desempenhavam papel estrutural na grande pecuária. O espaço privilegiado para a análise é o município de Alegrete, localizado na Campanha Rio-grandense, a principal região pecuária do Rio Grande do Sul. As fontes utilizadas são, principalmente, uma amostra de inventários post mortem, com auxílio de fontes qualitativas.</p> Luís Augusto Farinatti Copyright (c) 2012-07-19 2012-07-19 25 1 10.29182/hehe.v11i1.104 O desafio do espaço platino às tendências de integração do antigo sul de Mato Grosso ao mercado nacional brasileiro: um hiato em dois tempos https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/105 <p>O espaço correspondente ao atual Estado brasileiro de Mato Grosso do Sul foi incorporado, no século XVI, aos circuitos do Paraguai colonial, mas, já no século XVII, no contexto que S. B. de Holanda denomina refluxo assuncenho, a presença espanhola foi sendo substituída pela luso-brasileira, passando, portanto, essa região a vincular-se, ainda que de m o do inicialmente tênue, ao sudeste da América portuguesa. Em meados d o século XIX, c om a liberação da navegação brasileira pelo rio Paraguai, essa região voltou, de certo modo, a fazer parte do espaço platino. O presente trabalho busca evidenciar que, a despeito das notáveis mudanças induzidas pela livre navegação, esse último período de vinculação ao espaço platino constituiu, na verdade, uma espécie de "hiato", no interior do processo mais longo, representado pela vinculação com o mercado nacional brasileiro.</p> Paulo Roberto Cimo Queiroz Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-19 2012-07-19 25 1 10.29182/hehe.v11i1.105 A Farewell to Alms – a brief economic history of the world, de Gregory Clark https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/107 <p>A Farewell to Alms, de Gregory Clark, é uma obra para causar impacto. Sintética, provocativa, polêmica, uma "breve história econômica do mundo" , com o informa o subtítulo, capaz de despertar interesse — ou raiva — em legiões de economistas, historiadores e demógrafos. O autor, um especialista em história quantitativa, trafega com tranqüilidade no instrumental básico da teoria econômica, da modelagem estatística e da demografia.</p> <p>A tese principal é bem simples. A humanidade teria estado presa, desde a idade das cavernas até 1800, à "armadilha malthusiana". A vida material pouquíssimo evoluiu nesse imenso período. Apenas a revolução industrial permitiu um substancial aumento das condições de vida da população. Simultaneamente, a revolução industrial deu margem à "grande divergência", ou ao desenvolvimento de uma diferença abissal no padrão de vida entre as nações, inimaginável nos séculos anteriores.</p> <p>&nbsp;</p> <p>&nbsp;</p> Mauricio C. Coutinho Copyright (c) 2012-07-19 2012-07-19 25 1 10.29182/hehe.v11i1.107 A transformação abstrata - uma hipótese https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/116 <p>Na transformação social atual, as relações humanas se concretizam em nível sempre mais abstrato: a abstração é sempre mais concreta, a concretude, mais abstrata, "virtual". Raiz do fenômeno: ligação entre relações humanas concretas (economia monetária) e processo mental organizado, sistematizado (abstração elevada e controlada). A economia separa-se dos outros aspectos da vida. Na mundialização financeira, tais características alcançam as últimas (?) conseqüências. O processo milenar pode-se sintetizar: - juro (Hammurabi, séc. XVII a.C. e antes) - moeda (séc. VIII a.C.) – capital (da Idade Média à Moderna). O capitalismo: - comercial (mercantilismo) – produtivo — financeiro. Seqüência não linear: não há retas entre sobressaltos e contradições. Roda em círculo e acaba onde começou: do juro ao capital financeiro. Mundialização: volta a Hammurabi.</p> Cesare Giuseppe Galvan Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-19 2012-07-19 25 1 10.29182/hehe.v9i1.116 A evolução histórica dos direitos de propriedade sobre terras no Brasil e nos EUA https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/117 - Bernardo Mueller Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-19 2012-07-19 25 1 10.29182/hehe.v9i1.117 Mobilidade internacional do trabalho e gênese do mercado de trabalho no Brasil no século XIX https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/118 <p>Este artigo trata da influência da mobilidade internacional do trabalho na formação do mercado de trabalho no Brasil, na segunda metade do século XIX. A abordagem se dá sob a perspectiva de teorias do comércio internacional; mais especificamente, trata da combinação de diferentes fatores produtivos quando há a mobilidade internacional do trabalho. Sob este enfoque, entende-se que a relação centro-periferia determinou que o crescimento da economia brasileira, no período mencionado, fosse exógeno, baseado no modelo primário-exportador; entretanto, este crescimento esteve condicionado à criação do mercado de trabalho no Brasil que, por sua vez, só foi possível com a vinda de imigrantes estrangeiros em grande quantidade.</p> Adriano José Pereira Ricardo Rondinel Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-19 2012-07-19 25 1 10.29182/hehe.v9i1.118 Perspectivas en crisis: Transformaciones en el comportamiento empresarial a partir de la experiência de la crisis de 1890 - el caso del sector inmobiliario (Rosário, Argentina) https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/119 <p>La inesperada emergencia de la crisis financeira argentina de 1890 en un contexto de crecimiento económico provocó sustanciales transformaciones en el comportamento de los empresarios e inversores inmobiliarios. Las dificultades financieras de los agentes comprometidos con el negocio especulativo durante la década del ochenta y la quebra de quienes hasta entonces habían sido exitosos hombres de negocios, pusieron em evidencia la debilidad de las estrategias empresariales y la inestibilidad de los mecanismos de mercado que habían posibilitado la expansión de la inversión inmobiliaria precedente. El artículo examina eí impacto de la crisis del noventa en el sector inmobiliario urbano y sus efectos en las prácticas e instituciones económicas mediante el análisis de las trayectorias de los agentes inmobiliarios que operaban en la ciudad de Rosario.</p> Norma S. Lanciotti Copyright (c) 2012-07-19 2012-07-19 25 1 10.29182/hehe.v9i1.119 A Companhia Estrada de Ferro Rio Claro e o projeto de expansão ferroviária da Companhia Paulista https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/120 <p>O presente artigo analisa a história de uma companhia ferroviária constituída em 12 de agosto de 1882, numa importante região cafeeira paulista. O objetivo é, a partir da experiência da Companhia Estrada de Ferro Rio Claro, demonstrar que uma das formas encontradas pelas companhias ferroviárias para garantir a lucratividade era expandir-se através da construção, da fusão com outras companhias e da compra de pequenos e médios ramais ferroviários.</p><p> </p> Guilherme Grandi Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-19 2012-07-19 25 1 10.29182/hehe.v9i1.120 Implantação da indústria automobilística alemã Mercedes-Benz em Juiz de Fora (MG) https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/121 <p>Este artigo aborda, inicialmente, a estratégia locacional da montadora alemã Mercedes-Benz na cidade de Juiz de Fora (MG). A análise desta estratégia envolve a verificação de três níveis de condicionantes: a reestruturação da indústria automobilística mundial, a estabilização da economia e a definição de diretrizes para o setor pelo governo brasileiro e os aspectos técnicos (locacionais) e da política de desenvolvimento do Estado de Minas Gerais, da Prefeitura de Juiz de Fora, para atração de investimentos externos (guerra fiscal). Num segundo momento, apresenta a estrutura produtiva e organizacional da empresa automobilística implantada em Juiz de Fora.</p> Suzana Quinet de Andrade Bastos Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-19 2012-07-19 25 1 10.29182/hehe.v9i1.121 História econômica: estudos e pesquisas, de Alice Piffer Canabrava https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/122 <p>A obra reuniu doze textos da professora Alice Piffer Canabrava (1911-2003). Eles foram distribuídos nas três áreas de maior interesse da autora: história econômica do Brasil, história econômica de São Paulo e historiografia e fontes; para cada uma delas foram selecionados quatro títulos. O livro consta ainda de um texto autobiográfico sobre O caminho percorrido pela professora para explicar seu ingresso e sua carreira da Faculdade de Ciências Econômicas e Administrativas da Universidade de São Paulo.</p> Maria Lucília Viveiros Araújo Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-19 2012-07-19 25 1 10.29182/hehe.v9i1.122 O I Congresso Brasileiro de Economia https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/108 <p>O presente artigo baseia-se em pesquisa nos Anais do I Congresso Brasileiro de Economia, realizado no Rio de Janeiro, em 1943, em um momento em que apareciam os primeiros sinais de crise do Estado Novo e em que começava a rediscussão da ordem econômica mundial. Uma das consequências desse contexto foi desencadear uma discussão acerca dos rumos da economia brasileira e da política econômica, iniciada com o I Congresso de Economia e cujo ápice foi a famosa polêmica entre Roberto Simonsen e Eugênio Gudin sobre o planejamento econômico. O papel do Estado na economia, a relação com o capital estrangeiro, o livre-comércio, a política aduaneira e a política monetária e creditícia, questões ainda hoje relevantes, foram os pontos cruciais do debate à época e que examinaremos neste trabalho.</p> Francisco Luiz Corsi Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-19 2012-07-19 25 1 10.29182/hehe.v9i2.108 Tropas conduzidas pela Barreira de Itapetininga e o comportamento do mercado de muares 1854-1869 https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/109 <p>O presente artigo oferece novas perspectivas em relação ao comércio de tropas de muares no Brasil imperial, utilizando a herança documental da barreira de Itapetininga — parte do sistema de arrecadação dos direitos sobre animais da Província de São Paulo. Após discutir as estimativas elaboradas até hoje e as características da documentação da barreira, apresentamos a série estatística elaborada com base nesta, que cobre o período 1854-69. Discute-se, a partir dela, a evolução do negócio, suas oscilações e tendências, além de compará-la à série elaborada por Herbert Klein, com base na documentação do registro de Sorocaba. Além disto, apresentamos também um estudo sobre os padrões de concentração do comércio e sua evolução ao longo do período, com base na análise da distribuição das tropas conduzidas.</p> Carlos Eduardo Suprinyak Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-19 2012-07-19 25 1 10.29182/hehe.v9i2.109 Padrões de riqueza no Sudeste do Brasil, 1815-1860 https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/111 <p>O Oitocentos, especialmente antes da década de 1880, são vistos como um período de crescimento lento ou de estagnação de boa parte da economia brasileira. Ao longo das últimas três décadas, tal interpretação vem sendo revista por estudiosos da História Econômica, em particular com relação ao Sudeste. Este artigo utiliza inventários post mortem e outras fontes quantitativas para detectar se houve ou não crescimento real da riqueza em três localidades do Sudeste: a cidade do Rio de Janeiro, a região do Rio das Mortes, nas Minas Gerais, e a cidade de São Paulo. A evidência indica que o nível de riqueza real era mais alto à época da independência e aumentava mais rapidamente que admitiam os estudos tradicionais, focados na estagnação econômica da primeira metade do século XIX. Concomitantemente, a desigualdade econômica também aumentou. Incluíam-se entre as fontes do crescimento o melhoramento das instituições econômicas, um grande mercado de crédito informal e o incremento da demanda &nbsp;centrada nas cidades e centros urbanos menores.</p> Zephyr Frank Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-19 2012-07-19 25 1 10.29182/hehe.v9i2.111 História econômica da Companhia das Lezírias https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/112 <p>A Companhia das Lezírias foi fundada em 1836, por venda em hasta pública das terras da Coroa. Situada às portas de Lisboa, totalizava inicialmente 48.000 hectares, que se estendiam entre os rios Tejo e Sado. Ao longo do tempo, reduziu-se a menos de metade, por via da alienação de patrimônio fundiário que marcou os dias difíceis da História Econômica Mundial (grande depressão, guerras mundiais, etc.), assim como pelos revezes climáticos, sísmicos e políticos em que foi fértil a História de Portugal. A empresa agrícola legou, porém, uma dinâmica tecnológica e funcional inegável ao país, adiantando-se ao resto da lavoura. Após 138 anos de existência, a Companhia voltou às mãos do Estado Português. Nos primórdios do 3° milênio, urge reconhecer sua viabilidade econômica e vedá-la à urbanização, preservando seu sui generis cariz dual, de santuário ecológico de aves migratórias e espaço agrícola periurbano.</p> Isabel Maria Madaleno Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-19 2012-07-19 25 1 10.29182/hehe.v9i2.112 História Econômica da Cidade de São Paulo, de Tamás Szmrecsányi (org.) https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/113 <p>Todos aqueles que se interessam pela cidade de São Paulo ganharam com ela um belo presente nos seus 450 anos. A linha de força do livro reside no cultivo de uma das mais frutíferas tradições da história econômica: a do diálogo entre os processos de urbanização e de industrialização. Organizado por Tamás Szmrecsányi, o volume traz contribuições da melhor qualidade acadêmica, estruturadas de forma original. Em três movimentos - "Crescimento", "Desenvolvimento" e "Perspectivas" - o livro combina com elegância e refinamento textos clássicos e temas atuais proporcionando, ao mesmo tempo, leitura prazerosa, pesquisa de primeira linha e fonte de consulta indispensável.</p> Maria Lucia Caria Gitahy Copyright (c) 2012-07-19 2012-07-19 25 1 10.29182/hehe.v9i2.113 Terra e trabalho em perspectiva histórica: um exemplo do sertão nordestino (Portalegre-RN) https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/146 <p>Nossa preocupação, neste artigo, é contribuir para a recuperação das origens históricas dos problemas do campo no Brasil, especialmente para a compreensão do processo histórico da apropriação territorial no País. Com esse objetivo, examinaremos esse processo tal como ocorreu em suas grandes linhas numa área do alto sertão nordestino, situada a sudoeste do que hoje constitui o Estado do Rio Grande do Norte, no período compreendido entre o início da colonização portuguesa e as duas primeiras décadas do século XX .</p> <p>As razões desse recorte são históricas, metodológicas e teóricas. Em primeiro lugar, trata-se de área que teve importância com o núcleo de irradiação colonizadora no sertão. Em segundo lugar, pudemos contar com alguns registros documentais para o município de Portalegre, referentes à questão fundiária. Por último, a análise da evolução do processo de apropriação territorial nessa área específica nos permite abordar alguns aspectos da intrínseca relação terra-trabalho em suas mudanças no tempo.</p> Denise Mattos Monteiro Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-19 2012-07-19 25 1 10.29182/hehe.v4i2.146 Os senhores e a distribuição da propriedade escrava no Rio de Janeiro do século XIX https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/149 <p>"O branco foi feito para comandar e descansar, o negro para obedecer e trabalhar". Era assim que os senhores de escravos de todo o Brasil se expressavam, revelando sua concepção geral de organização do trabalho e da sociedade ou a "fórmula filosófica da sociedade brasileira", com o tão bem registrou o viajante francês Charles Expilly.</p> <p>Um pouco antes de Expilly, o viajante anglo-americano Thomas Ewbank havia constatado a generalização da escravidão negra em todo o Brasil e a sua "inevitável tendência" para "tornar o trabalho uma atividade desonrosa", procurando analisar detalhadamente a idéia de trabalho desenvolvida pelas "classes privilegiadas " do País: (...).</p> Luiz Carlos Soares Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-19 2012-07-19 25 1 10.29182/hehe.v4i2.149 Un ejercicio de historia regional comparada: coacción y mercado de trabajo. Tucumán y Mendoza en el horizonte latinoamericano (segunda mitad del siglo XIX) https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/145 <p>A partir de la década de 1870, diversos factores determinaron transformaciones sustanciales en sus dos espacios productivos. El avance del poder central argentino , la integración física del territorio con los ferrocarriles y el ocaso de los vínculos económicos con los antiguos mercados motivaron a las élites locales a reorientar las economías provinciales. Se avanzó, entonces, hacia la producción en gran escala de azúcar y de vino respectivamente , a fin de atender un mercado interno en formación , que s e ampliaba espacial y demográficamente . Surgirían así, las primeras "economías regionales " de la Argentin a moderna , complementarias del estratégico espacio central pampeano.</p> <p>En ese marco, la necesidad de contar con una fluida oferta de mano de obra, crónicamente escasa, condujo a la adopción de diversas políticas. Desde la coacción extraeconómica en sus variadas formas, hasta los crecientes incentivos monetarios, estas políticas motivaron, en el caso de Tucumán, la transformación en asalariados de importantes núcleos humanos insertos en economías de subsistencia y, también, la succión de fuertes contingentes de pobladores de provincias vecinas. Un proceso similar aconteció en Mendoza, aunque esta provincia se caracterizó también por atraer un considerable aporte de inmigrantes de países europeos. En este trabajo se pretende ensayar una primera aproximación comparativa sobre la singular conformación en ambos espacios de modernos mercados laborales bajo la vigencia legal de normativas sociolaborales coactivas. Se analizará el comportamiento de los diversos actores sociales, el papel jugado por los Estados provinciales y el Estado nacional y las causas que determinaron la extinción de la coacció n laboral en las décadas de 1880 y 1890.</p> Daniel Campi Rodolfo Richard- Jorba Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-19 2012-07-19 25 1 10.29182/hehe.v4i2.145 O extrativismo e a periferia da produção: referências a experiência da Bahia desde o fim da escravidão https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/166 <p>Este ensaio é parte de um programa de trabalho muito mais extenso sobre a periferia da produção capitalista dependente, que trata da participação precária de trabalho subordinado pouco qualificado na formação de produto social, com o meio de sobrevivência e com o recurso utilizado por produtores capitalistas em sua formação de capital. O que foi norma nas sociedades primitivas, tornou-se um espaço social disputado entre os que buscam sobreviver e os que procuram ampliar sua acumulação de capital utilizando os mecanismos de sobrevivência e controlando os usos do tempo dos grupos que não acumulam. O controle e manejo dessa periferia gerou uma parte essencial da renda obtida pelos capitais aí aplicados, desde o período dominado pelo escravismo até o atual.</p><p>O controle das oportunidades de extração em escala local te m sido um diferencial nas condições de sobrevivência de grupos pobres de uma região a outra, assim com o um componente fundamental da formação de capital empreendida nas estruturas de capitalismo dependente, desde o período colonial até as atuais formas de dependência controladas pelas empresas multinacionais. O espaço semi-árido do Nordeste já teve maior capacidade de sustentar grupos dependentes da extração, antes de sofrer o desmatamento de que tem sido objeto , assim como o litoral baiano tem sido objeto de uma extração mais intensa de crustáceos, de mariscos e de madeira, ao aumentar a população de baixa renda e os excluídos em geral, que depende m desses materiais para sobreviver". </p> Fernando Pedrão Copyright (c) 2012-07-19 2012-07-19 25 1 10.29182/hehe.v4i2.166 O mercado e o mercado interno no Brasil: conceito e história https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/126 <p>Este texto busca discutir três questões básicas: 1.a natureza e o conceito de mercado no âmbito das ciências sociais; 2.a centralidade do conceito de mercado interno na gênese e na dinâmica do capitalismo, tal como foi formulado por Marx e certa tradição marxista; 3.os traços essenciais do processo de constituição do mercado interno capitalista no Brasil.</p> João Antonio de Paula Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-19 2012-07-19 25 1 10.29182/hehe.v5i1.126 Expansão do mercado interno e evolução institucional no processo de industrialização: uma análise comparativa Brasil-Estados Unidos https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/129 <p>O objetivo deste texto é contribuir para o debate sobre porque o Brasil não logrou, como os Estados Unidos, transformar-se em uma economia plenamente industrializada após o apogeu da sua fase agro-exportadora. A principal conclusão é a de que, basicamente devido a melhor distribuição da renda nacional, o setor externo exerceu um papel muito mais dinâmico em termos de geração de mercados internos nos EUA, induzindo um processo de transformação institucional, o qual reforçou o processo de expansão econômica que conduziu a economia norte-americana ao limiar da sua fase industrial stricto sensu. O trabalho finalmente sugere que uma melhoria do perfil distributivo continua sendo uma condição necessária, embora não suficiente, para o desenvolvimento econômico de países como o nosso.</p> Newton Paulo Bueno Wilson Suzigan Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-19 2012-07-19 25 1 10.29182/hehe.v5i1.129 Os Estados Unidos como nação devedora: da Independência até 1914 https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/131 <p>Em 1914, os Estados Unidos eram o maior país devedor do mundo. Desde a sua independência até aquele ano, o volume de investimentos estrangeiros naquele país sempre fora muito maior do que o de seus próprios investimentos no exterior. Este artigo documenta o caráter mutável dos investimentos externos que ele recebeu, mostrando a variedade das obrigações públicas norte-americanas a nível federal, estadual e local, bem como a transição que houve através do tempo das inversões estrangeiras no âmbito governamental para as destinadas ao setor privado. As estradas de ferro representaram uma importante atração, mas houve muitos outros envolvimentos estrangeiros nos mais diversos ramos da economia dos EUA, que desde cedo foi acolhendo empresas multinacionais. Automóveis Mercedes, pneus Michelin e alimentos para bebês da Nestlé já eram fabricados naquele país antes de 1914. O trabalho mostra que os investimentos estrangeiros trouxeram custos e benefícios aos EUA, defendendo o ponto de vista de que tiveram um efeito positivo para o desenvolvimento do País no período de 1776 a 1914.</p> Mira Wilkins Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-19 2012-07-19 25 1 10.29182/hehe.v5i1.131 Evolução histórica dos grupos empresarias da agroindústria canavieira paulista https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/132 <p>Análise da evolução dos grupos empresariais que controlaram e controlam a produção de cana e de seus derivados no Estado de São Paulo, mostrando a participação deles em três subperíodos. O primeiro, que vai do final do Século XI X ao ano de 1930, no qual se destacou uma forte participação do capital estrangeiro, caracterizou-se pela presença de alguns grandes grupos nacionais e de diversos pequenos produtores isolados. No segundo período (1930-1990), marcado pela intervenção estatal, deu-se a formação e o crescimento de diversos grupos constituídos por famílias de imigrantes italianos e/ou seus descendentes, num estreito vínculo com a produção de equipamentos e com a comercialização centralizada. No último período (a partir de 1990), houve uma subdivisão no interior destes grupos e o surgimento de novos, assim como o incipiente retorno do capital estrangeiro, no contexto de um novo ambiente competitivo após a desregulamentação estatal.</p> Pedro Ramos Tamás Szmrecsányi Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-19 2012-07-19 25 1 10.29182/hehe.v5i1.132 La concesión de Mares, el interés industrial y la fundación de la empresa colombiana de petróleos, ECOPETROL https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/134 <p>Este artículo estudia la reversión de la Concesión de Mares administrada por la Tropical Oil Company, una subsidiaria de la Standard Oil de New Jersey, y la fundación de la compañía estatal Empresa Colombiana de Petróleos, ECOPETROL , en 1951. Se analiza el papel de diferentes actores sociales y políticos en dicho proceso, en especial, el rol de la poderosa Asociación Nacional de Industriales, ANDI. A diferencia de otros casos latinoamericanos de la primera mitad del siglo XX , ECOPETROL fue el resultado de la caducidad de un contrato establecido con una empresa multinacional, y no el producto de presiones nacionalistas y/o procesos de expropiación.</p><p>Además, y contrario a lo que la literatura ha señalado, la evidencia muestra que los trabajadores petroleros colombianos no tuvieron mayor influencia en la creación de la compañía, ya que ésta fue el resultado de negociaciones que se llevaron a cabo exclusivamente entre sectores de la élite colombiana y representantes del capital y el gobierno norteamericanos.</p> Eduardo Sáenz Rovner Copyright (c) 2012-07-19 2012-07-19 25 1 10.29182/hehe.v5i1.134 O liberalismo económico na obra de José da Silva Lisboa https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/137 <p>Este texto procura analisar o apego de José&nbsp;da Silva Lisboa aos ideais de liberalismo&nbsp;económico, tendo sobretudo em atenção as&nbsp;acções que desenvolveu e os textos que publicou entre 1804&nbsp;e 1810. Começarei por destacar a importância do legado de Adam&nbsp;Smith como referência de autoridade que&nbsp;legitima a mensagem que Silva&nbsp;Lisboa veicula através do seu livro Princípios de Economia Política. Analisarei de seguida os seus escritos de caráter&nbsp;doutrinário, no rescaldo&nbsp;da abertura dos portos e dos Tratados de&nbsp;Amizade e de Comércio celebrados entre&nbsp;Portugal e Inglaterra em 1810. Por fim, procurarei&nbsp;avaliar globalmente o significado do&nbsp;papel&nbsp;que desempenhou nos dois processos.</p> José Luís Cardoso Copyright (c) 2012-07-19 2012-07-19 25 1 10.29182/hehe.v5i1.137 La trayectoria de Frédéric Mauro https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/139 <p>Frédéric Mauro, el más importante historiador francés dedicado al estudio económico de la América Latina moderna, falleció en junio de 2001, a la víspera de sus ochenta años. Fué uno de los raros franceses especialistas del mundo ibérico a adquirir una fama internacional. Sus más de treinta libros y trecientos artículos fueron publicados en siete idiomas y once países.</p> <p>Nació en Valenciennes el 24 de octubre de 1921 dentro de una familia burguesa . Su madre era de la ciudad misma, en esa época uno de los más destacados centros de la indústri a siderúrgica francesa; ya su padre habia nacido en Roquebrune Cap Martin, un lugar encantador de la Côte d'Azur en el Mediterraneo. Alli se encuentra la casa familial donde Frédéric pasó muchas vacaciones con su esposa Jacqueline — ella misma profesora de Historia, su apoyo permanente tanto en los buenos dias com o en los últimos tiempos difíciles. Fue también allá que preparó muchas de sus obras.</p> Albert Broder Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-19 2012-07-19 25 1 10.29182/hehe.v5i1.139 A Companhia Brasileira de Paquetes a Vapor e a centralidade do poder monárquico https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/144 <p>O Estado brasileiro recém-criado teve que ser construído. As grandes distâncias do País favoreciam o surto de sentimentos regionalistas. A centralidade do poder só era possível com o desenvolvimento das comunicações. A Companhia Brasileira de Paquetes a Vapor, ligando todas as capitais marítimas, foi responsável pela distribuição da correspondência postal e transformou-se numa peça fundamental da implementação das decisões políticas da Monarquia, garantindo sua territorialidade e sua efetiva capacidade de penetrar a sociedade civil. Mas, ao se deixar cooptar pelo Estado, em troca de privilégios e subvenções, ela se acomodou e não se modernizou. Ao perder o direito ao monopólio, não suportou a concorrência estrangeira e acabou sucumbindo.</p> Almir Chaiban El-Kareh Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-19 2012-07-19 25 1 10.29182/hehe.v5i2.144 Minería, mano de obra y circulación monetaria en los Andes colombianos del siglo XVII https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/151 <p>La economía en el Nuevo Reino de Granada giró casi exclusivamente en torno al oro de aluvión. Pese a esa situación, el examen del sector minero de la plata permite, analizar con mayor precisión los grandes temas que han preocupado a la historiografía colonial, y cuyos resultados se espera contribuyan tanto a contextualizar mejor la historia de la minería americana durante el periodo como a un mayor conocimiento de la economía animada por la plata en la Nueva Granada. Este artículo, que hace parte de una investigación en curso, trata, en este orden, sobre los espacios de la plata, la articulación entre extracción y circulación monetaria, y el papel de la mano de obra como determinante de esos ciclos.</p> Heraclio Bonilla Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-19 2012-07-19 25 1 10.29182/hehe.v5i2.151 A história das relações económicas internacionais em Portugal https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/154 <p>Este texto tenta fazer um balanço do estudo da história das relações económicas internacionais em Portugal. Constata, em primeiro lugar, numa análise geral, que a pesquisa sobre história das relações económicas internacionais tem incidido principalmente sobre a história das relações económicas internacionais de Portugal, e bastante menos sobre a história do sistema económico internacional em geral. Debruça-se, depois, sobre as principais teses apresentadas sobre três temas: o papel de Portugal na formação do sistema económico internacional de âmbito mundial; as conseqüências das relações económicas de Portugal com o centro do sistema económico internacional para a evolução estrutural da economia portuguesa; e as conseqüências das relações económicas de Portugal com a periferia do sistema económico internacional para essa mesma evolução estrutural.</p> Nuno Valério Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-19 2012-07-19 25 1 10.29182/hehe.v5i2.154 O período de intenso crescimento econômico argentino de 1870 a 1930: uma discussão https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/165 <p>A economia argentina experimentou no final do século XIX um período de intenso embora não constante crescimento, a Belle Époque, sendo que sua periodização e caracterização consistem nos principais objetivos do presente artigo. A discussão desenvolve-se a partir de uma revisão da literatura sobre crescimento econômico na Argentina. O efetivo início da Bell Époque ficou situado entre o final da década de setenta e o começo da de oitenta do século XIX. A questão do seu término girou em torno de duas datas:1914, início da Primeira Guerra Mundial —hipótese de retardação precoce; e 1929, ocasião da Grande Depressão — hipótese da retardação tardia. Como conclusão, pode-se afirmar que a economia argentina dos séculos XIX e XX não apresentou evolução linear, mas sim períodos de grande crescimento seguidos de quedas e de recuperações cada vez mais lentas, com demora crescente em recuperar os níveis previamente atingidos.</p> Maria Heloisa Lenz Copyright (c) 2012-07-19 2012-07-19 25 1 10.29182/hehe.v6i2.165 Os escravos que Saint-Hilaire viu https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/123 <p>O presente trabalho pretende trazer uma contribuição em tal sentido, examinando os depoimentos, com relação à escravidão, de um dos mais importantes e freqüentemente citados entre aqueles viajantes: o naturalista francês Saint-Hilaire, que percorreu extensamente o Brasil entre 1816 e 1822. O exame dos relatos de Saint-Hilaire será feito tomando como referência algumas hipóteses e conclusões da literatura econômica sobre o escravismo.</p><p>A próxima seção expõe brevemente tópicos da análise econômica da escravidão relevantes para a discussão que se seguirá. Trata-se, depois, da postura de Saint-Hilaire diante da escravidão e de sua visão geral quanto às relações entre escravos e homens livres no Brasil. As seções subsequentes examinam as observações do Viajante sobre o escravismo na mineração, na cultura da cana-de-açúcar e em outras lavouras, e na criação de gado. Em seguida discutem-se alguns aspectos específicos do seu testemunho sobre as relações escravistas no Brasil. Uma seção final reúne as conclusões do artigo.</p> Flávio Rabelo Versiani Copyright (c) 2012-07-19 2012-07-19 25 1 10.29182/hehe.v3i1.123 Ferrovias agricultura de exportação e mão de obra no Brasil no século XIX https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/124 <p>O presente artigo enfatiza a idéia de que o impacto das ferrovias sobre a questão da mão-de-obra não foi linear nem harmônico. Várias tensões emergem quando se confrontam as diversas análises sobre o tema. Se, por um lado, as ferrovias ajudaram a reduzir a demanda de mão-de-obra, por outro lado, elas contribuíram para aumentar a demanda de mão-de-obra, especialmente ao ampliar a fronteira agrícola, favorecendo a incorporação de novas terras para cultivo. Além disso, as ferrovias também exigiram um grande número de trabalhadores para sua construção, manutenção e operação. Da mesma forma, enquanto uma parte da literatura revela que, contribuindo para o desenvolvimento do capitalismo, as ferrovias estimulavam a transformação das relações de trabalho, uma outra argumenta o contrário. Isto é, que, ao propiciar a expansão da agricultura de exportação, as ferrovias contribuíram para fortalecer as relações escravistas e medidas coercitivas para atender às exigências do trabalho na agricultura. Este conflito foi observado por Saes. De acordo com o Autor, "se, por um lado, a ferrovia revigorou a economia escravista, pelo outro colocou alguns problemas para a sua existência". O presente texto questiona a idéia de uma identificação imediata entre ferrovias e trabalho livre. Na literatura sobre o Brazil essa associação decorre do fato da legislação existente proibir as companhias de empregar escravos na construção ou operação de ferrovias. Como veremos, há evidências demonstrando que essa regra nem sempre era seguida.</p><p>Este artigo também contribui para o debate ao tratar, mais especificamente, dos trabalhadores engajados na construção das ferrovias, um tema muito pouco estudado pela historiografia. O foco se concentra nos homens que construíram as ferrovias, especialmente durante as décadas de 1850, 1860 e 1870. Os poucos estudos existentes sobre os trabalhadores nas ferrovias investigaram principalmente os empregados em atividades relacionadas com a administração, planejamento e operação das ferrovias, e se concentraram basicamente nas últimas décadas do século dezenove e começos do século vinte. Foi provavelmente por isso que a maioria enfatizou aspectos relacionados com áreas urbanas e relações capitalistas. Este estudo mostra que escravos e trabalhadores sob contrato integraram a força de trabalho na construção de ferrovias no Brasil, assim como em vários outros países. No último quartel do século XIX, os planos e políticas implementados no País buscavam promover a transformação das relações de trabalho tendo como base longos contratos de serviços e legislações repressivas, independentemente de os trabalhadores serem brasileiros, imigrantes ou ex-escravos. </p> Maria Lúcia Lamounier Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-19 2012-07-19 25 1 10.29182/hehe.v3i1.124 Implantação da siderúrgica Mendes Júnior em Juiz de Fora (MG) https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/97 <p>A empresa Siderúrgica Mendes Júnior, atualmente, Arcelor-Mittal Juiz de Fora — Aços Longos, foi implantada na cidade de Juiz de Fora, Minas Gerais, ao longo dos anos 1970, tendo, porém, iniciado sua operação em 1984. Embora de iniciativa privada, o projeto industrial da empresa foi concebido e implementado com elevada interferência pública, tanto da esfera federal, quanto da estadual e da municipal. Além de conceder financiamentos e isenção de impostos, o Estado brasileiro influenciou na concepção dos processos produtivos e na decorrente definição da capacidade de produção da empresa.</p> <p><br><br><br></p> Suzana Quinet de Andrade Bastos Lourival Batista de Oliveira Júnior Rogério Silva Mattos Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-18 2012-07-18 25 1 10.29182/hehe.v12i2.97 Convergência para o equilíbrio no modelo keynesiano: algumas considerações https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/37 <p>Este trabalho faz, inicialmente, uma revisão&nbsp;do debate que surgiu após a publicação&nbsp;da Teoria Geral do Emprego, do Juro e da&nbsp;Moeda (TG), de Keynes, no que se refere&nbsp;à natureza da posição de equilíbrio assumida<br>pela economia no longo prazo. Na&nbsp;sequência, são apresentados o modelo de&nbsp;Oreiro (1997) e algumas simulações computacionais,&nbsp;sendo incorporados na análise&nbsp;os argumentos apresentados no capítulo 19<br>da TG. O objetivo é retomar os argumentos&nbsp;de um dos principais debates da história&nbsp;do pensamento econômico, no intuito de&nbsp;demonstrar que a interpretação convencional&nbsp;(síntese neoclássica) é contestável. As&nbsp;conclusões caminham no sentido de mostrar&nbsp;que, quando são considerados na análise os&nbsp;argumentos apresentados por Keynes no referido&nbsp;capítulo da TG, o resultado da síntese&nbsp;neoclássica de convergência e estabilidade&nbsp;do equilíbrio com pleno emprego torna-se&nbsp;altamente questionável. Com efeito, isso foi<br>demonstrado pelo desenvolvimento de uma&nbsp;estrutura analítica formal com auxílio de&nbsp;simulações computacionais.</p> Fabrício José Missio José Luis Oreiro Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-18 2012-07-18 25 1 10.29182/hehe.v14i1.37 Dez anos da ABPHE https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/16 <p>Sem ter aderido ao ufanismo complacente da indústria das efemérides e do culto às personalidades, resolvi aceitar este convite por imaginar que a presente sessão poderá ser útil: (1) para informar nossos convidados e visitantes, bem com o nossos associados mais recentes, do que tem sido e d o que tem feito a ABPHE ; e (2) para levantar algumas questões a serem debatidas e aprofundadas, na Assembleia de amanhã, questões que se referem não só aos últimos dez anos, mas, antes, aos próximos dez anos de nossa Associação. Estes são os dois objetivos que procurarei alcançar através da minha exposição.</p> Tamás Szmrecsányi Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-18 2012-07-18 25 1 10.29182/hehe.v11i2.16 A bolsa de Valores e o financiamento de empresas em São Paulo, 1886-1917 https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/89 O presente artigo analisa a contribuição da Bolsa de Valores para o processo de modernização econômica de São Paulo na virada dos sé-culos XIX e XX. Seu conteúdo mostra que a Bolsa se desenvolveu rapidamente: de um mercado limitado, informal para o mais importante locus de capital financeiro industrial de São Paulo no curto período de tempo de duas décadas. Embora a Bolsa não apareça como tendo tido uma participação institucional marcante no financiamento de empresas, fica claro que o surto de atividades nesse mercado de capitais durante as primeiras décadas do século XX teve como resultado uma contribuição significativa para a precoce e rápida diversificação econômica de São Paulo. Anne Hanley Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-18 2012-07-18 25 1 10.29182/hehe.v4i1.89 O impacto da Primeira Guerra Mundial sobre o investimento estrangeiro na América do Sul: Brasil e Argentina https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/90 <p>Sem dúvida, os investimentos estrangeiros tecnicamente não fazem parte do sistema financeiro. Eles não constituem uma instituição, e nem atuam como intermediários. Contudo, é certamente impossível discutir os sistemas financeiros latino-americanos, nesse ou em qualquer outro período, sem levar em conta os investimentos estrangeiros. Ao mesmo tempo, estudos sobre os investimentos estrangeiros, que não analisam o impacto desses fluxos nos sistemas financeiros nacionais da América Latina e na própria natureza das transformações capitalistas nesses países constituem, no fim das contas, pouco mais do que glorificados exercícios de contabilidade ou meditações ahistóricas neoclássicas, sem menosprezar o valor intrínseco das quantificações e das meditações em geral.</p><p>No mundo do pré-Guerra, os empréstimos externos para a América Latina representavam apenas uma parte do complexo de forças externas que contribuíram para moldar seus sistemas financeiros e seu desenvolvimento capitalista. Bancos comerciais, bancos de investimentos e companhias de seguros estrangeiras foram as mais óbvias manifestações institucionais dessa relação. As políticas fiscais e monetárias dos governos foram também fortemente influenciadas por forças externas - por exemplo, pelos empréstimos externos e pela arrecadação fiscal proveniente dos impostos sobre as importações. Por sua vez, a política oficial desempenhou o principal papel na formação e no funcionamento dos sistemas financeiros nacionais na América Latina, especialmente porque as necessidades fiscais dos governos eram da maior importância na relação entre o Estado e o setor bancário.</p> Bill Albert Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-18 2012-07-18 25 1 10.29182/hehe.v4i1.90 O Brasil no padrão-ouro: a Caixa de conversão de 1906-1914 https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/88 <p>Este trabalho investiga a primeira tentativa bem-sucedida de adequar a economia brasileira às regras do padrão-ouro, nos anos 1906- 1914, na crença de que tal experiência pode ajudar-nos a entender os esforços recentes de estabilização.A estabilidade cambial naquele período será vista como a conquista de um objetivo há muito almejado pelos condutores das políticas econômica e financeira do País.</p><p>A primeira seção apresenta a criação da Caixa de Conversão como resultado de uma busca da estabilidade cambial, desíderatum de todos os governos desde 1891.As dificuldades de adequação das economias exportadoras de bens primários - e, em especial, as do Brasil - em aderir às regras do padrão-ouro são examinadas na seção seguinte. A terceira seção investiga, inicialmente, os efeitos das desvalorizações da primeira década republicana sobre as finanças do Governo e o recurso ao empréstimo externo consolidado em 1898 (Fundíng Loan) como a solução para o financiamento do déficit público. A seguir, uma análise do Fundíng Loan deixa clara a adequação de algumas de suas cláusulas aos objetivos de estabilização cambial dos Governos Campos Salles e Rodrigues Alves. Os efeitos adversos da apreciação do câmbio, na virada do século, sobre a renda dos cafeicultores e os custos de ajustamento da política restritiva são examinados no final da seção. A quarta seção mostra que, a despeito do interesse do Governo em enquadrar a economia brasileira dentro das regras do padrão-ouro, a criação da Caixa de Conversão em 1906 foi iniciativa dos cafeicultores e analisa o desempenho da Caixa no período 1906-1914. A seção seguinte avalia essa primeira experiência da economia brasileira em se adaptar às regras do padrão-ouro. A última seção apresenta as conclusões do trabalho.</p> Maria Teresa Ribeiro de Oliveira Maria Luiza Falcão Silva Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-18 2012-07-18 25 1 10.29182/hehe.v4i1.88 Dívida externa brasileira, 1850-1913: empréstimos públicos e privados https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/87 <p>Os exame da dívida externa brasileira até 1930 tem se centrado em duas características sem dúvida marcantes: o predomínio dos empréstimos públicos, em grande parte voltados à cobertura do déficit público, e a presença dos banqueiros ingleses, principalmente da Casa Rothschild, como agentes típicos dos empréstimos realizados. Neste artigo procuramos explorar alguns outros aspectos da dívida brasileira até hoje pouco estudados. De um lado, levantamos alguns exemplos de empréstimos privados realizados por bancos estrangeiros e empresas ou empresários brasileiros, inclusive industriais. Este tipo de empréstimos tem tido um lugar limitado na historiografia econômica devido à ausência de dados agregados que possam determinar sua magnitude no conjunto da dívida externa brasileira. Apesar disso, é de interesse observar sua realização, os procedimentos que eles envolveram e, às vezes, um final não muito feliz para credores e devedores. Por outro ladro, procuramos mostrar que a história da dívida pública externa do Brasil no período não pode ser limitada ao binômio credor inglês-empréstimo público para cobrir o décifit público. Houve expressivos empréstimos realizados para investimentos em estradas de ferro. Além disso, nos anos anteriores à Primeira Guerra Mundial, o mercado financeiro de Paris teve forte participação (talvez até majoritária) no lançamento dos títulos representativos dos novos empréstimos ao Governo Federal, a governos estaduais e municípios, e também a empresas privadas (em alguns casos com o aval do Governo Federal). Além disso, estimativas do estoque de capital estrangeiro no Brasil, entre 1825 e 1930, indicam a tendência de redução de parcela representada pela dívida pública.</p> Maria Bárbara Levy Flávio Azevedo Marques de Saes Copyright (c) 2012-07-18 2012-07-18 25 1 10.29182/hehe.v4i1.87 História econômica, teoria econômica e economia aplicada https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/17 <p>Hoje em dia, ainda mais que no final do século passado, os historiadores, de um modo geral, tendem a aceitar e a compreender melhor nossa disciplina que a maioria dos economistas. Para a maioria dos primeiros, é o próprio adjetivo que constitui uma redundância, já que, de acordo com o ponto de vista dominante, não pode haver qualquer história concreta que não seja de natureza simultaneamente principal ou até fundamentalmente econômica. Para a maioria dos economistas de nosso tempo, contudo, a real importância da história econômica ainda representa algo a ser aceito e assimilado; eles tendem, via de regra, a encará-la com o um simples estudo do passado - ou seja, com o algo meramente acessório, irrelevante, ou até supérfluo, em comparação com a teoria econômica e/o u os vários campos da economia aplicada.</p> Tamás Szmrecsányi Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-18 2012-07-18 25 1 10.29182/hehe.v11i2.17 Fundamentos teóricos e metodológicos do estudo da História Econômica https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/18 <p>Para poder trabalhar co m eficiência na área de História Econômica, convém, inicialmente, delinear a natureza, os limites e os elementos que a caracterizam e diferenciam com o campo de conhecimento específico e independente. A seguir, precisamos ter clareza das várias perspectivas teóricas que coexistem no seu estudo, seja complementarmente, cooperando entre si, seja, com frequência, opondo-se umas às outras. Em terceiro lugar, carecemos de uma introdução, mesmo que provisória, aos principais conceitos, métodos e procedimentos a que temos que recorrer na solução de seus problemas, à medida que vão surgindo.</p><p>Começando pela primeira tarefa, cabe notar de saída que a História Econômica constitui, hoje em dia, não apenas um ramo das ciências econômicas e/o u do conhecimento histórico, mas também uma disciplina relativamente autônoma quanto a seus objetos e instrumentos de trabalho. Com o tal, ela dispõe da sua própria problemática, assim com o dos métodos e das técnicas de análise que lhe são compatíveis. São estas características que lhe permitem formular noções peculiares, tanto em termos formais com o no que se refere a seu conteúdo (CIPOLLA, 1988:13-28).</p> Tamás Szmrecsányi Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-18 2012-07-18 25 1 10.29182/hehe.v11i2.18 Tamás Szmrecsányi, 1936-2009 https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/19 - Wilson Suzigan Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-18 2012-07-18 25 1 10.29182/hehe.v11i2.19 Os anos em que os brasileiros deixaram a solidão de lado e os estrangeiros se naturalizaram https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/20 - Rui Granziera Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-18 2012-07-18 25 1 10.29182/hehe.v11i2.20 Tamás e sua reflexão, pesquisa e análise sobre a agropecuária brasileira https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/21 <p>Com seu ingresso, em 1974, no curso de Doutorado em Ciência Econômica do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da UNICAMP, e com a sua contratação com o professor do Departamento de Economia e Planejamento Econômico da mesma unidade, Tamás passou a desenvolver atividades relacionadas ao estudo sobre a Agropecuária brasileira, sempre tendo como referência o contexto mundial. Foi coordenador e organizador (só ou acompanhado), entre o final da década de 1970 e o início da de 1980, de diversos encontros, seminários e debates sobre questões afetas ao setor, nas dependências do IFCH ou em outros espaços, o que será aqui relegado.</p> Pedro Ramos Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-18 2012-07-18 25 1 10.29182/hehe.v11i2.21 Contribuição de Tamás Szmrecsányi à historiografia de empresas https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/22 <p>A contribuição do Prof. Tamás à historiografia de empresas revela-se notadamente em três atividades: no âmbito institucional, com o fundador da Associação Brasileira de Pesquisadores em História Econômica (ABPHE); no âmbito editorial, no qual organizou três coletâneas de artigos sobre história de empresas; e no âmbito acadêmico, com o autor de cerca de 15 artigos publicados e uma tradução.</p> Victor Pelaez Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-18 2012-07-18 25 1 10.29182/hehe.v11i2.22 A contribuição do Prof. Tamás József Márton Károly Szmrecsányi à História do pensamento econômico https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/23 <p>Neste conjunto de homenagens ao Prof. Tamás József Márton Károly Szmrecsányi, coube-me escrever sobre sua contribuição à história do pensamento econômico. Na sua visão, esta área de conhecimento compartilha com a história da historiografia a função de fazer a ponte entre economistas e historiadores, que, por sua vez, são os dois aspectos básicos em que se sustenta a história econômic a (Szmrecsányi, 1999c). De acordo com Joseph A. Schumpeter, trata-se da "história dos esforços intelectuais que os homens vêm fazendo para entender os fenômenos econômicos ou, o que dá no mesmo, é a história dos aspectos analíticos e científicos do pensamento econômico " (Schumpeter, [1954]1994:1).</p> Claudia Heller Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-18 2012-07-18 25 1 10.29182/hehe.v11i2.23 Tamás Szmrecsányi:a história econômica e a economia brasileira https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/24 <p>Certamente, o eixo que serve de guia para a devida qualificação da grande e diversificada produção do Professor Tamás é a história, na medida que, tratando da economia, do pensamento econômico ou da agricultura e da ciência e tecnologia, se servia do conhecimento histórico para fazer as devidas e necessárias conexões com as demais áreas das ciências sociais. Desta forma, a história e, mais especificamente, a história econômica, pode ser considerada o elo comum que unifica o acervo de trabalhos que nos deixou o Professor Tamás. Boa parte do elevado número de dissertações e teses que contaram com a sua orientação também sancionam a importância central da história nos respectivos trabalhos. Convém observar, entretanto, que ele também se destacou em outras áreas que dizem respeito à teoria econômica e à história do pensamento econômico, com o bem provam os textos de introdução às coletâneas de Malthus, de Keynes, ou as traduções de Baran e de Joan Robinson. No caso específico de Schumpeter, a ênfase foi nas questões relativas à inovação e, portanto, da ciência e tecnologia — além da história econômica propriamente dita e da história da ciência e tecnologia em particular.</p> Fausto Saretta Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-18 2012-07-18 25 1 10.29182/hehe.v11i2.24 Contribuição de Tamás Szmrecsányi à política cientifica e tecnológica https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/25 <p>Avaliar a contribuição do professor Tamás para a temática da Política Científica e Tecnológica e, mais precisamente, para o Departamento de Política Científica e Tecnológica - DPCT, ligado ao Instituto de Geociências da Unicamp, é uma tarefa que, com prazer, vai-se tentar cumprir. Ela vai permitir percorrer cerca de 30 anos da história do tema no Brasil.</p> Rui H. P. L. de Albuquerque Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-18 2012-07-18 25 1 10.29182/hehe.v11i2.25 A “farinha de pau” da capitania de Ilhéus: produção estratégica e circulação vigiada, séculos XVII-XVIII https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/98 <p>Análise do mercado da farinha de mandioca, que articulava a Capitania de Ilhéus a Salvador e a seu Recôncavo na longa duração — dois séculos, o XVII e o XVIII — com o objetivo de identificar e analisar os fatores que orientaram sua dinâmica, sua amplitude, seus agentes, sua permanência no tempo e, sobretudo, seu papel na definição do perfil agrário da Capitania de Ilhéus. O estudo do funcionamento deste mercado terá como principal fundamento empírico as medidas reveladas nas correspondências e nos ofícios expedidos pelos governadores gerais, no esforço cotidiano de garantir o abastecimento de farinha da capital, a partir de meados do século XVII. Esta documentação indica, ainda, alguns poucos números do volume comercializado, mas que lançam luzes sobre o lugar ocupado pela capitania no mercado de farinha que abastecia a capital.</p> Marcelo Henrique Dias Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-18 2012-07-18 25 1 10.29182/hehe.v12i2.98 A formação das Companhias de Seguros na economia brasileira (1808-1864) https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/99 <span style="color: #000000;">-</span> Alexandre Macchione Saes Thiago Fontelas Rosado Gambi Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-18 2012-07-18 25 1 10.29182/hehe.v12i2.99 The British Revolution in Global Perspective, de Robert Allen https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/100 <p>A presente resenha procura resumir parte da vasta literatura surgida a partir deste revisionismo, identificando os principais campos envolvidos na controvérsia, bem como os argumentos centrais acerca do "quando", do "como " e do "por que " da Grande Divergência e ascensão do Ocidente.</p> André Villela Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-18 2012-07-18 25 1 10.29182/hehe.v12i2.100 A trajetória de internacionalização da Petrobras na indústria de petróleo e derivados https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/10 <p>A Petrobras é a maior empresa estatal brasileira e tem uma sólida trajetória de internacionalização. À luz das teorias de internacionalização da firma, busca-se aqui entender como a empresa cresceu no mercado interno e se enveredou nos mercados internacionais. Para localizar a discussão, resgatamos primeiro o início e o desenvolvimento da firma no mercado interno. Na sequência, verificamos como se deu sua ramificação internacional para três grandes áreas geográficas (América, Eurásia e África), num contexto de disputa global pelo petróleo, via concessões de exploração e atividades de refino e distribuição. Nota-se que a principal fonte de receita da empresa continua sendo o mercado brasileiro, mas sua inserção nos mercados internacionais tem crescido em termos absolutos e também se sofisticado, passando de uma busca por insumos para a expansão das vendas de produtos finais e de tecnologia.</p> Armando Dalla Costa Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-18 2012-07-18 25 1 10.29182/hehe.v12i1.10 Industrialização e seus impactos na urbanização do interior paulista: uma análise comparada de Americana, Piracicaba e Santa Barbara d' Oeste https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/11 <p>O século XX marca a evolução do Brasil para uma economia industrial e moderna, evolução essa particularmente intensificada na década de 1970, com o processo de modernização autoritária. Sob o comando do Estado, os Planos Nacionais de Desenvolvimento (I e II PNDs) postulavam elevar o país à condição de potência mundial, implicando mudanças, como a intensificação dos fluxos migratórios e a urbanização intensa. Destacadamente, três eventos foram responsáveis pelas transformações urbanas mais impactantes: o esforço exportador, o Proálcool e as políticas de desconcentração industrial. O propósito do artigo é interpretar, comparativamente, os processos de industrialização e seus efeitos na urbanização de três cidades do interior do estado de São Paulo: Americana, Piracicaba e Santa Bárbara d'Oeste.</p> Eliana T. Terci Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-18 2012-07-18 25 1 10.29182/hehe.v12i1.11 Desenvolvimento territorial: uma avaliação das políticas adotadas no polo Petrolina-Juazeiro entre os anos 1960-2000 https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/13 O Submédio do Vale do São Francisco, onde se localiza o Polo Petrolina-Juazeiro, durante as últimas quatro décadas vem sendo alvo de fortes investimentos públicos voltados para a agricultura irrigada, gerando intensos impactos sociais e econômicos, tanto na área agrícola, quanto no meio urbano. No entanto, em que contexto se insere esta atuação pú¬ blica no Submédio do Vale do São Francisco? Além disso, quais as principais razões para a escolha desta microrregião para a atuação pública? Este trabalho pretende identificar qual a concepção, bem como a forma de atuação governamental observada na microrregião nas últimas quatro décadas, além das principais razões para sua execução e objetivos a serem alcançados com os investimentos. De forma geral, pode-se concluir que o dinamismo observado na microrregião no período de análise se deve essencialmente à inversão de fatores externos a esta localidade. Tiago Farias Sobel Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-18 2012-07-18 25 1 10.29182/hehe.v12i1.13 Inversión extranjera y construcción de ferrocarriles en Colombia: the Panama Railroad Co. (1850-1903) https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/15 <p>Em meados do século XIX, fica em evidência um dos processos de investimento estrangeiro de maior sucesso na América Latina e, em particular, na Colômbia, ao menos na perspectiva dos investidores estrangeiros. O processo em questão foi a construção e o início do funcionamento da Panama Railroad Co. Esta linha férrea foi construída em um tempo recorde de 5 anos e sua diferença em relação a outras ferrovias do país era que não tinha a intenção de fazer uma conexão entre os centros de produção de bens primários com o comércio internacional, mas que fosse desenhada e executada como uma rota entre os oceanos Atlântico e Pacífico. A Panama Railroad Co. foi uma das empresas mais lucrativas naquele momento e colocou em evidência os interesses econômicos e políticos dos Estados Unidos, não somente frente à América Latina, mas também frente aos competidores mais fortes na região: França, Inglaterra e Espanha. A empresa foi um dos monopólios de transporte mais importantes da época e significou um dos recursos fiscais mais relevantes para o governo colombiano, apresentando ao mesmo tempo uma profunda assimetria de poder entre os Estados Unidos e a Colômbia.</p> Juan Santiago Correa Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-18 2012-07-18 25 1 10.29182/hehe.v12i1.15 Crescimento econômico, imigração e salários reais no Brasil, 1880-1937 https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/12 <p>Este estudo demonstra que, no Brasil, 1880 - 1937, mudanças na taxa de crescimento da renda real per capita sempre precederam mudanças nos níveis de imigração e de salário real, logo, é altamente provável que o crescimento da economia induziu a imigração e as variações na taxa salarial real; não o contrário. Formalmente, existiu uma relação de causalidade de Granger unidirecional do crescimento econômico, em estruturas bivariadas e multivariadas, para imigração e salário real. Não existiu causalidade, em qualquer direção, entre imigração e salário real.</p> Sérgio Ricardo de Brito Gadelha Copyright (c) 2012-07-18 2012-07-18 25 1 10.29182/hehe.v12i1.12 Empresariado fabril e desenvolvimento econômico: empreendedores, ideologia e capital na indústria do calçado (Franca, 1920-90) https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/91 <p>A tese de doutorado de Agnaldo de Souza Barbosa, defendida em 2004 no Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Faculdade de Ciências e Letras - UNESP (Araraquara), e publicada em livro em 2006, claramente se insere nessa tendência de rever alguns aspectos do processo de industrialização brasileiro. Seu objeto específico é a indústria do calçado em Franca (SP), de 1920 a 1990. Como se sabe, Franca se tornou, desde os anos sessenta do século XX , um dos principais polos produtores e exportadores de calçados do Brasil. Embora sua história não se confunda com a história da industrialização brasileira, é de inegável interesse conhecer o percurso que levou a indústria francana de calçados a essa condição. A obra de Agnaldo Barbosa nos oferece um registro muito minucioso desse percurso, a partir de pesquisa em fontes das mais diversas: livros de registro comercial, inventários, falências, hipotecas, processos criminais, habilitações de crédito e financiamentos, jornais e revistas. O livro está organizado em duas partes: na primeira, estuda a formação e o desenvolvimento do empresariado e das empresas de calçados em Franca e, na segunda, trata da ideologia e da atuação econômico-política dos industriais. Em ambas, questiona, a partir da evidência levantada, teses assentadas em nossa historiografia, como indicamos a seguir.</p> Flávio Saes Copyright (c) 2012-07-18 2012-07-18 25 1 10.29182/hehe.v12i1.91 Homens do café: Franca, 1880-1920 https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/92 <p>Homens do Café: Franca, 1880-1920 é resultado da pesquisa realizada por Rogério Naques Faleiros, em forma de Dissertação de Mestrado apresentada ao Instituto de Economia da Unicamp, defendida em novembro de 2002. A obra se destaca por seu caráter regional, por sua compilação e análise de dados e pela documentação específica, revelando um esforço de pesquisa e originalidade no que concerne ao tratamento de fontes cartoriais, escassamente exploradas pela historiografia do complexo cafeeiro.</p> <p>Ao valer-se dessas fontes, o autor lidou com escrituras de contratos de formação e trato de cafeeiros, lavradas no município de Franca, que emergia como centro produtor de café no contexto do alargamento da fronteira do seu cultivo.</p> Tatiana Pedro Colla Belanga Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-18 2012-07-18 25 1 10.29182/hehe.v12i1.92 Redes sociais e instituições comerciais no império espanhol: uma resenha coletiva da produção historiográfica mexicana recente https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/93 <p>Resenha coletiva de: 1) VALLE PAVÓN, Guillermina del. Mercaderes, comercio y consulados de Nueva España en el siglo XVIII. México: Instituto Mora, 2003, 355 p.</p> <p>2) HAUSBERGER, Bernd &amp; IBARRA, Antonio. Comercio y poder en America colonial; los consulados comerciantes, siglos XVII-XIX. Madrid-Frankfurt-México: Iberoamericana-Vervuert-Instituto de Investigaciones Dr. José María Luis Mora, 2003, 238 p.</p> <p>3) IBARRA, Antonio y PAVÓN, Guillermina del Valle (coords.). Redes sociales e instituciones comerciales en el imperio español, siglos XVII a XIX. México: Instituto Mora, 2007, 342 p.</p> Ângelo Alves Carrara Copyright (c) 2012-07-18 2012-07-18 25 1 10.29182/hehe.v12i1.93 Tropas em marcha. O mercado de animais de carga no centro-sul do Brasil imperial https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/94 <p>É com essa combinação – revisão da historiografia “clássica” por meio da apresentação de novos temas, amparada em pesquisa documental – que a obra de Carlos Eduardo Suprinyak me foi anunciada. Fruto de sua dissertação de mestrado, Tropas em Marcha. O mercado de animais de carga no centro-sul do Brasil Imperial, pode até causar pouco interesse naqueles que quase nada avançam na leitura além das primeiras impressões, afinal, um estudo sobre tropas muares pode parecer muito pouco elucidativo para quem quer entender a história do Brasil; mas é uma preciosa oportunidade para os que veem neste tipo de trabalho/pesquisa a contribuição que ainda falta para a construção de uma nova síntese que, se não melhor que a dos “clássicos”, é ao menos tão relevante quanto.</p> Vinícius de Bragança Müller e Oliveira Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-18 2012-07-18 25 1 10.29182/hehe.v12i1.94 Le Pape et l'Empereur. La banque de France, la direction du Trésor et la politique monétaire de la France (1914-28) https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/95 <p>Bertrand Blancheton, professor da Universidade de Bordeaux, em Le Pape et l’Empereur, oferece aos estudiosos da experiência francesa do século XX preciosa análise das relações entre o Tesouro e o Banco da França, durante os conturbados anos de guerra e de reconstrução econômica que se seguiram ao conflito. Para tanto, serve-se não apenas da vasta e consagrada literatura dedicada ao assunto, revista sob a ótica das mais recentes teorias macroeconômicas, como também de minucioso trabalho de pesquisa documental nos escaninhos do Banco da França, do Ministério das Finanças, nos arquivos nacionais e nos jornais e revistas da época. Essa feliz conjunção de rigor teórico e labor investigativo propicia ao leitor resgate acurado e sistemático da política econômica francesa do período, raramente encontrada noutras obras sobre o assunto. Dentre os inúmeros temas de primeira grandeza no campo da política econômica dissecados pelo autor, podem-se destacar aqui dois, em particular.</p> Rogério Arthmar Copyright (c) 2012-07-18 2012-07-18 25 1 10.29182/hehe.v12i1.95 Paisagem estrangeira. Memórias de um bairro judeu no Rio de Janeiro, de Fania Fridman https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/85 <p>A professora Fania, do IPPUR, da UFRJ, publicou um compacto e extenuante ensaio sobre um bairro judeu que se estruturou nas primeiras décadas do Brasil republicano e que foi, em grande parte, demolido pela abertura da atual Avenida Presidente Vargas. Com rigor acadêmico e pesquisa paciente e cuidadosa, Fania situou o bairro na Praça Onze e desvelou a dinâmica daquele lugar. A partir da conceituação de cidade, comunidade, bairro, colônia e "micro-território", reconstituiu sua dinâmica desde os primórdios coloniais do Século XVII até a drástica remodelação da cidade, nos anos 30. Fez referência às primeiras levas de migrantes judeus para o Ri o de Janeiro, num espaço que alguém já denominou Turquia Pequena. Talvez seja essa conurbação - no espaço entre as atuais ruas Bueno Aires, da Alfândega e Senhor dos Passos - de sírio-libaneses e judeus sefaradins, ambos com passaportes do império otomano, que tenha dado origem, a partir do caixeiro-viajante, à expressão genérica e amistosa de "turco", em todo o interior brasileiro.</p> Carlos Lessa Copyright (c) 2012-07-11 2012-07-11 25 1 10.29182/hehe.v10i2.85 Café e expansão ferroviária: a companhia E.F. Rio Claro (1880-1903), de Guilherme Grandi https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/84 <p>Nesse sentido é que merece ser saudada a publicação do trabalho do jovem pesquisador Guilherme Grandi, que se reveste de um duplo significado: além de contribuir para avivar, em geral, o interesse pela história ferroviária, o autor escolheu, como tema de seu estudo, um aspecto especialmente relevante dessa história.</p> <p>De fato, a história da Estrada de Ferro Ri o Claro é tão breve quanto interessante. No curso de uma década de existência independente, condensou alguns dos mais notáveis aspectos relacionados à experiência ferroviária no Brasil, a saber: os planos de expansão para os "sertões interiores" do Brasil, no período imediatamente posterior à Guerra da Tríplice Aliança contra o Paraguai; as oportunidades, os dilemas e os conflitos colocados pela rápida expansão cafeeira em direção ao interior da província/estado de São Paulo; a presença dos capitais estrangeiros no setor ferroviário brasileiro; e, enfim, os desafios opostos às empresas pela confusa e difícil conjuntura econômica do início do regime republicano.</p> Paulo Roberto Cimó Queiroz Copyright (c) 2012-07-11 2012-07-11 25 1 10.29182/hehe.v10i2.84 Indústrias Têxteis na Periferia: Origens e Desenvolvimento - o caso do Vale do Paraíba, de Fábio Ricci https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/83 <p>Fruto da tese de doutorado, defendia na USP em 2002, Fábio Ricci apresenta um estudo sobre as origens e os aspectos do desenvolvimento da indústria têxtil na região do Vale do Paraíba Paulista, desde o final do Império até final da República Velha. A obra se destaca por seu caráter regional, sua compilação e pela análise de dados e documentação específicos.</p> Tatiana Pedro Colla Belanga Copyright (c) 2012-07-11 2012-07-11 25 1 10.29182/hehe.v10i2.83 Implantação da Companhia Paraibuna de Metais (CPM) em Juiz de Fora (MG) https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/82 <p>Nos anos de 1970, foi implantada em Juiz de Fora a Companhia Paraibuna de Metais (CPM), atualmente Votorantim Metais, do subsetor metalurgia dos metais não-ferrosos (principalmente zinco), que entrou em operação no ano de 1980. O projeto industrial da empresa, embora associado à iniciativa privada (Grupo J. Torquato), foi concebido e implementado com elevada interferência estatal, tanto federal quanto estadual e municipal. O Estado brasileiro, além de conceder financiamentos e isenção de impostos, influenciou na concepção, na capacidade de produção e na localização e procurou limitar ao máximo as importações de insumos, de forma a poupar divisas internacionais.</p> Suzana Quinet de Andrade Bastos Lourival Batista de Oliveira Júnior Rogério Silva de Mattos Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-11 2012-07-11 25 1 10.29182/hehe.v10i2.82 Impacto da transição da hegemonia financeira mundial do Reino Unido para os EUA sobre a política econômica brasileira e argentina nos anos 1920 https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/81 <p>Do final do século XIX à primeira metade&nbsp;do século XX, ocorre o processo de transição da hegemonia da Grã-Bretanha para a&nbsp;hegemonia dos Estados Unidos da América&nbsp;no sistema-mundo capitalista. O objetivo&nbsp;desse trabalho é mostrar como a transição&nbsp;de hegemonia entre esses dois Estados, no&nbsp;plano das finanças mundiais, condicionou a&nbsp;política econômica dos Estados argentino e&nbsp;brasileiro, na década de 1920. Para tanto,&nbsp;utiliza-se o referencial teórico da Economia&nbsp;Política dos Sistemas-Mundo, especialmente as contribuições de Arrighi (1996) e&nbsp;Suter (1992), e a metodologia históricocomparativa da encompassing comparison.&nbsp;Conclui-se que o aumento da disponibilidade de capital circulante em nível mundial&nbsp;e da rivalidade entre os centros financeiros&nbsp;mundiais permitiu um aumento considerável do endividamento externo da Argentina e do Brasil, que financiou políticas&nbsp;fiscais expansionistas.</p> <p>&nbsp;</p> Felipe Amin Filomeno Pedro Antonio Vieira Copyright (c) 2012-07-11 2012-07-11 25 1 10.29182/hehe.v10i2.81 Uma economia em transição: a economia e a alocação de riqueza na antiga Vila de São sebastião do Ribeirão Preto, década de 1870 https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/80 <p>Neste trabalho, estudam-se, para a década de&nbsp;1870, a economia e a alocação de riqueza&nbsp;na antiga vila de São Sebastião do Ribeirão&nbsp;Preto. A fonte documental utilizada são os&nbsp;inventários post-mortem da localidade. Nesse&nbsp;período, o pequeno núcleo urbano passou&nbsp;por uma série de transformações, que foram&nbsp;essenciais na preparação do que se tornaria&nbsp;um dos principais núcleos produtores de&nbsp;café do interior paulista no último quartel&nbsp;do século&nbsp;XIX. Os diversos bens encontrados no corpus documental considerado foram&nbsp;agrupados em cinco categorias — bens imóveis, escravos, animais, bens móveis e dívidas&nbsp;ativas — e os valores, originalmente expressos&nbsp;em mil-réis, foram transformados em libras&nbsp;esterlinas.</p> <p>&nbsp;</p> <p>&nbsp;</p> Luciana Suarez Lopes Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-11 2012-07-11 25 1 10.29182/hehe.v10i2.80 Civilizações da cana-de-açúcar: dois paradigmas de atividades agroaçucareiras no Novo Mundo, séculos XVI a XIX https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/79 <p>Do litoral ao interior do Brasil, a cana-de-açúcar conformou paisagens econômicas,&nbsp;sociais e culturais com distintas identidades. A&nbsp;monotonia de extensos canaviais desdobrou-se na convivência da gramínea com outros&nbsp;cultivos, com criações, com diversas indústrias&nbsp;rurais e com a extração mineral. O monopólio do engenho açucareiro converteu-se em&nbsp;engenhos rapadureiros e aguardenteiros imersos em consórcios fundados na complementaridade e interdependência de múltiplas atividades. O sentido fortemente determinado a&nbsp;partir do exterior da Colônia diferenciou-se&nbsp;na autonomia e plasticidade que o isolamento&nbsp;geográfico e a desconcentração dos mercados&nbsp;internos conformavam. Trajetórias canavieiras&nbsp;diferenciadas forjaram paradigmas históricos&nbsp;distintos e definiram, posteriormente, múltiplos ritmos de passagem do tradicional&nbsp;ao moderno. A civilização do açúcar do&nbsp;litoral, com herança monolítica e densa,&nbsp;alargou-se na pluralidade das civilizações&nbsp;da cana-de-açúcar do interior, com legados&nbsp;fragmentários e difusos.</p> <p>&nbsp;</p> Marcelo Magalhães Godoy Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-11 2012-07-11 25 1 10.29182/hehe.v10i2.79 A diplomacia financeira do Brasil no Império https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/86 <p>A falta de recursos em divisas fortes sempre constituiu um dos grandes problemas econômicos do Brasil, praticamente desde sua emergência enquanto nação autônoma. "País sem capitais, o Brasil [imperial] estava forçosamente destinado a ser um país vivendo financeiramente de empréstimos" (Lima 1986:157). De fato, confrontado à penúria de capitais para a construção do novo Estado independente, o Governo imperial contraiu inúmeros empréstimos ao longo do século XIX, sendo três no Primeiro Reinado, um durante as Regências e treze durante o Segundo Reinado, num total de 17 operações externas - ou seja, uma a cada quatro anos aproximadamente. A quase totalidade desses empréstimos foi, sob instruções das autoridades fazendárias, negociada pelos diplomatas brasileiros lotados em Londres junto a banqueiros privados da City, com ênfase para a Casa Nathan Mayer Rothschild &amp; Irmãos. Não foi incomum o pagamento de comissões sobre os empréstimos - muitas vezes em caráter informal, outras oficialmente - a esses diplomatas temporariamente convertidos em "agentes da Fazenda Nacional", prática então julgada moralmente aceitável, senão tolerada como inevitável. Ela foi em diversas ocasiões justificada com base nos trabalhos de preparação, escrituração e registro dos vários papéis envolvidos em cada operação financeira.</p> Paulo Roberto Almeida Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-11 2012-07-11 25 1 10.29182/hehe.v4i1.86 Crescimento econômico e crise na Argentina de 1870 a 1930: a Belle Époque, de Maria Heloisa Lenz https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/78 <p>A tese de Maria Heloisa Lenz, transformada em livro, é um bem sucedido esforço de reconstrução da história econômica argentina nos sessenta anos que antecederam a crise da década de 1930. Com o é consensual entre os estudiosos, a economia argentina apresentou neste período de análise, notadamente nos anos finais do século XIX e iniciais do século XX, um processo de crescimento econômico ímpar na sua história, mesmo quando comparado com as nações "atrasadas", ou seja, com características de um desenvolvimento econômico tardio, como a&nbsp; Austrália, o Canadá, a Nova Zelândia e os Estados Unidos.</p> Fausto Saretta Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-10 2012-07-10 25 1 10.29182/hehe.v10i1.78 Origem e evolução da aglomeração de empresas fabricantes de filtros de água em Jaboticabal-SP, 1920-2005 https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/77 <p>Este artigo de História de Empresas estuda&nbsp;os fatores do surgimento e as etapas da evolução de uma aglomeração de fabricantes&nbsp;de filtros de água no município de&nbsp;Jaboticabal-SP, o maior centro produtor de&nbsp;filtros do Brasil (24 empresas e 70% da produção nacional). O estudo identifica três&nbsp;fases da aglomeração: a primeira (1920-52)&nbsp;corresponde ao nascimento da aglomeração, com a fundação das quatro principais&nbsp;empresas; a segunda (1952-90) corresponde&nbsp;à consolidação da aglomeração, quando se&nbsp;fundaram outras empresas, e algumas das&nbsp;pioneiras cresceram e atingiram o mercado nacional; e a terceira fase, iniciada em&nbsp;1990, corresponde ao início do declínio da&nbsp;aglomeração, com o fechamento de algumas empresas, pela diminuição do uso do&nbsp;filtro nas residências do país. O artigo também analisa a relevância das empresas de&nbsp;Jaboticabal para a indústria brasileira de filtros de água, na atualidade.</p> Julio Cesar Bellingieri Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-10 2012-07-10 25 1 10.29182/hehe.v10i1.77 Companhia Ararense de Leiteria (1909-1920): Louiz Nougués e a realização de um sonho https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/76 <p>O leite e seus derivados sempre se constituíram em um dos elementos essenciais na alimentação humana. Um dos desafios na história deste produto consistiu em conservá-lo e fazer um número cada vez maior de subprodutos a partir da matéria-prima animal. Tal busca fez nascer muitas empresas e empreendedores, tanto no que se refere à pesquisa e à inovação de produtos, como no fato de combinar novos fatores de produção e captar investimentos que viabilizassem os empreendimentos. O objetivo do texto é mostrar a trajetória da Companhia Ararense de Leiteria (1909-1920), uma das empresas que se formaram com tais objetivos, situada em Araras, interior de São Paulo, e analisá-la dentro do conturbado contexto de formação das indústrias na Primeira República. Nele será apresentada a tese de João Manuel Cardoso de Mello, como a melhor para explicar a experiência da empresa. Para atingir este objetivo, o artigo resgata a literatura que trata da polêmica da industrialização brasileira a partir do final do império. Em seguida, destaca-se a formação da empresa, através do empreendedor Louiz Nougués e de sua luta para viabilizar o projeto, conquistando a confiança dos cafeicultores para investirem na empresa nascente. A seqüência esclarece como uni imigrant e colocou em prática os sabores técnicos que trouxe e combinou fatores de produção na fabricação de um produto até então importado, justamente da empresa que viria, em 1920, adquirir o próprio empreendimento, a Nestlé and Anglo-Swiss Condensed Milk Co.</p> Gustavo Pereira da Silva Armando Dalla Costa Copyright (c) 2012-07-10 2012-07-10 25 1 10.29182/hehe.v10i1.76 A lenta trajetória da construção do porto de Laguna https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/75 <p>O objetivo deste texto é discutir a evolução da construção e os projetos de melhoramentos e de reaparelhamento do porto de Laguna, no sul de Santa Catarina, seguindo a trajetória de porto da colonização, carvoeiro e pesqueiro. Além da introdução e da conclusão, o texto está dividido em seis tópicos: a) as percepções sobre o porto no século XIX, relatada por viajantes; b) o porto da colonização do sul-catarinense; c) a transformação em porto carvoeiro diante do projeto nacional de industrialização: d) as incertezas na definição do projeto, relatadas por seis engenheiros, nos anos de 1920, que apontavam as falhas no projeto de Francisco Calheiros da Graça, de 1882; e) a letargia do porto carvoeiro, que perdeu na disputa com o porto de Inibi tuba a exclusividade em escoar a produção de carvão; e f) a transformação em porto pesqueiro como unia solução paliativa para reverter a longa crise.</p> Alcides Goularti Filho Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-10 2012-07-10 25 1 10.29182/hehe.v10i1.75 A economia madeireira no colonial tardio fluminense: uma primeira aproximação https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/73 <p><br /> Quase toda cena que tentemos imaginar do cotidiano da sociedade colonial terá, em seu substrato mais sutil, diversos elementos, cuja arqueologia, se feita com minúcia, nos levará ao ponto de partida inexorável: o lenho da árvore. Se há algum fundamento para falarmos de uma "civilização do açúcar", uma "civilização do couro" ou uma "civilização das minas", também o há, de maneira ainda mais incisiva, para falarmos de uma "civilização da madeira". Que mecanismos econômico-ecológicos sustentavam esse moduns vivendi? O objetivo deste artigo é traçar um esboço do sistema de produção-circulaçào inadeireiro que conectava o Recôncavo da Guanabara e outras áreas rurais da Baixada Fluminense á cidade do Rio de Janeiro do período colonial tardio (C.1760-C.1830), dando ênfase às condições ambientais, ao padrão de localização das áreas produtoras, às formas de comercialização e às relações sociais de trabalho e de troca.</p> Diogo de Carvalho Cabral Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-10 2012-07-10 25 1 10.29182/hehe.v10i1.73 Arriscar e inovar: uma geração de empreendedores gaúchos do século XX https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/8 <p>Este trabalho analisa o surgimento de empreendedores com características inovadoras, no início do século XX, no Estado do Rio Grande do Sul. Procura, ainda, destacar vários empresários que, aproveitando o surto industrial, comercial e de serviços naquela região meridional do Brasil, desenvolveram seus negócios, que se acabaram tornando referência nacional e internacional. Nesse sentido, faz uma análise, principalmente dos empreendedores teuto-brasileiros, focando dois expoentes em suas áreas: Pedro Adams Filho, pioneiro do cluster calçadista no Estado, e Ruben Martin Berta, o grande arquiteto da expansão da navegação aérea brasileira.</p> Claudia Schemes Cláudia Musa Fay Cleber Cristiano Prodanov Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-10 2012-07-10 25 1 10.29182/hehe.v13i1.8 Um barão e seus escravos: estratégias administrativas e comunidade escrava nas fazendas do Barão de Santa Justa (Rio de Janeiro, 1873-1884) https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/7 <p>Este trabalho investiga características desenvolvidas pela comunidade formada pelos escravos, pertencentes ao Barão de Santa Justa. Baseadas em informações do inventário dobarão e em registros do livro de batismos de escravos da Freguesia de São Pedro e São Paulo, foram exploradas possibilidades na análise de compreensão da dinâmica escravista, desenvolvida pelo barão em suas propriedades. O cruzamento das informações contidas em duas fontes diferentes, inventário e livro de batismos, proporcionou o traçado de uma ampla rede de conexões sociais.</p> Carlos Engemann Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-10 2012-07-10 25 1 10.29182/hehe.v13i1.7 Os registros paroquiais de terras na história e na historiografia – estudo da apropriação fundiária https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/4 <p>Este trabalho apresenta descrição detalhada dos Registros Paroquiais de Terras (RPT) de Minas Gerais e analisa a relação entre espaço, população, estrutura fundiária e dinamismo econômico em Minas. Afirma-se o potencial desta documentação e constata-se que não foi objeto de estudo pormenorizado. Procura-se situar os RPTs na História e na Historiografia, descrevendo-se sua estrutura, notadamente os dados arrolados e sua frequência. Em seguida, por meio de dados agregados dos RPTs e das fontes populacionais, é analisada a relação entre a propriedade da terra e sua concentração e a distribuição da população. As conclusões apontam forte correlação entre concentração fundiária e dinamismo econômico.</p> Marcelo Magalhães Godoy Pedro Mendes Loureiro Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-10 2012-07-10 25 1 10.29182/hehe.v13i1.4 A internacionalização de empresas brasileiras: o caso do Grupo Gerdau https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/3 <p>Este artigo trata do processo de internacionalização do Grupo Gerdau e das estratégias adotadas ao longo dessa trajetória. Nos anos 1980, após firmar-se como produtora de aço bruto no Brasil, a empresa se volta para outros países, através de iniciativas de IDE (Integrated Development Environment). Entre 1989 e 1993, o governo brasileiro, seguindo as tendências de privatização da indústria siderúrgica em todo o mundo, implementou o Plano de Saneamento do Sistema Siderbrás e o Programa Nacional de Desestatização (PND). Durante esse período, a empresa adquiriu importantes usinas, tornando-se um dos cinco grupos mais destacados do ramo de siderurgia no país. Foi, a partir dessas aquisições, que ganhou fôlego para se lançar internacionalmente com maior intensidade, especialmente a partir da década de 1990. A estratégia para a empresa passar a produzir em outros países deu-se através do IDE, geralmente assumindo o controle acionário de siderúrgicas já estabelecidas. Atualmente, a empresa produz aços em países como Argentina, Canadá, Chile, EUA, Espanha, entre outros, constituindo uma grande empresa internacional.</p> Luciane Goulart Nilson de Paula Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-10 2012-07-10 25 1 10.29182/hehe.v13i1.3 Fourierismo no Brasil meridional: a saga do falanstério do Saí (1841-1844) https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/72 <p>O artigo aborda a efêmera iniciativa de colonização da Península do Saí (nordeste da então Província de Santa Catarina) por socialistas utópicos franceses, na primeira metade dos anos de 1840. Com base em fontes históricas, mas também explorando a bibliografia disponível sobre o tema, o objetivo é captar a trajetória dessa experiência e compreender a sua derrocada. O estudo mostra que, apesar do entusiasmo inicialmente provocado, o processo de colonização nasceu em meio à discórdia. Os primeiros desentendimentos provocaram quebra de confiança em todos os níveis: entre os próprios colonos, entre as lideranças e no âmbito do governo tanto central quanto provincial. Mas a incerteza sobre o escoamento dos produtos da colônia pareceu determinante. Sem o envolvimento do governo como comprador, mostrava-se insustentável, por exemplo, a fabricação de máquinas a vapor em local tão distante das áreas de maior concentração populacional no país.</p><p> </p> Hoyêdo Nunes Lins Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-10 2012-07-10 25 1 10.29182/hehe.v13i1.72 Making gender visible in family business: past and present https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/71 <p>This study contributes to developing our understanding of gender and family business. It draws on studies from the business history and management literatures and provides an interdisciplinary synthesis. It illuminates the role of women and their participation in the entrepreneurial practices of the family and the business. Leadership is introduced as a concept to examine the roles of women and men in family firms, arguing that concepts used by historians or economists like ownership and management have served to make women ‘invisible’, at least in western developed economies in which owners and managers have been historically due to legal rules of the game men, and minoritarily women. Finally, it explores gender relations and the notion that leadership in family business may take complex forms crafte within constantly changing relationships.</p> Paloma Fernández Pérez Eleanor Hamilton Copyright (c) 2012-07-10 2012-07-10 25 1 10.29182/hehe.v13i1.71 The study of family businesses from a global perspective - possibilities and limitations https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/70 <p>The privatization wave of the 1980s and 1990s meant a reduction in taxes to the wealthiest dynasties in developed and developing countries. It also meant a global process of mergers and acquisitions which benefitted public and private corporations, many family owned businesses. At a national scale family controlled firms have historically been a fundamental source of stability in regional and local creation of wealth and employment. Due to this historical perception of family businesses by societies, politics, and governments, family controlled firms have been supported and benefitted by legislation throughout the world. As economic historians, however, we should try to keep some distance with the object of our study, and critically analyze about appropriate definitions of what family businesses are and how they compare internationally. Also, we must clarify our assumptions about the relationships between family businesses, politics, and society throughout time, and see path dependence and complexity where management literature sees convergence and homogeneity. A comparison of the largest family controlled businesses in Brazil, Mexico and China suggests the utility of business history to provide nuanced and critical views about the significance of family firms in the world.</p> Paloma Fernández Pérez Copyright (c) 2012-07-10 2012-07-10 25 1 10.29182/hehe.v13i2.70 Uma difícil conciliação: empresários e trabalhadores no contexto do Plano Trienal https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/69 <p>Este artigo procura examinar as interpretações e as reações de trabalhadores e de empresários acerca do Plano Trienal de Desenvolvimento Econômico e Social, implementado pelo governo João Goulart entre o&nbsp;início e meados de 1963. A fim de explicar&nbsp;as razões pelas quais o Plano foi malsucedido,&nbsp;muitos estudiosos deram grande atenção&nbsp;aos aspectos relacionados ao âmbito do&nbsp;Estado – tal como os conflitos de interesses&nbsp;entre os atores políticos ou as limitações&nbsp;técnicas do programa. Sugere-se, diferentemente, que as ações de trabalhadores e empresários acerca da política econômica do&nbsp;governo Goulart foram cruciais para a falência do Plano Trienal, contribuindo para os&nbsp;distúrbios sociais e econômicos que prevaleceram no Brasil momentos antes do Golpe&nbsp;Militar de 1964.</p> Felipe Pereira Loureiro Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-10 2012-07-10 25 1 10.29182/hehe.v13i2.69 Procesos de poblamiento coloniales en la Nueva Granada: el caso de la minería antioqueña (siglo XVII y XVIII) https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/68 <p>El texto analiza los procesos de territorialización hispánica en la provincia de&nbsp;Antioquia (Nueva Granada) durante los&nbsp;siglos XVI y XVII. La hipótesis central gira&nbsp;en torno a la propuesta sobre el papel de&nbsp;los núcleos urbanos como elementos articuladores en la construcción del territorio y&nbsp;como indicadores del dominio efectivo del&nbsp;mismo. Así, se analiza para este período la&nbsp;existencia de una relación multidireccional&nbsp;entre el espacio y la sociedad, en la que&nbsp;ninguno de estos dos elementos es pasivo&nbsp;ni independiente del otro.</p> Juan-Santiago Correa Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-10 2012-07-10 25 1 10.29182/hehe.v13i2.68 Roberto Simonsen: a industrialização brasileira e a Segunda Guerra Mundial https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/65 <p>Roberto Simonsen (1889-1948), empresário, engenheiro e economista brasileiro, tornou-se conhecido principalmente pela defesa intransigente da indústria nacional. Considerado um dos pioneiros do desenvolvimentismo na América Latina, Simonsen foi um expressivo líder da classe empresarial, tendo presidido a FIESP. Parte expressiva da sua obra foi produzida durante os anos 1930 que culminaram na II Guerra Mundial. Refletiu, portanto, os problemas da década e foi inspirado, sobretudo, pela teoria de Mihail Manoilescu, o economista romeno, cujas teses vêm sendo reavaliadas. Sua vasta obra perpassa assuntos variados, como economia colonial, protecionismo, planejamento econômico e o futuro das relações Brasil-Estados Unidos, diante da vocação industrial do Brasil. Neste trabalho abordaremos suas reflexões sobre a inserção internacional do Brasil no pós-guerra, chamando a atenção para Simonsen como precursor do pensamento conservador, adotado pelos integrantes da Escola Superior de Guerra, em áreas como a geopolítica, e o pensamento político militar do regime instalado em 1964.</p> Lígia Osório Silva Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-10 2012-07-10 25 1 10.29182/hehe.v13i2.65 Estado e atraso econômico no Brasil - uma abordagem a partir das teorias de Douglass North e Raymundo Faoro https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/64 <p>O presente trabalho analisa as noções de&nbsp;Estado e sua relação com o desempenho&nbsp;econômico brasileiro, a partir das obras de&nbsp;Douglass North (1981, 1990) e Raymundo&nbsp;Faoro (1997 [1957]). Para tanto, procura-se,&nbsp;por um lado, destacar algumas convergências nas interpretações destes autores, cujos&nbsp;marcos teóricos parecem, em princípio, tão&nbsp;distintos. Por outro lado, busca-se sublinhar,&nbsp;a partir dos vínculos que ambas as teorias&nbsp;estabelecem entre desempenho econômico&nbsp;e racionalidade, a herança e a influência das&nbsp;ideias de Max Weber na formação do pensamento dos dois autores.</p> Hélio Afonso de Aguilar Filho Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-10 2012-07-10 25 1 10.29182/hehe.v13i2.64 Fiscalidade e administração fazendária na Bahia durante a guerra holandesa https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/66 <p>As necessidades financeiras da defesa da Bahia, durante a invasão holandesa, exigiram uma reorganização da fiscalidade na capitania. Ao longo desse processo, o provedor-mor (e seu regimento, de viés fiscalista) passou por anos difíceis de isolamento político, até o extremo da perseguição. A superação da crise no ofício apenas ocorreu com a delegação de várias de suas funções ao Senado da Câmara de Salvador e com o exercício da “suavidade” no governo da Fazenda Real – i.e., o relaxamento das normas em favor da composição política com a fração mais poderosa dos senhores de engenho. O episódio oferece diferentes sinais da importância relegada pela Coroa para o bom relacionamento com os senhores da colônia, principalmente em seus interesses mercantis, com o explícito objetivo de manter a economia colonial do açúcar em funcionamento.</p> Wolfgang Lenk Copyright (c) 2012-07-10 2012-07-10 25 1 10.29182/hehe.v13i2.66 Poder Municipal e as concessões de serviços públicos no Brasil no início do século XX https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/74 <p>A proposta do artigo é mapear a evolução política e econômica da Companhia Brasileira de Energia Elétrica (CBEE ) nos Estados de São Paulo e do Rio de Janeiro, identificando os entraves e os êxitos da empresa na aquisição de concessões municipais. Avaliando as relações políticas no âmbito municipal, é possível compreender os arranjos políticos e os principais grupos de interesse existentes no período. Por mais respeitáveis que fossem as decisões estaduais e federais, não existia um projeto nacional sobre as concessões dos serviços públicos naquele momento. Logo, as decisões sobre os serviços de eletricidade estavam à mercê dos arranjos políticos na Câmara Municipal e das relações entre empresário se vereadores.</p> Cláudia Regina Salgado de Oliveira Hansen Alexandre Macchione Saes Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-10 2012-07-10 25 1 10.29182/hehe.v10i1.74 Tavares Bastos e a questão agrária no Império https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/39 <p>Este trabalho procura contribuir para o esclarecimento das circunstâncias predominantes na sociedade brasileira do século XIX que tornaram incompatíveis as idéias liberais-progressistas defendidas por Tavares Bastos e as forças sociais que, no final do século XIX, lideraram o processo de mudança da sociedade brasileira em gestação. Embora na aparência a superação do Império através da adoção da forma federalista sugira a inspiração das suas idéias na organização da República, um olhar mais detalhado sobre a questão permite afirmar que o que se reteve de Tavares Bastos, acima de tudo, foi a idéia profundamente tradicional que assimilava<em> </em><em>federalismo à democracia e liberdade</em> (Silva, 1996b).<strong></strong></p> Lígia Osório Silva Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-06 2012-07-06 25 1 10.29182/hehe.v1i1.39 Encilhamento: controvérsias e efeitos sobre a indústria têxtil mineira https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/40 <p>Este trabalho se propõe a contribuir para um melhor entendimento dos efeitos do Encilhamento sobre a indústria brasileira entendendo o Encilhamento como o movimento de grande especulação na Bolsa de Valores que se iniciou em meados de 1889 e terminou em 1891. Investiga, especificamente, o impacto dessa especulação sobre a evolução e o desempenho da indústria têxtil mineira.</p><p>O trabalho se divide em duas partes. A primeira apresenta uma revisão da literatura sobre os efeitos do Encilhamento na evolução da indústria brasileira, e discute, a seguir, a relevância das evidências empíricas que têm sido usadas. A segunda parte investiga os efeitos do Encilhamento sobre a indústria têxtil mineira. Investimentos em novas fábricas, expansão da capacidade produtiva de fábricas já existentes, fontes de financiamento destes investimentos, desempenho do setor têxtil mineiro e tentativas de abertura de capital são analisados com base em estudos de casos. As conclusões são apresentadas ao final.</p> Maria Teresa Ribeiro de Oliveira Copyright (c) 2012-07-06 2012-07-06 25 1 10.29182/hehe.v1i1.40 Entre a lavoura e a indústria: tensões e polêmica em torno da indústria de sacaria para o café https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/41 <p>Pode-se afirmar que a lavoura praticamente dependia dos fornecedores nacionais para o atendimento de suas necessidades de ensaca-mento, e que, por sua vez, a indústria de sacaria paulista se estruturou em função do café. Todavia, o fato de serem atividades complementares não significou uma anulação dos interesses específicos de ambas. Os enfrentamentos entre esses setores devem ser tratados como uma disputa sobre a forma que deveria tomar a industrialização, chegando a ganhar contornos de hostilidade nos momentos de maiores dificuldades, principalmente na ocorrência dos debates sobre reformas tarifárias.</p><p>Na medida que a atenção deste artigo se dirige à análise do debate em torno do ramo têxtil da juta, nossos esforços concentraram-se na sondagem de uma documentação a qual fosse possível recuperar a polêmica, tanto parlamentar como na imprensa. Nossa preocupação foi a de caracterizar como o setor da juta se articulou e organizou de forma eficaz para lutar por seus interesses.</p> Maria Izilda Santos de Matos Copyright (c) 2012-07-06 2012-07-06 25 1 10.29182/hehe.v1i1.41 A Sadia e o pioneirismo industrial na agroindústria brasileira https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/42 <p>Em pouco mais de três décadas a avicultura brasileira passou por profundas transformações — tanto na produção, como na comercialização e no consumo. Ela deixou de ser uma atividade familiar e artesanal, passando a ser dominada por grandes empresas. Entre 1970 e 1995, a produção passou de 217 mil para 4.050 mil toneladas. Fruto de diversas inovações organizacionais e tecnológicas, o preço médio da carne de frango no varejo diminuiu de US$ 4,05 para US$ 1,08 entre 1974 e 1995. Como consequência destes e de outros fatores, o consumo de frangos passou de 2,3 para 23,2 kg/hab/ano no mesmo período, tornando-se uma das principais proteínas animais consumidas pela população brasileira.</p><p>Neste artigo buscaremos compreender porque um setor da economia e, sobretudo, uma empresa conseguiu crescer durante a "década perdida" dos anos oitenta. Enquanto que a economia e as indústrias em geral não conseguiram crescer devido à crise do petróleo, ao aumento da dívida externa e uma forte inflação, a SADIA transforma-se num grande complexo industrial. Por isso, veremos quais foram as inovações tecnológicas e organizacionais introduzidas nesta empresa, para tornar possível seu crescimento, mesmo numa conjuntura adversa. Neste caso, defendemos a tese de que a SADIA suplantou as tradicionais empresas do ramo no Sudeste em função de uma inovação organizacional na produção, que foi a implantação da integração vertical.</p> Armando Dalla Costa Copyright (c) 2012-07-06 2012-07-06 25 1 10.29182/hehe.v1i1.42 Uma resenha da riqueza paulista por meio dos inventários https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/43 <p>A partir da análise de Zélia Cardoso de Mello, diversos estudos procuraram acompanhar a evolução da distribuição da riqueza em São Paulo. Recentemente, duas dissertações destacam-se nesta tarefa: as de Lelio de Oliveira e Maurício Alves, a primeira referente a Franca (SP) durante o século XIX e a segunda com respeito a Taubaté (SP) ao final do século XVII e início do XVIII. Fazemos a seguir uma resenha das duas dissertações e ressaltamos, no final do texto, alguns resultados comuns entre estes trabalhos e o de Zélia Cardoso de Mello.</p> Renato Leite Marcondes Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-06 2012-07-06 25 1 10.29182/hehe.v1i1.43 Apresentação https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/44 <p>As contribuições aqui publicadas apresentam alguns traços comuns que vale a pena explicitar. Todos tratam de problemas estruturais da economia brasileira, referidos aos mercados de trabalho, de terras e de capitais. Em termos cronológicos, com exceção do último, eles abrangem um período que se estende do Império até a atualidade. Seus autores, por sua vez, são todos titulados e pertencentes a prestigiosas instituições de pesquisa e ensino de diversas regiões do Brasil.</p><p>Trata-se de uma boa amostra dos melhores trabalhos atualmente produzidos neste país. Esperamos que os leitores gostem dela e, o que é ainda mais importante, que também se sintam estimulados a escrever e a mandar-nos seus artigos. Será somente desta maneira que a presente Revista, ora nascida semestral, poderá dentro em breve passar a trimestral. Agradecemos de antemão todos os apoios que obtivermos para tanto.</p> Eulália M. L. Lobo Flávio A. M. de Saes Tamás Szmrecsányi Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-06 2012-07-06 25 1 10.29182/hehe.v1i1.44 A renegociação da dívida externa e os fatores condicionantes do empréstimo de consolidação de 1898 https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/45 <p>-</p> Carmem Lícia Palazzo Almeida Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-06 2012-07-06 25 1 10.29182/hehe.v2i1.45 O projeto de desenvolvimento de Vargas, a missão Osvaldo Aranha e os rumos da economia brasileira https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/46 <p>-</p> Francisco Luiz Corsi Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-06 2012-07-06 25 1 10.29182/hehe.v2i1.46 Réquiem ao capitalismo autônomo https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/47 <p>-</p> Adilson Marques Gennari Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-06 2012-07-06 25 1 10.29182/hehe.v2i1.47 Notas sobre a experiência das ferrovias no Brasil https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/48 <p>-</p> Paulo Roberto Cimó Queiroz Copyright (c) 2012-07-06 2012-07-06 25 1 10.29182/hehe.v2i1.48 As vias do desenvolvimento capitalista: clássica, prussiana e colonial https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/49 <p>-</p> Maria Angélica Borges Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-06 2012-07-06 25 1 10.29182/hehe.v2i1.49 La situation de L'histoire économique à la fin du XX siècle https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/50 <p>-</p> Frédéric Mauro Copyright (c) 2012-07-06 2012-07-06 25 1 10.29182/hehe.v2i1.50 E o mundo ficou mais conhecido: as estatísticas na construção do mundo globalizado https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/51 <p>-</p> María Verónica Secreto Copyright (c) 2012-07-06 2012-07-06 25 1 10.29182/hehe.v2i1.51 Aspectos da obra de Nelson Werneck Sodré (1911-1999) https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/53 <p>-</p> Flávio A. M. de Saes Copyright (c) 2012-07-06 2012-07-06 25 1 10.29182/hehe.v2i1.53 Apresentação https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/57 - - - - Copyright (c) 2012-07-06 2012-07-06 25 1 10.29182/hehe.v2i1.57 As primeiras pesquisadoras brasileiras em história econômica e a construção da disciplina no Brasil https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/56 <p>Este artigo procura fazer um balanço da produção historiográfica das primeiras pesquisadoras em História Econômica, salientando os avanços da disciplina promovidos pela abordagem de novos temas, pela inovação nos procedimentos metodológicos, com a exploração de novas fontes documentais. Pretende-se identificar através deste balanço as influências recebidas de historiadores, de economistas, de historiadores econômicos e de cientistas sociais, bem como de grupos ou escolas, e construir uma periodização temática, identificando as principais linhas de pesquisa. Não se pretende acompanhar a trajetória das pesquisadoras individualmente, mas traçar um quadro das principais contribuições à disciplina.</p> Maria Alice Rosa Ribeiro Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-06 2012-07-06 25 1 10.29182/hehe.v2i2.56 A obra de Alice Canabrava na historiografia brasileira https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/58 Se algum pesquisador fizer um levantamento da historiografia brasileira nos anos quarenta e cinqüenta, encontrará vários títulos de história econômica — entre livros e artigos — assinados por A. P. Canabrava. Se for um jovem pesquisador estrangeiro tendo seu primeiro contato com a historiografia brasileira, certamente ficará intrigado com a abreviatura, perguntando-se quais os nomes ocultos sob essas iniciais. Ao compulsar as publicações de A. P. Canabrava e confrontando-as com os demais títulos da historiografia da época, certamente notará algumas características distintivas de sua obra — seja pelos temas tratados, seja pelo método de abordagem, seja ainda pela natureza da pesquisa realizada. E talvez se mostrará surpreso ao saber que tais iniciais ocultavam um nome feminino — o de Alice Piffer Canabrava — pois ainda eram poucas as historiadoras brasileiras naquela época.<p>Ao propor este contato imaginário com a historiografia brasileira dos anos quarenta, quero ressaltar dois temas que exigem uma atenção particular ao se tratar da obra de Alice Canabrava: de um lado, a natureza peculiar de sua pesquisa em história econômica e, do outro, o fato de uma mulher estar encetando uma expressiva carreira na Universidade, numa época em que a presença feminina era ainda pouco marcante. Convém prevenir desde logo que o viés deste artigo é o da história econômica, e não o da história de gênero. A questão do gênero só é levantada por mim como parte das notas biográficas de Alice Canabrava, e o seu tratamento específico exigiria a atenção de pesquisadores mais bem qualificados para essa empreitada. De qualquer modo, procurarei abordar estes dois aspectos da carreira da historiadora Alice Canabrava, já que em ambos entendo haver certo pioneirismo em sua atuação.</p> Flávio Azevedo Marques de Saes Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-06 2012-07-06 25 1 10.29182/hehe.v2i2.58 Maria Bárbara Levy, seu papel na historiografia econômica no Brasil https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/59 <p>Maria Bárbara Levy formou-se em História no IFCS/UFRJ, em plena época da ditadura militar. O clima era de efervescência, de debates e de questionamento teórico, de resistência à perseguição política governamental. O IFCS protestava de público contra os abusos aos direitos humanos, as demissões, as expulsões de alunos e professores, as ameaças e prisões. O Instituto chegou a ser alvo de um ataque a bomba, cuja responsabilidade a cúpula da UFR J jamais exigiu que fosse apurada, numa atitude de total pusilanimidade e conivência passiva.</p><p>Maria Bárbara salientou em várias oportunidades a importância que tiveram na sua formação os professores Maria Yedda Leite Linhares e Manoel Maurício de Albuquerque. Na década de 1960, houve uma renovação da História com o método de quantificação dos dados seriados repetitivos, que abria novas perspectivas de estudo histórico na Demografia e na Economia em particular. Os historiadores tradicionais resistiam às inovações, privilegiando o estudo dos fatos singulares. O IFCS procurava associar ao estudo teórico a prática da pesquisa. O recém-criado Conselho de Pesquisa da UFR J financiava bolsas para os alunos engajados nas pesquisas institucionais. Maria Bárbara iniciou sua pesquisa sobre Demografia Histórica nas paróquias do Ri o de Janeiro, no século XIX , sob a orientação da professora Maria Yedda Linhares, responsável pela criação dessa linha de pesquisa.</p> Eulália Maria Lahmeyer Lobo Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-06 2012-07-06 25 1 10.29182/hehe.v2i2.59 Japanese imports of Brazilian raw cotton in the second half of the 1930s: the beginning of significant Japanese-Brazilian trade and investment relations https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/60 <p>The kind of evidences offered in this paper to support the argument is in the first place quantitative. Sections one and two provide simple quantitative overviews of Japan's foreign trade in 1928 and 1934. The other sections are more qualitative. A third section, for instance, explains the reality behind the 1934 foreign trade figures. It shows that, in 1934, Japan was a country under tremendous export pressure. A following section explains which strategies Japan adopted to deal with this export pressure. A final section explains how Brazil fitted into this strategic framework. It must be emphasized that this paper is on how trade with Brazil met Japanese foreign trade objectives. It is not about how trade with Japan met Brazilian foreign trade objectives. This paper also does not provide details on Brazil's growth as a producer of raw cotton. This is already a well documented historical reality. </p> Henri Delanghe Copyright (c) 2012-07-06 2012-07-06 25 1 10.29182/hehe.v2i2.60 Empresários, empresa y grupos económicos en el Norte de México: Monterrey, del estado oligárquico a la globalización https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/61 <p>Pueden haber surgido durante el siglo XI X o principios del XX , em sociedades periféricas, importancia, perdurabilidad, alta capacidad de adaptación y con condiciones de liderazgo a escala del Estado-nación? Dond e operaban? Pudiero n hacerlo, además, impulsando procesos de desarrollo industrial? Y, lo más importante: existen todavía? Y, si existen, están en condiciones de sobrellevar la feroz reconversión planteada durante los años ochenta e insertarse con relativo éxito en un mund o globalizado?</p><p>Aunque de manera somera, el caso que se estudia en esta ponencia procura describir un ejemplo latinoamericano — Monterrey, en el norte de México — que hasta el año 2000, al menos, habría logrado salvar tales requisitos. Sus orígenes pueden remontarse a los tiempos más convulsivos de la historia mexicana, a mediados del siglo XI X — cuando los Estados Unidos, en plena expansión territorial y en vísperas de su revolución industrial, se apropiarón de más de la mitad de la geografía de su inestable vecino del sur. </p><p> </p> Mario Cerutti Isabel Ortega Lylia Palacios Copyright (c) 2012 História Econômica & História de Empresas 2012-07-06 2012-07-06 25 1 10.29182/hehe.v2i2.61 Estratégias industriais e mudança técnica: uma análise do processo de diversificação da Monsanto https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/62 <p>Este artigo tem por objeto de análise os fatos ligados à diversificação do grupo Monsanto. Este grupo multinacional destaca-se no cenário mundial das grandes empresas devido a seu caráter inovador e de liderança, especialmente na área agrícola, em dois momentos históricos. O primeiro ocorreu nos anos setenta, com o lançamento do Roundup, que se torno u o herbicida mais vendido no mundo. E o segundo está ocorrendo agora nos anos noventa, com o desenvolvimento e a comercialização das sementes geneticamente modificadas. A ação estratégica do referido grupo industrial, através do controle da tecnologia e da produção desses importantes insumos agrícolas a nível mundial, tem suscitado repercussões econômicas significativas no que tange à competitividade comercial de países que são grandes produtores e exportadores de alimentos, como o Brasil e a Argentina.</p> Victor M. P. Alvarez Christian Poncet Copyright (c) 2012-07-06 2012-07-06 25 1 10.29182/hehe.v2i2.62 Apresentação https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/63 <p>A primeira peculiaridade reside na tentativa e no desejo de promover debates em torno de alguns aspectos fundamentais de nossa história econômica, exemplificados neste número pela evolução do sistema e das relações de trabalho. A segunda, não menos significativa, resulta do fato de se tratar praticamente de uma edição bilíngüe, com artigos em português e em espanhol, bem dentro das atuais tendências de integração econômica, cultural, política e social do continente sul-americano.</p> - - - Copyright (c) 2012-07-06 2012-07-06 25 1 10.29182/hehe.v3i1.63 Determinantes da economia socialista soviética nos anos 1950-1980: do crescimento acelerado à estagnação https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/30 <p>O objetivo principal deste trabalho foi compreender as transformações da economia soviética no período entre os anos 1950 e 1980, as quais partem de sua existência enquanto sistema centralmente planificado e controlado pelo Governo e vão até a desmontagem deste e a tentativa de implementar o socialismo de mercado. Visou-se também revelar determinantes de crescimento acelerado, desaceleração e estagnação da economia. No trabalho, apresentam-se visões alternativas desses processos. Foram analisadas as medidas adotadas nas reformas econômicas ao longo do período considerado. Conclui-se que a desaceleração econômica não foi a consequência inevitável do funcionamento do sistema socialista planificado, mas, antes, da deterioração gradual do sistema planificado e das tentativas fracassadas de executar reformas que, juntamente com outros acontecimentos políticos, levaram à estagnação e ao colapso econômico posterior da União Soviética.</p> Irina Mikahilova Copyright (c) 2012-07-05 2012-07-05 25 1 10.29182/hehe.v14i2.30 Financiamentos subsidiados e dívidas de usineiros no Brasil: uma história secular e... atual? https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/29 <p>O texto disserta sobre o apoio estatal à agroindústria canavieira do Brasil, na forma de financiamentos subsidiados, desde o final do período Imperial até a atualidade. Mostra que tais financiamentos, principalmente no período da passagem dos engenhos para as usinas e no do Proálcool, geraram dívidas que, em boa medida, não foram quitadas e, assim, oneraram os cofres públicos (dos estados e União). Mostra que isto guardou relação com os ciclos dos mercados de açúcar e de álcool, o que pode indicar que – na atual expansão setorial, que tem contado com amplo suporte financeiro do BNDES – a história venha a se repetir.</p> Pedro Ramos Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-05 2012-07-05 25 1 10.29182/hehe.v14i2.29 Escravidão, imigração e suas funções em uma economia exportadora – Juiz de Fora, segunda metade do XIX: o caso da Companhia União & Indústria https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/31 <p>O objetivo deste artigo é discutir a utilização da mão de obra escrava e livre imigrante na construção da Rodovia União &amp; Indústria. Nossa pesquisa mostrou que, a partir do final do ano de 1854 e ao longo do ano de 1855, Mariano Procópio iniciou a prática ilegal de alugar escravos para a obra em questão. Prática comum especialmente quando se tratava de empresas privadas, o aluguel de escravos era considerado ilegal quando voltado para a construção de obras públicas. Outro mito que foi questionado por nossa pesquisa refere-se à não especialização da mão de obra escrava, pois encontramos a prática de aluguel de escravos especializados em muitas funções. Portanto, a mão de obra escrava somou-se à já conhecida mão de obra livre imigrante, especialmente de origem alemã, na construção da dita rodovia.</p> Fernando Gaudereto Lamas Luís Eduardo de Oliveira Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-05 2012-07-05 25 1 10.29182/hehe.v14i2.31 Avanços e retrocessos nas políticas de proteção ao trabalho infantil: uma análise histórica https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/32 <p>O trabalho de crianças e adolescentes não é um fenômeno tão recente quanto se imagina, datando desde a época da Grécia Antiga. Contudo, recentemente ele passou a ser entendido, de fato, como algo danoso para a saúde tanto física quanto mental das crianças, gerando efeitos perversos para a sua vida adulta. Nesse contexto, passou a ser elaborada uma série de leis relacionadas à questão do trabalho infantil visando proteger a integridade física e psicológica dessas crianças. Nesse sentido, este artigo tem como objetivo central descrever detalhadamente a evolução histórica desse conjunto de leis, associando-as aos momentos históricos em que foram criadas. De maneira geral, constatou-se que em momentos de amplo crescimento econômico houve uma menor rigidez em relação às leis relacionadas com a questão do trabalho infantil (exceto a partir da década de 1990), demonstrando que tal forma de trabalho foi amplamente utilizada no processo de desenvolvimento econômico mundial.</p> André Luiz Pires Muniz Tiago Faria Sobel Copyright (c) 2012-07-05 2012-07-05 25 1 10.29182/hehe.v14i2.32 Sazonalidade e trabalho temporário na empresa cafeeira (Oeste Paulista, 1890-1915) https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/33 <p>Este texto tece relações entre o trabalho temporário e a gestão da empresa cafeeira no Oeste Velho paulista entre 1890 e 1915. Uma importante característica da atividade econômica na agricultura é a sazonalidade e a inconstância na demanda por trabalho. Essa característica leva à necessidade de utilização de mão de obra temporária para as tarefas que são sazonais, a fim de possibilitar a adequada gestão dos custos da empresa agrícola. Sabe-se que, a partir de meados da década de 1950, o trabalho temporário é exacerbado na lavoura paulista, com o advento do trabalho volante. Este artigo estuda o trabalho temporário, portanto, num período anterior à sua exacerbação. Defende a ideia de que o sistema de trabalho que se seguiu à escravidão nas fazendas de café em São Paulo deve ser pensado como uma associação entre colonato e trabalho temporário sazonal, sendo este último também importante para estruturar a atividade produtiva e não uma categoria de trabalho marginal, como parte da bibliografia costuma classificá-lo. Nossa tese é que esse arranjo (colonato + trabalho temporário sazonal) permitiu que a empresa rural cafeeira driblasse o problema da rigidez da mão de obra frente à sazonalidade da agricultura, garantindo possibilidade de flexibilidade dos fatores de produção e dos custos com trabalho.</p> Cláudia Alessandra Tessari Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-05 2012-07-05 25 1 10.29182/hehe.v14i2.33 Final years of the silver standard in Mexico: evidence of purchasing power parity with the United States https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/34 <p>This paper focuses on the use of silver as a monetary standard in Mexico during approximately the last three decades of the nineteenth century and the first decade of the twentieth century. During this period, several events occurred in the market for silver that affected those countries attached to this metal. These events caused some of these countries to abandon silver for good and adopt other types of monetary arrangements. Mexico and a few others chose to stay with it.The reasons behind this decision are analyzed. Additionally, evidence that supports the theory of purchasing power parity between Mexico and the United States is also presented and analyzed.</p> Antonio Bojanic Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-05 2012-07-05 25 1 10.29182/hehe.v14i1.34 Uma “informação” sobre os negócios da erva-mate e o seu autor (1837) https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/35 <p>O propósito deste artigo é o de introduzir e publicar uma informação sobre os negócios da erva mate nas partes meridionais da província de São Paulo (no atual Paraná) durante os anos 1830. O texto foi escrito por Joaquim José Pinto Bandeira por demanda do Ministério do Império transmitida pela presidência da província. Ao levar em conta aspectos da trajetória do negociante Bandeira, ganham-se relances sobre as conexões daqueles negócios com as outras atividades econômicas efetivadas nos campos de Curitiba, assim como com as características políticas e sociais da região. As atitudes do autor do relato a respeito dos índios são particularmente reveladoras.</p> Carlos A. M. Lima Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-05 2012-07-05 25 1 10.29182/hehe.v14i1.35 Empresa y familia en la agroindustria azucarera tucumana: el caso de la firma “Avellaneda & Terán” (1907-1949) https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/36 <p>Propomo-nos a analisar aspectos específicos dos empresários do açúcar argentino, a partir do estudo da firma “Avellaneda &amp; Terán”, empresa familiar, proprietária da usina “Los Ralos”, na província de Tucumán. Este caso é de interesse particular, pois a propriedade e o controle da empresa permaneceram dentro do núcleo familiar, alcançando um desempenho aceitável até o meado do século XX. Mesmo assim, este estabelecimento situa-se em um tipo geral de usinas de açúcar de Tucumán, de modo que seu estudo abre a possibilidade de chegar a conclusões mais gerais. Por sua vez, esta abordagem permitirá um maior aprofundamento do estudo das empresas familiares como forma típica de propriedade e gestão empresarial em regiões de industrialização incipiente.</p> Daniel Moyano Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 2012-07-05 2012-07-05 25 1 10.29182/hehe.v14i1.36 Nancy Barros de Castro Faria (1933-2011) https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/38 <p>Este número da revista HE&amp;HE é o último que contém artigos revistos por Nancy Barros de Castro Faria, e aproveitamos para lhe prestar a nossa homenagem.</p> <p>&nbsp;</p> Maria Alice Rosa Ribeiro Copyright (c) 2012-07-05 2012-07-05 25 1 10.29182/hehe.v14i1.38 Apresentação https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/225 Apresentação do número 2.2012 Equipe de Editores Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 25 1 10.29182/hehe.v15i2.225 Resenha https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/226 Resenha do livro "Imaginação Econômica. Gênios que criaram a economia moderna e mudaram a história" de Sylvia Nasar, publicado em 2011. Rogério Arthmar Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 25 1 10.29182/hehe.v15i2.226 a junta da real fazenda em minas gerais e os projetos de abolição da circulação de ouro em pó (1770-1808):limites às reformas econômicas na colônia dentro da administração fazendária portuguesa https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/227 <p>O presente artigo investiga a atuação em Minas Gerais da Junta da Administração e Arrecadação da Real Fazenda no que diz respeito aos diversos projetos apresentados a partir de 1770 ao Erário Régio em Lisboa versando sobre a abolição da circulação de ouro em pó. O artigo analisa o destaque da administração fazendária de Minas dentro do império, em particular por conta da importância assumida pelos tributos provenien­tes dessa região na estrutura das finanças do Estado português, e permite pensar, com base no tema específico da proibição da cir­culação de ouro em pó e da necessidade de introdução de larga soma em moeda metá­lica para as atividades comerciais na capitania, os limites às reformas econômicas na colônia impostos pela natureza em si do ordena­mento colonial.</p> Alexandre Mendes Cunha Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 25 1 10.29182/hehe.v15i2.227 evolução do vinho espumante da serra gaúcha https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/228 <p><span>Como o Brasil, um país com pouca tradição no vinho, tem demonstrado evolução justamente com o produto mais sofisticado dessa indústria, o vinho espumante? Este artigo descreve os processos que reinventaram o espumante brasileiro produzido no sul do país (Serra Gaúcha), articulando os modelos teóricos da Gestão do Conhecimento e da Teoria das Convenções.</span></p><p><span>Embora seja um produto industrial, o vinho não é um produto que obedeça a regras pré-estabelecidas de elaboração. Clima e tecnologia adequados, boa matéria-prima (uvas) e equipamento apropriado são parte do esforço, mas não são suficientes para produzir vinhos de boa qualidade sem a interferência do homem, com seu conhecimento, sensibilidade e intuição. Na produção e consumo de vinho existem fatores imateriais e intangíveis, o que nos levou a pesquisar autores relacionados à teoria de Gestão do Conhecimento.</span></p><p><span>A combinação de cultura, tecnologia e know-how local está presente na ideia de terroir, conceito abordado pela Teoria das Convenções. Esta teoria tem uma relação intrínseca com o agronegócio e caracteriza-se por uma orientação fortemente interdisciplinar que procura explicar a noção de qualidade endogenamente, considerando a interação dos atores envolvidos no processo.</span></p><p><span>Este artigo passa pela cadeia de produção de vinho espumante e investiga, na região escolhida, a relação entre tecnologia, conhecimento, condições naturais, profissionais envolvidos, o espumante gerado e seu consumo.</span></p> Cláudia Maria de Holanda Marcos do Couto Bezerra Cavalcanti Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 25 1 10.29182/hehe.v15i2.228 o monopólio nos esportes: uma comparação da organização dos esportes comercializáveis nos estados unidos, na inglaterra e no brasil (1870-1920) https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/229 <br /><span>Ainda são poucos os estudos no Brasil que se dedicam a analisar o passado da organização dos esportes enquanto mercadoria nesse país. O presente estudo tem como objetivo comparar a estrutura econômica organizada para a comercialização dos esportes mais populares dos Estados Unidos, da Inglaterra e do Brasil, com foco na cidade do Rio de Janeiro, na virada do século XIX para o XX. Parto da hipótese de que a comparação das características econômicas, sociais e geográficas de cada país com as soluções adotadas para a gestão dos esportes como mercadoria podem revelar aspectos importantes da economia dos esportes. Procura-se contribuir para um melhor entendimento da organização dos esportes dentro da lógica capitalista com apoio da metodologia comparativa e com conceitos da teoria econômica, vista como permeável às manifestações sociais, políticas e culturais.</span> João Manuel Casquinha Malaia Santos Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 25 1 10.29182/hehe.v15i2.229 conjugando tradições: o pensamento econômico do bispo azeredo coutinho entre a herança ibérica e as ideias ilustradas setecentistas (1791-1816) https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/230 <p>A trajetória de José Joaquim da Cunha Azeredo Coutinho (1742-1821) é bem conhecida da historiografia brasileira, Bispo de Olinda, membro do governo provisório da Capitania de Pernambuco, último inquisidor geral e deputado eleito pelo Rio de Janeiro para as Cortes de Lisboa. Intransigente defensor da ordem estabelecida, Azeredo Coutinho distinguiu-se, inicialmente, pela publicação de diversos textos econômicos impressos por ordem da Academia Real das Ciências de Lisboa. Mas qual seria a matriz teórica do pensamento econômico do bispo Azeredo Coutinho? Para responder a essa indagação, devemos identificar quais eram os propósitos que o prelado buscava alcançar com a publicação de seus ensaios, discursos e memórias. Como um vassalo fiel, o primeiro deles era aconselhar o monarca a criar um império fundado na justiça e na virtude. Para isso, nada melhor que a economia política, ou seja, a “ciência do governo e a esta ciência que se ocupa essencialmente da prosperidade do Estado, da fidelidade dos povos e dos verdadeiros meios de a procurar”. Neste artigo busco reconstituir quais tradições do pensamento econômico o bispo luso-brasileiro utiliza em suas obras, sempre em conformidade com a ideia de um Império luso-brasileiro na qual as tensões entre Metrópole e Colônia devem ser apaziguadas.</p> Nelson Mendes Cantarino Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 25 1 10.29182/hehe.v15i2.230 os bancos de custeio rural e o crédito agrícola em são paulo (1906-1914) https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/231 <p>Os Bancos de Custeio Rural formaram uma rede de cooperativas de crédito que atuou entre 1906 e 1914 no interior do estado de São Paulo. Esses bancos emprestavam apenas aos fazendeiros associados o valor demandado no financiamento anual da lavoura. Tendo surgido no contexto da crise cafeeira de 1896-1906, a sua reconstituição revela o intenso debate a respeito dos meios de se combater a crise e o papel do Estado no financiamento agrícola. Os bancos de custeio surgiram como uma alternativa à intervenção governamental no sistema de crédito e representam a primeira experiência com o cooperativismo de crédito no estado de São Paulo. Em 1914 eles estavam presentes em quarenta e nove cidades paulistas; no entanto, apesar de seu rápido crescimento eles desapareceram após a falência da companhia que os organizava, em janeiro deste ano. Neste artigo, discutimos as circunstâncias de seu surgimento, sua organização, atuação e falência.</p> Fábio Rogério Cassimiro Correa Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 25 1 10.29182/hehe.v15i2.231 imigração alemã e mercado de trabalho na cafeicultura paulista – um estudo quantitativo dos contratos de parceria https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/232 <p>O presente artigo busca lançar uma nova abordagem para o tema das potencialidades do sistema de parceria como forma de relações trabalhistas livres na lavoura cafeeira paulista entre 1840-1870, sobretudo considerando as primeiras fases de contratação da mão-de-obra europeia: no estudo em questão, são abordados contratos de imigrantes alemães alocados à Fazenda Ibicaba, em Limeira. Baseando-se no balanço da colônia para os pioneiros alemães de 1847, são realizados dois estudos quantitativos: (i) um contra-factual para determinar o peso relativo das cláusulas de controle adicionadas na década de 1850; e (ii) modelos econométricos para testar algumas hipóteses subjacentes à literatura, principalmente no que diz respeito à questão da falha estrutural nos contratos de parceria (espiral de endividamento e desincentivos continuados). O último ponto é abordado opondo as perspectivas historiográficas de Warren Dean e Emilia Viotti da Costa, que tratam, respectivamente, de problemas institucionais na aplicação de contratos equilibrados vs falhas estruturais nos próprios contratos.</p><p><br /><br /></p> Bruno Gabriel Witzel de Souza Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 25 1 10.29182/hehe.v15i2.232 Ciclos de investimento, crises monetárias e crises sociais na gestão do padrão-ouro em Portugal e no Brasil no século XIX: uma perspectiva comparada https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/309 <p>Este trabalho tem por meta resgatar alguns aspectos relacionados à gestão da estrutura&nbsp;macroeconômica do Brasil e de Portugal na&nbsp;segunda metade do século XIX, com especial&nbsp;enfoque às políticas monetária e cambial,&nbsp;intimamente relacionadas com a gestão do&nbsp;sistema do Padrão-Ouro, que constitui o&nbsp;objeto principal desta análise. Da mesma&nbsp;forma, pretende realizar uma reflexão a&nbsp;respeito dos impactos de crises econômicas&nbsp;sobre o sistema do Padrão-Ouro e sobre a&nbsp;própria ordem social, com especial atenção&nbsp;aos problemas relacionados ao custo de vida,&nbsp;à estrutura de consumo e à capacidade de&nbsp;inserção da população em geral no sistema&nbsp;financeiro, através das Caixas de depósitos,&nbsp;dos Montepios (em Portugal), dos Montes&nbsp;de Socorro (no Brasil) e outras instituições&nbsp;de crédito popular.</p> José Tadeu de Almeida Copyright (c) 25 1 10.29182/hehe.v16i2.309 A conformação de grupos de interesse no debate sobre o tratado de comércio Brasil-Estados Unidos https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/310 <p>O presente trabalho teve como objetivo a&nbsp;análise da conformação dos grupos de interesse&nbsp;que se posicionaram no debate acerca&nbsp;da ratificação do Tratado de Comércio entre&nbsp;Brasil e EUA, em 1935. Observamos, na&nbsp;historiografia acerca do episódio, que os&nbsp;grupos em oposição foram designados como&nbsp;os “representantes da indústria” (contrários&nbsp;ao tratado) versus os representantes da&nbsp;“agroexportação” (favoráveis ao tratado).&nbsp;Contudo, não há uma definição mais precisa&nbsp;para o segundo grupo mencionado. Foi&nbsp;possível verificar, a partir da documentação,&nbsp;que quase nenhuma das manifestações em&nbsp;defesa do tratado foi encaminhada por representantes&nbsp;diretos das frações de classe ligadas&nbsp;às atividades agroexportadoras. Assim,&nbsp;buscamos averiguar a conformação concreta&nbsp;de tais grupos e avaliar a pertinência da&nbsp;tese da intencionalidade da promoção da&nbsp;industrialização pelo Estado para a compreensão do caso em questão. Propusemos a hipótese de que os defensores do tratado fariam parte de uma elite formada e educada em um período de hegemonia do pensamento liberal, segundo o qual o caráter da economia brasileira seria essencialmente agrário e a indústria ocuparia papel secundário. Finalmente, concluímos que a defesa do tratado foi feita por membros da burocracia estatal e da elite política, em nome de uma ideologia particular, afinada em vários aspectos com os interesses das elites agrárias, mas não diretamente motivada pela defesa desses interesses. Uma lógica própria, ligada aos interesses de autorreprodução da burocracia estatal, teria sido a matriz ideológica que norteou sua ação política.</p> Danilo Barolo Martins de Lima Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 25 1 10.29182/hehe.v16i2.310 A sociedade dos Amigos dos Negros: o antiescravismo na Revolução Francesa https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/311 <p>Pretendemos traçar o perfil da primeira&nbsp;sociedade antiescravista francesa. Surgida às&nbsp;vésperas da Revolução, a Sociedade dos&nbsp;Amigos dos Negros reuniu um grupo seleto&nbsp;de homens de letras, nobres e financistas que&nbsp;se dedicaram, por meio de panfletos e petições&nbsp;à Assembleia, a levar o problema da escravidão&nbsp;para o espaço público. Ela tornou-se, para colonos e armadores, um símbolo da&nbsp;ameaça que pesava sobre o comércio colonial&nbsp;naquele tempo de mudanças. O discurso dos&nbsp;Amigos, entretanto, não visava à desagregação&nbsp;do sistema colonial: o seu antiescravismo&nbsp;era moderado, centrado na proibição do&nbsp;tráfico e na abolição gradual da escravidão.&nbsp;Procuraremos compreender a natureza e os&nbsp;limites do antiescravismo francês do final do&nbsp;século XVIII, que traduzia as contradições&nbsp;da própria Revolução, quando confrontada&nbsp;à escravidão colonial.</p> Laurent Azevedo Marques de Saes Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 25 1 10.29182/hehe.v16i2.311 Inflação e crescimento econômico: uma análise da política de Vargas ao final do Estado Novo https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/313 <p>O presente artigo trata das políticas de combate&nbsp;à inflação no período final do Estado&nbsp;Novo (1943-1945), marcado por crescente&nbsp;pressão inflacionária no contexto do final da&nbsp;Segunda Guerra Mundial e de crise do regime.&nbsp;Defendemos aqui a proposição segundo&nbsp;a qual as políticas que buscavam debelar a&nbsp;inflação estavam subordinadas a diretriz de&nbsp;manter o crescimento econômico. O combate&nbsp;à inflação baseava-se sobretudo no&nbsp;controle de preços e em medidas voltadas&nbsp;para a ampliação da oferta. A política anti-inflacionária do governo Vargas estava diretamente&nbsp;condicionada pelas disputas políticas em torno da transição e dos rumos da&nbsp;economia.</p> Francisco Luiz Corsi Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 25 1 10.29182/hehe.v16i2.313 A imaginação econômica: gênios que criaram a Economia Moderna e mudaram a História, de Sylvia Nasar https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/314 <p>À Ciência Econômica deve ser creditado papel decisivo no equacionamento e na solução dos problemas materiais da humanidade nos últimos dois séculos. Essa é, em suma, a tese central de A imaginação econômica: gênios que criaram a Economia Moderna e mudaram a História, de Sylvia Nasar. Dois eixos temáticos destacam-se no entrecho produzido pela historiadora econômica de origem alemã, mas radicada há muito nos Estados Unidos: o primeiro reconhece na dinâmica propiciada pelo mercado um fator importante ao desenvolvimento econômico; o segundo envolve a secular controvérsia entre os profissionais da Economia sobre o quanto de intervenção do poder público é recomendável tendo-se em vista boas taxas de crescimento.</p> <p>&nbsp;</p> Reginaldo Teixeira Perez Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 25 1 10.29182/hehe.v16i2.314 O futuro de história econômica https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/326 <p>O artigo defende a concepção de que recuperar a identidade da história econômica como um campo de conhecimento significa considerar que ela não é nem um ramo da economia nem uma variedade temática da história. Propõe que a história econômica seja a interconexão dos estudos da produção material, da distribuição da riqueza, das condições de vida e do trabalho, das instituições politicas, da cultura e da ideologia.</p><p> </p> Josep Fontana y Lázaro Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 25 1 10.29182/hehe.v17i1.326 Colonização privada e oficial no primeiro governo Vargas: integração do mercado e desenvolvimento econômico https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/327 <p><span>O trabalho relaciona o avanço das fronteiras econômicas e a política colonizadora do primeiro governo Vargas (1930-1945) com a integração do mercado interno brasileiro. Ao inserir novas áreas nos circuitos econômicos, vinculando-as aos centros dinâmicos da economia, e ao procurar garantir a manutenção da integridade territorial do país, o avanço da fronteira, por meio da colonização, visava à construção de um mercado potencial de grandes proporções e, com isso, o desenvolvimento de um padrão de acumulação nucleado pela industrialização. No período em questão, é possível perceber a existência de uma nítida “divisão do trabalho colonizador” entre iniciativas privadas e oficiais. A colonização do norte paranaense é um exemplo de iniciativa privada de colonização, ao passo que a experiência oficial vincula-se à colonização do sudoeste paulista, do Vale do Ribeira, e aos programas de integração de partes de Goiás e Mato Grosso.</span></p> Júlio Cezar Zorzenon Costa Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 25 1 10.29182/hehe.v17i1.327 Estratégias de mobilidade de imigrantes e seus descendentes por meio do setor coureiro-calçadista da cidade de Franca (SP): um diálogo com a literatura acadêmica https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/328 <p><span>Na literatura acadêmica sobre o processo de industrialização ocorrido no estado de São Paulo, houve a predominância de uma concepção pautada numa realidade encontrada na capital paulista. Nesta, provou-se que o empresariado industrial proveio de setores abastados estrangeiros e de pessoas e capitais oriundos da chamada elite cafeeira. Tais resultados influenciaram estudos sobre realidades interioranas, havendo, para certos casos, a reprodução mecânica de cenários, tornando- os semelhantes ao da cidade de São Paulo. Nosso estudo desmistifica essa pré-concepção em relação à formação da classe empresarial do setor coureiro-calçadista no município de Franca (SP), mostrando o fato de imigrantes e seus descendentes pobres terem tido uma participação considerável para a existência dessa classe.</span></p> Marco Antônio Brandão Copyright (c) 25 1 10.29182/hehe.v17i1.328 Apresentação e Sumário https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/331 Edição 32, Vol. XVII, núm.1, 2014 Equipe Editorial Copyright (c) 2014 História Econômica & História de Empresas 25 1 10.29182/hehe.v17i1.331